Petição para pilotos de Israel não bombardearem o Irão
Caça F-16 I da Força Aérea istaelita durante um voo de demonstração
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Mais de 400 cidadãos israelistas, entre os quais vários intelectuais e professorers de Direito na univerdade de Telavive, assinaram uma petição para que os pilotos de combate de Israel não obedeçam às ordens para atacar o Irão. Os subscritores advertem que um eventual ataque representaria um "erro de alto risco".
"Dentro de semanas, vocês poderão receber uma ordem para bombardearem o Irão. Vocês terão, de facto, o direito de obedecer, aceitando os argumentos, sem questionar, de que atacar o Irão é essencial para a defesa do Estado de Israel. Mas isto significa, também, que aceitando esta ordem vocês estarão a dar o primeiro tiro numa guerra cujos resultados poderão ser catastróficos para todos nós", lê-se na petição.
Os subscritores do documento dizem que o futuro do Estado de Israel e da população israelita está nas mãos dos pilotos da Força Aérea. E apresentam, entre outras razões para que os mesmos digam "não" ao bombardeamento do Irão, o argumento de que "mesmo que este eventual ataque fosse bem sucedido não produziria mais do que um atraso temporário, de um ou de dois anos, no programa nuclear iraniano. E isto significa que nós pagaríamos um preço exorbitante, terrível. Vocês, pilotos da Força Aérea, mais do que ninguém têm nas vossas mãos o poder de evitar este desastre".
Crise mundial agravar-se-ia
Lê-se, ainda, no documento, que dizer "sim" (à ordem para bombardear) "não é a única alternativa. Vocês também podem dizer "não". E não é simplesmente uma opção. Isto envolve dilemas pessoais e profissionais, e risco de perder uma carreira que é importante para vocês, e, ainda, a possibilidade de serem processados. No entanto, ao dizerem a pequena palavra "não", vocês estarão a prestar um importante e vital serviço ao Estado de Israel e a todos os que nele vivem. Este será infinitamente mais importante do que uma obediência cega a esta ordem em particular".
Entre as razões apresentadas para afirmar que o ataque ao Irão representaria um "erro de alto risco", os subscritores da petição afirmam que o ataque provocaria " dispersão de material radioativo por várias áreas habitadas por populações civis". E acarretaria o "aumento do preço do petróleo, agravando a crise económica global, o que levantaria a opinião pública da Europa e dos EUA contra Israel, com todas as consequências que isto possa representar".
Ayatollah Khamenei diz que Israel vai ser "riscado do mapa"
Ontem, numa reunião com ex-combatentes da guerra entre o Irão e o Iraque, o ayatollah Ali Khamenei afirmou que o Estado de Israel "será apagado da geografia mundial" e o seu território será "devolvido à nação palestina".
O líder supremo da revolução iraniana enfatizou que "os sionistas (israelitas) e os seus apoiantes (EUA e outros aliados) querem apagar da consciência mundial o conflito palestiniano, mas o mundo islâmico há de resistir a esse plano".
O Irão não reconhece a existência do Estado de Israel, que denomina de entidade sionista, tendo Khamenei reiterado por diversas vezes que apoiará qualquer medida para o fazer desaparecer.
Israel estaria a planear ataque cibernético ao Irão
Na passada terça-feira, na sua página na Internet, o analista político norte-americano de origem israelita Richard Silverstein disse que Israel teria preparado um ataque cibernético para bloquear a Internet e o sistema de comunicação de rádio e televisão no Irão, de modo a impedir que o país possa saber o que se passa nas suas fronteiras e, assim, permitir ao Governo israelita iniciar uma guerra relâmpago.
No seu blogue Tikin Olam dedicado ao conflito israel-palestiniano, Silverstein identifica alguns alvos sensíveis que estariam na mira de Israel, tais como o "reator nuclear de Arak, destinado a produzir plutónio, as instalações da central para a produção de combustível nuclear em Isfahan e a central nuclear de Fordow".
O jornalista revela, ainda, a preparação de centenas de mísseis de cruzeiro que teriam como alvo "centros de pesquisa e desenvolvimento, além de residências de técnicos nucleares e de mísseis".
A segunda etapa do plano israelita envolveria o uso de satélite azul e branco para tornar mais fácil a marcha das tropas terrestres. Nesta fase, Israel uutilizaria armas eletrónicas, cuja existência não é sequer conhecida dos aliados norte-americanos.
O ministro da Defesa israelita, Matan Vilnai, disse que o seu país estava a preparar o povo para um possível conflito.
Segundo Vilnai, "Israel tem preparado um cenário de guerra de 30 dias, em várias frentes em simultâneo, que poderia resultar em cerca de 500 mortes". Ainda de acordo com o ministro, existem kits contra ataques químicos e bacteriológicos disponíveis para mais de metade da população israelita. Além disso, o exército está a testar um sistema de alerta para mensagens de texto destinado a avisar aos israelitas no caso de ataque por mísseis.


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O ayatollah Ali Khamenei disse, em fevereiro, que Israel "é um tumor cancerígeno que deve ser extraído, o que acontecerá com a ajuda de Deus"
