Bruno P. "Pidá" e os outros arguidos do caso centrado no homicídio do segurança Ilídio Correia, no âmbito da "Noite Branca", optaram pelo silêncio na primeira audiência do seu julgamento, hoje, no Palácio da Justiça do Porto.
Por outro lado, problemas de saúde da mãe da vítima mortal, que se constituiu assistente no processo, impediram a sua audição na sessão da tarde, pelo que os trabalhos foram interrompidos para serem reatados dia 15, às 10:00.
O colectivo de juízes presidido pela magistrada Manuela Paupério indeferiu um pedido do advogado Carlos Macanjo, que defende dois arguidos, para que as audiências passassem a decorrer à porta fechada.
Parte substancial desta primeira sessão foi preenchida com a leitura da pronúncia, que se prolongou por hora e meia.
O julgamento, realizado por um colectivo das Varas Criminais do Porto, foi transferido para o Palácio da Justiça, por razões segurança.
Alias, o início dos trabalhos foi marcado por fortes medidas de segurança, com a polícia a criar um perímetro de segurança e a revistar todos quantos quiseram presenciar a sessão, incluindo jornalistas.
Além do homicídio consumado de Ilídio Correia, estão em causa neste processo vários homicídios na forma tentada, estando em julgamento um total de nove arguidos.
O núcleo duro é constituído por cinco desses arguidos: Burno P. "Pidá", Mauro S., Fernando M. "Beckam", Ângelo F. "Tine" e Fábio B. "Suca", do grupo de seguranças da Ribeira, que terão tido implicação directa no homicídio de Ilídio Correia, um segurança do grupo de Miragaia.
Ilídio Correia, segurança de 33 anos, foi morto a tiro na madrugada de 29 de Novembro de 2007, num um dos casos com acusação deduzida pela equipa especial da procuradora Helena Fazenda, especialmente criada para investigar os crimes da noite do Porto em 2007.