23 de maio de 2013 às 23:54
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Pintura rupestre deve ter começado com homem de Neanderthal

Uma nova técnica radiométrica ajudou a descobrir que a prática artística pré-histórica deve ter começado na Europa, dez mil anos antes do que os cientistas previam. 
Lusa (texto)

A gruta de El Castillo, em Espanha, tem a pintura rupestre mais antiga da Europa, com mais de 40.000 anos, noticiaram as agências internacionais, citando uma nova investigação na qual participou o arqueólogo português João Zilhão.

A investigação, com recurso à técnica radiométrica com urânio e tório, foi efetuada em 50 pinturas paleolíticas de 11 grutas localizadas nas regiões espanholas das Astúrias e Cantábria, incluindo as grutas de Altamira, El Castillo e Tito Bustillo.

Em El Castillo, os peritos detetaram uma gravura que creem ter mais de 40.800 anos.

Até há bem pouco tempo, a gruta Abri Castanet, em França, reclamava ter a imagem rupestre mais antiga da Europa, com 37.000 anos.

Estudo é publicado hoje


Na descoberta agora divulgada participaram 11 investigadores, incluindo o português João Zilhão, especialista em arqueologia pré-histórica e antigo coordenador do projeto do Parque Arqueológico do Vale do Côa.

O estudo, a publicar hoje na revista "Science", conclui que a prática artística pré-histórica começou na Europa talvez dez mil anos antes do que os cientistas previam e pela mão do homem de Neanderthal, que terá morrido há cerca de 40.000 anos.

Segundo um dos investigadores envolvidos na descoberta, Alistair Pike, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, "os resultados desta datação mostram que os homens modernos terão chegado de África à Europa, com a pintura mural a fazer já parte das suas atividades culturais ou a ser desenvolvida por eles muito rapidamente".

Ainda de acordo com o mesmo especialista, "os vestígios da presença dos homens modernos no norte de Espanha remontam a 41.500 anos, altura em que havia ainda [na região] homens de Neanderthal".

Medir a idade dos sedimentos carborizados


A técnica de datação usada na investigação mede a idade dos sedimentos carbonizados sobre as pinturas, mas não data a camada superior dos pigmentos, para não os estragar.

Por isso, ressalva o arqueólogo João Zilhão, as pinturas poderão ser "vários milhares de anos mais antigas do que os sedimentos carbonizados que as cobrem".


Comentários 11 Comentar
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Foz Côa passou de moda?
Parece que sim.Muita parra e pouca uva.Pararam a barragem e esqueceram os prometidos projectos!
Re: Pintura rupestre deve ter começado com homem d
Os especialistas já têm que dar margens de erro de milhares de anos, nas datações.

Depois, ainda há chatices como por exemplo, o pressuposto assumido nas técnicas com desintegrações radioactivas, em que a taxa de desintegração dos componentes radioactivos é suposta ser constante ao longo do tempo.
Ora, ninguém nos pode garantir que tal tenha acontecido.

No fim pode questionar-se o interesse de dizer que algo tanto pode ter acontecido há 30 000 anos ou há 20 000 ou há 40 000 anos!
Quer dizer que o estudo está incompleto?
Mas ... Sempre um gosto admirar estes ares!

Os contos numa pintura.
A exímia narrativa, a linguagem colorida, a descrição singular tornam a ambientação um legado até hoje...

Mesmo evoluídos no tempo ... os antigos têm o dom de nos espantar e os segredo por desvendar!

Grafiti
Os Neanderthal foram simplesmente os primeiros vândalos do grafiti, praga mundial e impune.
Re: Grafiti Ver comentário
Re: Grafiti Ver comentário
Alienígenas
Pois, está bem...

Aconselho vivamente a série 'Ancient Aliens' no canal História.

Em português, Alienígenas:
www.canaldehistoria.pt/notepierdas/449/Alienigenas
O Homo Neanderthalensis está no Governo !
O Passos der ser um NEANDERTHALENSIS, pois não pára de pintar em vez de GOVERNAR esta CAVERNA !
Sobre o Homo Sapiens Neanderthalensis

Evoluiu na eurásia a partir dos primeiros homo (ergaster) que saíram de áfrica há cerca de 500 mil anos.

Coexistiu na Eurásia com o Homo Sapiens Sapiens, pelo menos, de há 100 mil anos até há 24 mil anos atrás.

(O sapiens sapiens saíu de africa há cerca de 100 mil anos)

Há várias teorias sobre o desaparecimento do Neanderthal mas de acordo com as últimas investigações conduzidas pelo Instituto Max Plank , a partir da definição do seu Genoma há cada vez mais evidência de que partilhamos alguns dos seus genes específicos ( Já que 95,5% é idêntico)

Portanto caros amigos parece que todos carregamos um pouco dos nossos também avoengos Neandertais.

O nosso antropologista João Zilhão sempre defendeu esta corrente (miscigenação das raças- ou absorção) contra a opinião de outros reputados cientistas e parece que a razão estava do seu lado.

               
Re: Sobre o Homo Sapiens Neanderthalensis-errata Ver comentário
E em Portugal!
Nas figuras rupestres de Vila Nova de Foz Côa (Portugal) ninguém fala. Façam publicidade ao que é nosso! Os Portugueses têm esta característica: Admiram o que é dos outros, ou seja, confirma-se "A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha"...
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