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Expresso

A Beleza das Pequenas Coisas

O bom escultor, o mau paroquiano e os vilões no poder da ilha da Madeira

Amândio de Sousa, um dos mais interessantes escultores portugueses do século XX, com obra premiada no país, morrerá convicto de que poderia ter sido muito mais do que foi. Mas um grande amor levou-o a regressar à Madeira, a terra onde nasceu, de onde fugiu, mas da qual nunca escapou. Porque às vezes só o amor importa. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

Bernardo Mendonça

Bernardo Mendonça

Entrevista e ilustração

Jornalista

João Santos Duarte

João Santos Duarte

Edição de som

Jornalista

Carlos Paes

Carlos Paes

Grafismo animado

Infografia

O escultor Amândio de Sousa, amigo do poeta Herberto Helder, diz-se um marginal, um mau paroquiano, porque nunca se encostou às conveniências e vilanagens da ilha da Madeira. “Nunca quis ser um escultor do regime. Nunca me conseguiria vergar tanto.”

Aos 82 anos, com uma exposição que pode ser visitada no centro das artes - Casa das Mudas, na Calheta (em conjunto com o pintor Jorge Pinheiro), aponta o dedo aos ‘parasitas’ do Governo de Alberto João Jardim que esburacaram a ilha como se se tratasse de um queijo suíço, “para servir interesses económicos”. E sublinha: “Há túneis a mais e o que há a menos é ponderação, um certo tino, uma certa harmonia. Vejam estes incêndios e enxurradas. São por causa de um poder [regional] descuidado, interessado nos túneis e não no resto...”

Uma conversa tida numa destas manhãs, na sua casa no Funchal, onde se prepara para criar a sua última escultura pública. Sobre a obra, apenas comenta: “São bonecos que ficam por aí...”.

Para ouvir este episódio, basta clicar na seta que se encontra no topo deste texto ('listen in browser') ou descarregar no iTunes ou Soundcloud.