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Expresso

A Beleza das Pequenas Coisas

José Luís Peixoto: “Desta vez não levo livros para a Coreia do Norte. Qualquer pretexto pode ser muito perigoso...”

O escritor José Luís Peixoto acaba de partir pela sexta vez para a Coreia do Norte, numa altura em que as relações do regime mais fechado do mundo com o Ocidente estão particularmente crispadas. Há cinco anos, na primeira vez que esteve em Pyongyang, arriscou levar escondida a obra “D.Quixote de La Mancha”, de Cervantes, para um país que não autoriza a entrada de nenhum livro do exterior. “Neste momento não aconselho ninguém a esticar a corda”. É sobre essa e outras viagens a destinos inusitados e exóticos que o escritor nos conta como tem sido a sua vida e a sua literatura nos últimos anos. “Viajar é a certeza de estar vivo. Com a rotina corremos o risco de deixar de sentir.” Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

Bernardo Mendonça

Bernardo Mendonça

Entrevista

Jornalista

João Santos Duarte

João Santos Duarte

Edição de som

Jornalista

Mário Henriques

Ilustração

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É um escritor e um viajante destemido. Apesar das relações entre Washington e Pyongyang, entre Donald Trump e Kim Jong-un, estarem particularmente tensas e a ameaça militar mútua ser constante – ou mesmo depois do falecimento do estudante americano condenado a trabalhos forçados na Coreia do Norte por ter apenas roubado um poster em Pyongyang – José Luís Peixoto regressa pela sexta vez ao regime mais fechado do mundo. “O cenário é preocupante. Mas é importante para os norte-coreanos não serem abandonados por nós naquele sistema.”

Desta vez, Peixoto partiu com um grupo de 20 turistas portugueses que vão decifrar com o seu olhar aquele país e aquela ditadura severa, raramente visitada por estrangeiros, por ele própio relatada no livro “Dentro do Segredo”. “O nível de cuidado tem de ser enorme. Não aconselho ninguém a esticar a corda, nem com fotografias...”

Nesta conversa Peixoto conta as muitas peripécias e as realidades observadas na Coreia do Norte, um lugar marcado pelas montanhas e belezas rurais telúricas e, claro, “pela marca omnipresente do regime”. Transporta-nos ainda para outros destinos, como a Tailândia, que serviu de tema para o seu último livro, “O Caminho Imperfeito”. E depois dá-nos música da pesada e revela o velho gaiteiro que sonha ser. Sempre em busca de uma novidade e de um novo destino. “Viajar plenamente é viver plenamente”. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”