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Pires de Lima contra bolsas científicas "longe da vida real"

Ministro da Economia diz que não se pode "alimentar um modelo que permita à investigação e à ciência viverem no conforto de estar longe das empresas e da vida real".
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"Uma boa parte da investigação é financiada por dinheiros públicos e não chega à economia real", diz Pires de Lima
"Uma boa parte da investigação é financiada por dinheiros públicos e não chega à economia real", diz Pires de Lima / José Sena Goulão/Lusa

O ministro da Economia, António Pires de Lima, lamentou hoje que parte da investigação científica em Portugal não chegue às empresas e disse que não é possível manter um modelo de financiamento que mantenha esta distância.

"Uma boa parte da investigação é financiada por dinheiros públicos e não chega à economia real. Não chega a transformar o conhecimento em resultados concretos que depois beneficiem a sociedade como um todo", afirmou o ministro, durante um debate sob o tema "Crescer para fora" na Fundação de Serralves, no Porto, onde se encontravam à entrada cerca de 20 manifestantes contra o Governo.

Pires de Lima disse não ser possível "alimentar um modelo que permita à investigação e à ciência viverem no conforto de estar longe das empresas e da vida real", referindo o elevado nível de doutorados 'per capita' em Portugal por oposição ao baixo número de doutorados nas empresas.

"É preciso de facto investir, dar continuidade à trajetória de investimento, mas também procurar criar um modelo de estímulos e de sinais que ligue a investigação, a ciência, a educação à vida concreta e real das empresas e que se traduza em produtos, marcas e serviços que possam fazer a diferença no mercado e devolver à sociedade o investimento que fizemos", afirmou o ministro da Economia, que voltou a mencionar a necessidade de incorporar uma educação para o empreendedorismo nas escolas portuguesas.

Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, que marcou presença no debate na qualidade de antigo presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), sublinhou que talvez das coisas que fez melhor o Governo anterior foi "o investimento no saber".


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Declarações vergonhosas e imbecis, se foram estas.
-Vergonhosas, porque, num país de pouca cultura e perceção da temática, estas declarações prestam-se a levar a população a considerar os cientistas como parasitas não produtivos, esbanjadores de fundos públicos;
- Ignorantes porque o ministro está a confundir, ou a desejar que se confundam, dois tipos de investigação:1- a investigação aplicada, que aplica ,testa e afina conhecimentos científicos à realidade, seja ela a educativa, empresarial, sanitária, militar, ou outra ; 2- antes dessa, a investigação que a torna possível, a investigação dita pura, em laboratório universitário ou não, sem qualquer relação com a sacrossantas "empresas" , as quais devem sim é subsidiá-la, juntando-se ao Estado na manutenção da Ciência em todas as suas fases.

 
Cara apreciadora,
Caro mimp, só uma achega:
até seria capaz de concordar, mas...
"investigação de base é vício de rico"???
obviamente
Pense antes assim:
sim senhor, mas...
Publicações e patentes
[Continuação]
[Continuação]
2 respostas
Respostas às respostas
Respostas às respostas
Respostas às respostas
.
Se para si
eu refiro-me aos investigadores de carreira...
realidade
Venha ao INIAV a Oeiras e veja a folha salarial...
aliás
Faça lá uma carroça sem rodas então.
.
Não tenho a certeza da interpretação
certo
Absolutamente
Correcções:
Como diziam os romanos...
Os traidores fizeram co que o povo português seja
órfão do seu próprio País embora seja esse mesmo povo que votou neles...
!!!!?
Objectivo e pragmático
Desta vez Pires de Lima foi pragmático, investir na Ciência sim mas com objectivos delineados e obrigatoriamente ligados ao empreendedorismo e às empresas que optem por financiar novos produtos seja em que área for.
A intenção não é inventar o que já está inventado ou alguma coisa que não serve para nada só para justificar os apoios estatais. Felizmente, na área da Saúde, existem progressos assinaláveis e haverão, noutras áreas, projectos em gavetas por não colherem o interesse de investidores que não arriscam ou que não querem, por razões de ordem económica ou lobby.
voce nao sabe o q diz.
Preocupante
leia o comentário do naifasanaconda
pragmatismo
Vistas curtas
Quem tem
As coisas não caem do céu...
Quando se estava a criar alguma massa critica, manda-se tudo por água abaixo... A investigação em empresa são aparece como os cogumelos... Se verificarmos as empresas que empregam doutorados neste momento, nasceram de startups resultantes de trabalhos de investigação nos ditos "laboratórios financiados pelos fundos públicos". Essas empresas que são muitas vezes apontadas como exemplos de inovação. Serão poucas certamente, mas assim serão cada vez menos. As coisas estão interligadas, se cortarmos na fonte...
Ora bem
Só as maçãs é que caem... das árvores
Quem está longe da realidade, são estes neoliberai
Mas eles devem pensar, que a inovação cai do céu, ou que são as empresas que são as únicas que inovam.

