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Expresso

A Beleza das Pequenas Coisas

José Gil:“O discurso dos afetos passivos de Marcelo não chega. É preciso despertar uma afetividade ativa nos portugueses”

O filósofo e pensador José Gil faz um balanço sobre os principais acontecimentos e figuras que marcaram o país e o mundo em 2017. E não hesita a eleger Marcelo Rebelo de Sousa como a figura do ano. "É o melhor Presidente que nós já tivemos. Levou-nos a esquecer Cavaco. E isso é extraordinário. O país inteiro estava a precisar disso. Mas é preciso um passo seguinte...” Sobre a geringonça afirma que trouxe mais auto-estima e "menos medo à superfície". E ainda recorda a infância em África, os tempos fulgurantes em Paris e fala do desassossego e da volúpia do pensamento que vive aos 78 anos. "De certa maneira não sou deste tempo porque insisto em pensar." Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

Bernardo Mendonça

Bernardo Mendonça

Entrevista

Jornalista

João Santos Duarte

João Santos Duarte

Edição

Jornalista

Mário Henriques

Ilustração

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Num balanço sobre 2017 o filósofo José Gil afirma que Marcelo Rebelo de Sousa é “sem dúvida” a personalidade do ano e o melhor Presidente que Portugal alguma vez teve. “Levou-nos a esquecer Cavaco. O país inteiro estava a precisar disso.” Mas acrescenta que faz falta ao “Presidente dos afetos” dar mais um passo: O discurso dos afetos passivos de Marcelo não chega. E começa a estar desadequado face à gravidade da situação..."

Sobre o tão falado fim do estado de graça deste acordo à esquerda, José Gil está convicto de que esta governação está para durar. “Será um outro regime de funcionamento da geringonça. Mas creio que o seu funcionamento continuará. Porque ninguém neste momento beneficia com a queda do governo e da solução da geringonça. Nem a extrema esquerda, nem a direita com Passos Coelho que já não existe, mas o seu espírito perdura aí nos limbos...” E chega a considerar que António Costa é responsável por um menor medo e maior auto-estima dos portugueses.

José Gil comenta também a tragédia dos incêndios, a seca no país e... a seca à direita na política. Quem poderá regenerar o PSD? Parece-me que a única pessoa capaz de regenerar o PSD é Rui Rio.” Sobre o que vem aí apenas diz: “Ninguém sabe o que é o nosso futuro. Isto está em suspenso. Dá a impressão que até os cronistas emudeceram...”. E ainda recorda a infância em Moçambique, as razões que o levaram a Paris e à filosofia e o prazer maior que tem hoje a pensar. “Sabe que há uma volúpia no pensamento? A partir dos 70 passei a ir mais longe no pensamento, é um desassossego e eu vou atrás com as minhas poucas forças...” Uma conversa desassossegada para ouvir no podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”.

Ainda neste episódio pode ouvir a rubrica "Eu não sou de intrigas, mas..."onde comentamos a entrevista da semana e sugerimos dois podcasts que andam no nosso ouvido.
E, como já é hábito, no final pode conhecer o quinto testemunho da rubrica "Toda a gente tem uma história", enviado desta vez pela psicóloga Ana Martins, pertencente ao coletivo "Mulher Não Entra", que nos conta a longa e sinuosa espera de 6 anos como candidata singular à adoção.
Este é um desafio que lançamos semanalmente aos ouvintes para que partilhem também as suas experiências e relatos, maiores do que a vida, ou tão simples como ela pode ser. Enviem-nos os vossos textos e áudios, assim como o vosso feedback, comentários e sugestões, para:
abelezadaspequenascoisas@impresa.pt