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Phelps deixa a água mas a terra não voltará a ser a mesma

Despedida de ouro de Michael Phelps das piscinas. Literalmente: vitória nos 4x100m estilos e 22.ª medalha nos Jogos. Sai o nadador extraterrestre, volta só o homem. É o melhor atleta olímpico de sempre para a FINA, como está inscrito no último troféu de carreira que recebeu. 

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Phelps deixa a água mas a terra não voltará a ser a mesma
O norte-americano Michael Phelps atira o ramo de flores à sua mãe Debbie Phelps, hoje, após ter conquistado a última medalha de ouro
O norte-americano Michael Phelps atira o ramo de flores à sua mãe Debbie Phelps, hoje, após ter conquistado a última medalha de ouro / Martin Bureau/AFP/Getty Images

Michael Phelps é aquilo que muitas vezes se chama "um gajo porreiro". Sempre elétrico, a mexer-se de um lado para o outro. E vai continuar a ser assim, mas fora das piscinas. Apenas e só: o americano de 27 anos teve uma despedida de ouro da carreira, ganhando a estafeta dos 4x100m estilos à frente de Japão e Austrália, e chegando à 22.ª medalha nos Jogos Olímpicos. Melhor despedida... só mesmo com recorde do mundo.

Na cerimónia de entrega de medalhas e posterior volta de agradecimento à volta da piscina, o estilo descontraído (e também o hábito de estar no pódio) voltou a ser a grande marca de Phelps: sorridente, bem disposto, conversador. Pelo menos até ao hino, onde voltou a ficar com as lágrimas nos olhos como se fosse a primeira vez que estava naquela posição.

"USA, USA, USA", ouvia-se. "Michael, Michael", seguiu-se. Phelps distribuía recordações que trazia nos bolsos do casaco para a bancada, enquanto a mãe e as irmãs envergavam o cartaz "Phelps Phans Phorever". "Thank you mister Michael Phelps", gritou o speaker enquanto o nadador recebia uma bandeira dos EUA minúscula da família antes de levantar, com a equipa, o cartaz "Thank You London". Era o fim. À saida, recebeu um prémio da FINA (Federação International de Natação) que o considerou o melhor atlético Olimpico de sempre. Da festa e da carreira.

Na última corrida... foi o melhor 


Os americanos estão verdadeiramente rendidos a este astro do desporto. Também tem a ver com a própria forma de ser, o ligar apenas às modalidades onde têm atletas que possam ganhar medalhas e 'desprezar' tudo o resto como se não interessasse. Mas a despedida foi um momento emocionante e que ficará para sempre gravado na memória das mais de 17 mil pessoas presentes no Aquatics Center (não foram muitos os que abandonaram mais cedo, a não ser quem estava obrigado a ir a correr para o estádio Olímpico ver as finais do atletismo).

A primeira vez que o nome de Phelps foi pronunciado, como terceiro elemento da equipa norte-americana, o complexo registou uma autêntica explosão. Bom, isso é sempre. Mas hoje teve qualquer coisa especial, diferente. Tal como na entrada da Bala de Baltimore na água, recuperando a curta desvantagem que a equipa tinha para o Japão e fazendo o melhor tempo de todos (para não variar). Nathan Adrian tratou do resto e a vitória só pecou por não trazer também um recorde do mundo atrás.

A seguir, o abraço de grupo e a percepção de que o extraterrestre das piscinas voltará a ser apenas aquele homem normal, às vezes até um pouco solitário, que gosta de estar com a família e descontrair com os amigos em períodos sem competição (com uns excessos à mistura). O que fica, e para sempre, é a lenda. E recordes atrás de recordes. 

O que fica na história


Antes dos Jogos, havia a dúvida (se calhar mais para criar suspense do que outra coisa) se Michael Phelps conseguiria passar o número de medalhas de Larisa Latynina. Não só passou como colocou a fasquia onde provavelmente mais nenhum atleta conseguirá chegar: 22 pódios, com 18 ouros, duas pratas e dois bronzes. Um autêntico monstro das piscinas que, em 24 finais, só por duas vezes falhou os primeiros lugares - 5.º nos 200m mariposa de 2000 (com apenas 15 anos) e 4.º nos 400m estilos de 2012. O resto foi... história.

Como vai ser a partir de amanhã? Provavelmente, e durante uns tempos, andará de férias a viajar pelo mundo (e Portugal é sempre um destino possível, como aconteceu em 2008, a seguir a Pequim). Depois, tem a fundação com o seu nome, com intuito de desenvolver a natação e melhorar a qualidade de vida do maior número de pessoas possível. Por fim... é Michael Phelps. E isso, por si só, constitui uma profissão. A maior que existe, tal como o currículo dos nadadores nos Jogos Olímpicos. 


