Os dados económicos dos Estados Unidos e o leilão de títulos de curto prazo do tesouro espanhol penalizaram o comportamento dos mercados acionistas. A economia americana cresceu 2% no terceiro trimestre deste ano, contrariando as previsões dos analistas que previam um crescimento de 2,5%. A Espanha emitiu 2,978 mil milhões de euros em títulos de dívida a 3 e 6 meses, com uma taxa de juros média de 5,110% e 5,227%, respetivamente. Na emissão anterior (25 de outubro), a taxa dos títulos a três meses tinha sido de 2,292% e a 6 meses de 3,302%. No final do dia o Fundo Monetário Internacional (FMI) autorizou uma linha preventiva de liquidez, que vai agir como um seguro contra futuros choques e como uma janela de liquidez de curto prazo para responder às necessidades. Esta medida visa controlar sobretudo o contágio da crise a outras economias.
Os índices europeus registaram perdas superiores a 1%. O índice nacional recuou 1,23%, o espanhol IBEX cedeu 1,45%, o alemão DAX perdeu 1,22%, o francês CAC menos 0,84% e o índice italiano FTSE MIB deslizou 1,54%. Nos Estados Unidos, Nos Estados Unidos, o Dow Jones deslizou 0,46%, o S&P 500 menos 0,41% e o Nasdaq Composite terminou praticamente inalterado. Oito dos dez setores que compõem o S&P 500 terminaram em baixa. As quedas foram mais significativas no setor utilites (-1,27%), energético (-0,96%) e financeiros (-0,90%). O setor de cuidados de saúde (+0,13%) e o de consumo não discricionário escaparam (+0,07%) às quedas.
Os índices europeus iniciaram a terceira sessão da semana em baixa, com perdas em torno de 0,5%. A Comissão europeia apresenta hoje propostas para a criação das eurobonds, sabendo desde já que a Alemanha é contra a emissão conjunta de dívida pelos membros da Zona Euro. A moeda única europeia transaciona nos 1,3457 dólares, oscilando entre os 1,3531 dólares e os 1,3438 dólares
Teresa Pereira
Departamento de Consultoria e Research da Golden Broker