17 de abril de 2014 às 8:23
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Plano 2 em 1 de Santos Silva

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Plano 2 em 1 de Santos Silva

Artur Santos Silva tinha planeado comemorar com a família os seus 70 anos em Marraquexe. A ligação low cost da Ryanair a partir do Porto era um argumento suplementar, para um banqueiro que gosta de poupar. Mas, o atentado em Abril na cidade levou a mulher a riscar Marrocos da lista de destinos. A família teve então de encontrar um plano B. E coube à filha uma ideia que agradou a todos. E que tal uma viagem pela costa irlandesa? E para convencer o pai, acrescentou que para ele era um plano 2 em 1. Como o aniversário se assinalava a 22 de Maio (domingo) poderiam partir para Dublin mais cedo, de modo ao pai, portista ferrenho, assistir à final da Liga UEFA. E assim se fez. A família, incluindo os filhos instalados no estrangeiro, concentrou-se em Dublin para uma viagem de lés a lés pela ilha. E para Santos Silva poderia até ser 3 em 1, no caso de estar interessado em esmiuçar no terreno as razões do colapso da banca irlandesa.

Quadro de desonra

A tradição recomenda que as empresas se orgulhem das suas glórias e escondam os falhanços e erros. A Prince, a construtora americana detida pela Soares da Costa, adotou uma outra cultura. Aprender com os erros, chamando a atenção para as más práticas como forma de as evitar. No seu escritório em Cordon, na Geórgia, um pequeno mural é reservado a fotos e comentários com acidentes e exemplos de más práticas. A inscrição na parede diz tudo: Wall of Shame (Parede da Vergonha). Algumas fotos davam conta de distrações e pecados no âmbito da segurança. A vida não é feita apenas walk ou wall of fame.

A princesa angolana

Em Off está morto de vergonha. Em Luanda, teve a oportunidade de almoçar no restaurante da moda, Ondah, que fica no edifício-sede da Escom. A frequência é seleta. O coronel Luís Silva, vestido à vontade para os trópicos, almoçava com os filhos. André Navarro, CEO do Banco Privado Atlântico, também estava presente. Outros altos quadros angolanos e africanos degustavam a refeição. À entrada, o Em Off passou por uma senhora jovem vestida desportivamente. Parecia estar a receber as pessoas. A cara era familiar, mas o Em Off não a identificou. Depois de escolher a refeição, Em Off voltou a passar pela entrada para ver o cybercafé em frente do restaurante e no mesmo andar. Voltou a considerar que conhecia a cara da jovem, mas não lhe conseguia colocar o nome. Quando voltou para a mesa, nova troca de olhares - mas o nome não surgia. Começa a refeição, que vai decorrendo entre conversas profissionais de circunstância. A referida senhora senta-se numa mesa perto com uma amiga. Aí, quem estava na mesa do Em Off cutucou-nos e disse baixinho: "Já viu quem está ali?" "Onde?", perguntou o Em Off. "Naquela mesa". "Quem é?", perguntou o Em Off. "A Isabel dos Santos. É sócia do restaurante".

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