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Comentários 9 Comentar
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Por este caminho...

Phelps arrisca-se a ultrapassar o recorde do Relvas...

e Portugal perdeu uma oportunidade em não o ter mandado aos jogos olímpicos....

era uma medalha garantida na corrida das habilidades!
Jogos olímpicos e subserviência política
Ficou provado que a IOnglaterra está em permanente posição de cócoras, perante os USA. Manipularam as transmissões televisivas, de modo a apanharmos uma dose de cavalo de natação, deporto onde os americanos raparam as medalhas.

Desportos interessantes e visualmente espectaculares na TV, como o remo, foram ignorados, não vimos nada de tiro, pouca ginástica, pouco levantamento de pesos, quase tudo sacrificado ao monoólio da natação.

Nós aqui , como bons borregos, fomos na onda e hoje, um jornalista nacional , atreve-se a dizer que o mundo não será o mesmode pois de um americano ter nadado ums piscinas. Perdeu-se a mesura e dizem-se os maiores disparates.

Quantas bocas deixaram de ter fome, porque esse camarada leva uma carrada de ouro para casa ???

Qual a verdadeira importância de tudo isto ??? Venderem-se mais umas camisolas, umas canetas e uns porta-chaves, são os resultados práticos dos jogos..........

Chinês...
Se o homem fosse chinês era o cabo dos trabalhos tinha que estar dopado não podia ser...assim tudo tranquilo e só mais um super homem ...
Re: Phelps deixa a água mas a terra não voltará a
Sem tirar mérito nenhum ao homem mas a verdade é que ele só têm essas medalhas todas porque a natação, vai-se lá saber porquê, têm um milhão de diferentes provas quase iguais.
Re: Phelps deixa a água mas a terra não voltará a
Publicado 2008 antes da final dos 100 m de Beijing
Publicado 2008 antes da final dos 100 m de Beijing
( clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/410692 )

Celebração de Phelps vs Execução dos maiores atletas do mundo - o que seria de esperar do reducionismo do fim da era dos Illuminati

Farsa da Natação (1) gerando medalhas a pedido, em total contradição com a definição de desporto, com
    - Quatro estilos diferentes, em vez de simplesmente o lema Citius (caminho mais rápido);
- Proliferação de distâncias que agora mostram ser totalmente redundantes (por exemplo, 100 e 200 m), com as mesmas pessoas no pódio de cada vez;
Tudo isso levado ao limite absoluto
- eventos combinando quatro estilos ...
- estafetas onde não existe qualquer diferença com eventos indivíduais, excepto a adição de cada marca, ou seja, a estafeta não dever ser passada.
Por outro lado propaganda nazista com técnicas baseadas na GRANDE MENTIRA, para destruir esporte natural e melhores atletas do mundo, começando com Usain Bolt. (2)

Notas

    (1) Nas Olimpíadas mesmo a farsa da natação empalidece em comparação com a fábrica de medalhas em outros "desportos", começando pelos que são decididos não por marcas mensuráveis mas sim por pontos dados por juízes, da ginástica ao boxe. Note também que um dos efeitos colaterais de declarar como desporto o que na realidade não o é, cria melhores "atletas" grotescos (por exemplo, crianças na ginástica).
...
Conclusao - links
Re: Publicado 2008 antes da final dos 100 m de Bei
Já é doença...
Goste-se ou não de natação, goste-se ou não do Phelps, goste-se mais da China do que dos EUA ou vice-versa uma coisa é irrefutável: o Phelps é um atleta prodigioso na sua modalidade.
Agora, o que nós portugueses temos de deixar de fazer de uma vez por todas é questionar tudo e todos, a propósito ou (o mais das vezes) a despropósito. Tipo quantas bocas deixaram de ter fome com as medalhas do Phelps (com as dele e com as de outro qualquer meu amigo...!), ou argumentar que as provas de natação são quase iguais (se soubesse do que fala não o diria, pois gostava imenso que experimentasse nadar uma mariposazinha para ver do que falo...!), ou ainda da terrível maquinação anglo-americana para só haver natação na TV (que disparate, pois a natação é o prato forte da semana inicial, a ginástica faz de separador e o atletismo encerra os jogos).
O que está em crise não é o nosso País. O que está em crise são as mentalidades que tendem a destruir tudo quanto não gostam, quanto não têm e quanto não compreendem. Assim, só uma Clarisse com a sua raça é que, quase milagrosamente, poderá trazer uma medalha para Portugal. Seria a contra-corrente mas pelo menos talvez insuflasse algum do orgulho nacional que se tem esvaído nos últimos tempos
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