26/05/2012 atualizado às 18:02
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Pirataria não justifica suspensão do acesso à rede, diz "pai da Web"

"Suspender o acesso à Internet a uma família francesa porque uma das crianças descarregou um conteúdo ilegalmente, sem julgamento, penso que é uma punição inoportuna", disse Tim Berners-Lee.

9:59 Quarta feira, 29 de setembro de 2010
Tim Berners-Lee: A Internet atravessa uma fase crítica
Tim Berners-Lee: A Internet atravessa uma fase crítica

Tim Berners-Lee , considerado pai da Web, alertou para o "flagelo" das legislações antipirataria, que, em alguns casos, podem levar à suspensão do acesso à Internet, como em França ou no Reino Unido.

Numa conferência sobre a Internet na Royal Society (Academia de Ciências), em Londres, Berners-Lee denunciou "a vaga de legislações que entendem dar ao governo e aos fornecedores do acesso à rede o direito e o dever de desligar as pessoas".

Este "novo flagelo" a que Berners-Lee se refere inclui uma lei francesa que deve entrar em vigor este ano e que ameaça cortar o acesso à Internet a quem descarregar conteúdos de forma ilegal e uma lei adotada no Reino Unido em abril que pode conduzir ao mesmo resultado.

"Que possamos suspender o acesso à Internet a uma família francesa porque uma das crianças descarregou um conteúdo ilegalmente, sem julgamento, penso que é uma punição inoportuna", afirmou.

Vida destruída


Para um dos pais fundadores da web, é importante "poder continuar a utilizar a Internet". E argumentou: "Se o acesso me é cortado, por uma razão ou por outra, a minha vida social seria totalmente destruída. Para alguns, trata-se de um acesso à informação médica."

Berners-Lee, professor do MIT (Instituto de Tecnologia no Massachusetts), referiu ainda que o Senado norte-americano vai analisar esta semana uma proposta de lei que autoriza o governo a criar uma "lista negra" de sites que podem ser bloqueados pelos fornecedores de acesso à rede.

Vinte anos depois de ter concebido o primeiro web site, Tim Berners-Lee considera que a "Internet atravessa uma fase crítica" e apelou aos especialistas presentes na conferência de Londres para lutarem contra a restrição da web, criada para ser um local de liberdade.

Defendendo que os fornecedores de acesso à rede não devem ser, em geral, responsabilizados pelos conteúdos online, Berners-Lee admite que a questão do terrorismo e do crime organizado constituem "uma exceção" a este princípio.

Lusa
Palavras-chave  Ciência
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Tem acontecido
Leiki (seguir utilizador), 1 ponto , 13:09 | Quarta feira, 29 de setembro de 2010
A coberto das novas tecnologias e da globalização, muitas barbaridades se cometem e tentam cometer.
 
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ORWEL e EDVIGE
aldrabado (seguir utilizador), 1 ponto , 14:13 | Quarta feira, 29 de setembro de 2010
Excessos de garantias é só para crimes de sangue e roubos. Os desvios e desfalques e burlas milionárias estão protegidos por natureza, dado a classe de quem os pratica.
Quer os Franceses, quer os Belgas e não acredito que nisto não estejam metidas todas as policias da CEE, sabem em tempo real qual o computador, onde e como estão a ser feitas as navegações na NET, por isso não à margem de erro quanto ao policiamento da navegação...
 
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Da pequena infracção aos maiores crimes.
amarelolindo (seguir utilizador), 1 ponto , 16:39 | Quarta feira, 29 de setembro de 2010
Certo é que se não surgir um controlo mais apertado aos conteúdos da Web, serão os próprios utilizadores a arranjar alternativas para não depender desta.
Se os fornecedores de acesso à rede não devem ser responsabilizados pelos conteúdos online , têm obrigação de bloquea-los sempre que verifiquem a existência de burla ou crime.
A lista negra de certos sites é uma boa medida por parte do Senado Norte Americano.
Meus amigos... Há de tudo na Web:
Pirataria, aliciamento sexual de menores, venda de material roubado, obtenção de senhas, números e contrafacção de cartões de crédito/débito, cyber-stalking, etc etc.
As entidades policiais podem não conseguir controlar todo o crime e mais algum existente na Web, dada a quantidade de informação lá presente, os fornecedores de acesso à rede têm sim de auxiliar nesse controlo.
Parafraseando um inspector da PJ "crimes novos, novos métodos, crimes antigos, novos métodos".
 
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