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Expresso

A Beleza das Pequenas Coisas

Sofia Aparício, a eterna mulher camaleão: “Não me arrependo de nada, nem das drogas. Mas não gosto de hábitos, gosto de experiências”

Aos 13 anos o estilista José Carlos descobriu-a num cabeleireiro que a mãe frequentava e Sofia tornou-se a manequim portuguesa mais icónica dos anos 90. Viveu os loucos anos 80 e 90 do Bairro Alto, não se privou de nada, nem das drogas. “Adoro que isso faça parte da minha vida. Também porque deixou de fazer. Não sou adicta a nada.” A sua grande luta é que a deixem de escolher para os papéis das mulheres bonitas. Porque ambiciona ser tão camaleão nos palcos como foi nas passerelles. Uma conversa franca para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

Bernardo Mendonça

Bernardo Mendonça

Entrevista e ilustração

Jornalista

João Santos Duarte

João Santos Duarte

Edição de som

Jornalista

Carlos Paes

Carlos Paes

Grafismo animado

Infografia

Esta conversa foi gravada numa destas manhãs na sala da atriz Sofia Aparício, de onde se avista o Panteão de Lisboa e o imenso Tejo. Com ela estava o seu companheiro de há 17 anos, o “Gatinho”, um felino malhado, preto e branco, tão elegante como a dona.

Aos 46 anos, Sofia mostra-se de bem com o passado, serena com as escolhas que fez e cheia de curiosidade com o que aí vem. Prepara a segunda edição de um workshop onde ensina qualquer pessoa, de qualquer idade a lidar melhor com o corpo e a sua imagem e começou a leitura de uma peça de teatro, em que a personagem que vai desempenhar não tem de ser especialmente bonita ou sedutora: “Pode ser o que eu quiser!”

Há vinte anos que é atriz, depois de se ter estreado em 1997 no teatro com o papel de protagonista em “A Dama das Camélias”, dirigida por Carlos Avillez, mas diz que continua a pagar a fatura de se ter destacado tanto nas passerelles. “Ainda não me consegui libertar totalmente do estigma da moda e desses papéis [da bonitona]. Sem presunção nenhuma, sinto que às vezes sou castigada por ter feito um bom trabalho [no passado]”.

Para ouvir esta conversa, basta clicar na seta laranja que se encontra no topo deste texto ('listen in browser') ou descarregar no iTunes ou Soundcloud onde pode classificar e comentar.