Engana-se. As empresas, sobretudo, desenvolvem, não inovam.

www.ted.com/talks/lang/pt-br/mariana_mazzucato_government_investor_risk_taker_innov ator.html
"Vida real" do Excel
Para Pires de Lima, a única ciência que vale a pena é da "vida real" de economia e finanças, onde as previsões dependem crucialmente de se cometer ou não erros básicos ao nível do Excel:
goo.gl/DP53V
A Tortura e o Massacre
www.publico.pt/ciencia/noticia/a-tortura-e-o-massacre-1619803
Depois de queimarem tudo. Restam as cinzas
Os traidores executantes das privatizações, quais chulos premiados que povoam as grandes empresas estratégicas da economia juntamente com os grandes escritórios de advogados, todos enriquecendo à custa da chulice, transformaram o povo português em órfãos do seu próprio País, empobrecendo-o cada vez mais. Outros chulos foram premiados com altos cargos em estâncias internacionais pela sua opção politica da venda do País a interesses estrangeiros. No meio de tudo isto a Assembleia da República nada legisla para criminalizar toda essa gente que tem defraudado o País, que está totalmente bloqueado. Colaborar com este sistema de energúmenos. Não....e o que é que esse gajo percebe de investigação?...

Para o cervejeiro...

o saber e a investigação são um desperdício...

mas isto vem na sequência de não aproveitar os crânios que gastaram o dinheiro público e foram dar o conhecimento para o estrangeiro...

São os políticos que temos!
século 21
que desgraça para Portugal.
asco
dá asco ter de suportar essas pessoas.
A verdade vem sempre ao de cima...
Esta é uma das coisas mais lamentáveis que já li. Investem-se dinheiros públicos, logo tem que dar dinheiro, logo os milhões de estudantes empurrados para cursos superiores cujo retorno não é rentável dado que não se formaram propriamente em engenharia, gestão ou finanças serão para o senhor ministro uma cambada de animais. Não mandar esterminá-los para mascarar as estatísticas do desemprego entre doutorados já é um feito! O mal não está obviamente no facto da nossa elite política não conseguir regular melhor e dar incentivos a políticas de contratação diferentes que estimulem a inserção no mercado de trabalho...está obviamente nesta bandalheira de doutorados que vivem encostados num mundo imaginário: um mundo tão bom em que são provavelmente das pessoas que mais têm que trabalhar e sacrificar-se para viverem de migalhas tendo em conta o esforço e o investimento. Que vergonha querer transformar todos os valores políticos e normativos que constituem uma comunidade política em dinheiro. Transformar pessoas em dinheiro sem um pingo de vergonha na cara. O sr. Ministro devia aprender qualquer coisa com os doutorados deste país e podia ser que soubesse fazer melhor a sua parte.E já agora quando quiserem fazer as empresas contratar pessoas mais qualificadas para não pagarem apenas 500 euros, e aceitarem as pessoas formadas em cursos de humanidades como não sendo tudo uma troupe de estúpidos que foram "fugir à matemática" também era uma ajudinha para o tal retorno económico.
A qualidade do estudo
Mais um idiota no governo.
Não há descanso.
:-D
Ora vejamos:
Boole, um dia deu-lhe na cabeça inventar uma matemática (teórica, abstracta e longe da vida real) que era uma Álgebra baseada não no sistema de base 10 - o que usamos normalmente - com 10 algarismos (0,1,2,...9), mas, imagine-se a "loucura", com apenas dois algarismos: 0 e 1!

O que faz com que, por exemplo a soma 1 + 1 = 10 (2 escrito nesta base).

Felizmente para ele a investigação teórica em matemática, por vezes só precisa de papel, lápis e inteligência, senão: -"Sr. Boole, está bom da cabeça? Iremos gastar o nosso dinheiro em maluquices que não servem para nada?"

Quando acabou o seu trabalho, só porque lhe dava "gozo intelectual", arrumou na prateleira das inutilidades!

Mais tarde, quando os estudiosos começaram a querer construir computadores, verificaram que a única matemática que lhes servia, era, pasmai ó gentes! uma álgebra a dois valores! claro, a Álgebra de Boole!, que já estava prontinha a ser usada e cheia de pó.

Outro exemplo: no princípio do séc. XX, homens como Einstein e outros, fizeram avançar a Física teórica (que também não servia para nada), mas permitiu muitos avanços práticos.

Desde que se deixou de fazer Física teórica, nunca mais apareceram teorias e marca-se passo, pois só se faz, quase, Física Experimental.
E sem teorias, anda-se ás cegas, ao contrário de Dirac que descobriu a Antimatéria, nos seus cálculos matemáticos abstractos! e não no laboratório (muito aplicado á prática, á vida...).

Tirem as vossas conclusões.
 
fascista
Tens toda a razão. ò comuna bolchevicoso,
??
Uma pergunta...
Excelente exemplo, mas
Tem razão
Análogos de gravitação
Antimatéria e a PET
asnos
Este governo tem um asno a comandar e um presidente asno, só pode o resto da molecada também ser contra o estudo e investigação. Um presidente, um governo e uma maioria de ASNOS. É isso aí parem de dar dinheiro para as universidades e passem só a dar aos BPNs da vida, pelo menos assim voces sempre metem algum no bolso.
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