Ontem à noite, e contra todas as expectativas, a Petrobras
abandonou as negociações para comprar parte da posição que a ENI tem na Galp
. O negócio, apadrinhado pelo governo brasileiro e pelo português, previa que a empresa brasileira comprasse 25% dos 33% que a ENI tem da Galp. Os restantes 8% seriam comprados ou pelo governo português e posteriormente vendidos ou por outra empresa. A Sonangol estava na corrida para a compra destes 8%, contudo o Expresso sabe que o Governo português apenas queria que os Angolanos ficassem com 4%. O Expresso confirmou ainda que esta decisão da Petrobras é neste momento irreversível.
Segundo fonte que acompanhou as negociações de ontem, terão sido as dificuldades nas negociações entre a Sonangol, o Ministério das Finanças e Américo Amorim (principal accionista da Galp em parceria com a filha do presidente angolano Isabel dos Santos e com a Sonangol), que irritaram os brasileiros da Petrobrás que assim abandonam o negócio.