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"Pidá" condenado a 23 anos de prisão pelo homicídio de Ilídio Correia
O principal arguido do processo "Noite Branca" foi esta manhã condenado a uma dura pena de prisão pelo assassínio do segurança cabo-verdiano Ilídio Correia e cinco homicídios tentados. (Veja vídeo SIC no final do texto)
Bruno "Pidá" foi condenado a uma pena de 23 anos de prisão, após o tribunal ter dado como provado ter sido ele o autor do assassínio do segurança cabo-verdiano Ilídio Correia e por cinco homicídios tentados.
Os outros membros do "Grupo da Ribeira" foram também condenados a penas exemplares: Mauro "Matumbo" apanhou 21 anos de prisão, Fernando "Beckham" 22 anos e Ângelo "Tiné", 21 anos. Fábio "Suca", primo de Pidá, foi absolvido, e José "Leitinhos", cunhado de Bruno "Pidá", foi condenado a 2 anos e 4 meses de pena suspensa por tráfico de droga e posse de armas.
Susana Pinto, irmã "Pidá", foi sujeita a uma coima de quase 2 mil euros, enquanto Pedro "Lieto" viu ser-lhe imposta uma pena de 1 ano de prisão suspensa. Paulo "Quinze Dias" pagará uma multa de 1260 euros. Todos estes arguidos estavam indiciados por posse de armas.
Agitação na leitura do acórdão
A leitura do acórdão, no Palácio da Justiça do Porto, foi marcada por uma grande agitação entre os arguidos e os seus familiares, apesar das enormes medidas de segurança a cargo de forças especiais da PSP e dos Serviços Prisionais.
As penas ditadas há minutos atrás correspondem no essencial às condenações solicitadas pelo Ministério Público aquando das alegações finais.
Os advogados anunciaram já que vão recorrer para o Tribunal da Relação do Porto, alegando que os seus clientes estão inocentes, tal como os próprios afirmaram na mesma ocasião ao Tribunal Colectivo, presidido pela juíza Manuela Paupério.
Quatro assassínios em meio ano
As penas foram todas resultantes de cúmulo jurídicos de várias condenações relacionadas com crimes ligados às "guerras" entre "seguranças" ocorridas em 2007.
A pena parcelar maior ficou a dever-se ao assassínio a tiro de Ilídio Correia, líder do rival "Grupo de Miragaia", morto na madrugada de 27 de Novembro de 2007, depois de ter assistido pela televisão ao jogo Liverpool - F. C. Porto, da Liga dos Campeões, segundo se provou no julgamento que hoje acabou.
A vaga de mortes entre "seguranças" portuenses iniciou-se em Junho de 2007 com o homicídio de Nuno "Gaiato", na discoteca "EL Sonero", no Porto, num total de quatro homicídios. O homicídio do empresário Aurélio Palha e do segurança "Berto Maluco" ainda não têm acusação.
A onda de assassínios e agressões, ao longo do segundo semestre de 2007 levou então o Presidente da República, Cavaco Silva, a exigir maior eficácia das autoridades policiais. A 16 de Dezembro de 2007, a Polícia Judiciária do Porto realizou então a operação "Noite Branca".
O outro único caso julgado foi o da morte de Nuno "Gaiato", cujo principal arguido, Hugo Rocha, teve uma pena de 12 anos e meio de prisão, num julgamento ocorrido no Tribunal de São João Novo, onde trabalham os juízes do processo hoje sentenciado, mas que por razões de segurança teve que realizar-se no Palácio da Justiça do Porto, ironicamente construído no Estado Novo com recurso a mão de obra prisional.
cjours (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 18:31 | Terça feira, 19 de janeiro de 2010
Estes desgraçados levam (e bem) pela medida grande. Só tenho pena que não aconteça o mesmo aos Dias Loureiros, aos Oliveiras Costa, à corja padreca do BCP e ao resto da canalha de colarinho branco, que goza connosco à grande e à francesa!!!
JJFF (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 14:31 | Terça feira, 19 de janeiro de 2010
O acórdão judicial, com base na lei, ditou uma pena pesada para uma panóplia de crimes graves.
Uns acharão a pena branda e outros excessiva, mas o que eu acho é que estas penas podem contribuir para dissuadir o crime, mas nada contribuem para ressarcir a sociedade dos malefícios criminais do condenado nem para a sua reintegração social. Bem sei que, complementarmente, o arguido deverá ser condenado a pagar uma indemnização às vítimas ou seus familiares, mas também é provável que nunca venha a fazê-lo por não ter património nem poder obtê-lo estando preso.
O legislador deveria conceber uma legislação que incluísse nas penas obrigações aos condenados de executar tarefas em favor da sociedade de modo a que pudesse ressarci-la, ainda que parcialmente, dos danos causados. Essa mesma legislação deveria condicionar a atribuição de direitos aos presos (acesso ao lazer, autorização de visitas, cuidados de saúde, conforto e até mesmo alimentação) em função do cumprimento de deveres associados à satisfação de necessidades do meio prisional e não só. Mesmo num meio fechado é possível produzir-se qualquer coisa de útil, nem que seja pedalando para produzir electricidade.
... sempre se aplica a pena (quase) máxima em Portugal.
Ela é tão rara que a notícia é o facto de ela ter sido mesmo aplicada.
Continuo a achar que 25 anos (nunca cumpridos na totalidade) é tudo menos pena máxima, mas se é ela que está consagrada, então que se aplique quando está devidamente sustentada.
Este é um dos melhores sinais de que a justiça quer funcionar.
haja coragem e eficiência nos meios de prova e Portugal caminhará para um rumo de verdadeira justiça.
O Pinto da Costa anda em maré de azar, é a sua equipa de futebol,nque não tem revelado um bom momento e agora são mais uns tantos amiguinhos e guarda-costas que vão dentro.
Na hora do azar, só falta ter filhos pretos.
Da notícia em si,lamento pela família da vitima...e também pelas famílias dos condenados.São os sinais dos tempos e nada melhor que ler os comentários para perceber que os limites não existem...ou poucos os respeitam!!!!!
Bruno Pidá terá sido muito bem condenado (o ideal seria nada menos do que 50 anos, mas...é o que a lei permite), mas não consigo compreender os comentários que metem Pinto da Costa ao barulho, desviando completamente o contexto da notícia. O que tem Bruno Pidá a ver com Pinto da Costa, o FC Porto, O Benfica, o Sporting, etc, etc? Que raio de comentários.