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"Penso que na Holanda não me podem ver"

O ex-internacional português Maniche recordou alguns dos seus melhores momentos perante holandeses, ao serviço da seleção nacional. "Penso que, na Holanda, não me podem ver", diz, entre risos.
Lusa |
Maniche estava habituado a festejar frente a holandeses
Maniche estava habituado a festejar frente a holandeses / Jorge Simão

O antigo futebolista português Maniche admite ser uma "besta negra" para a seleção holandesa, à qual marcou "golos importantíssimos" nas fases finais dos Campeonatos da Europa de 2004 e do Mundo de 2006.

"Felizmente, tive a oportunidade de marcar dois golos importantíssimos contra a Holanda, um deles que jamais esquecerei e que ainda está presente na memória de muita gente, porque foi um golo fantástico (Euro-2004)", recordou o ex-jogador de Benfica e Sporting, em entrevista à Agência Lusa.

Depois desse golo, seguiu-se outro, dois anos depois: "Tive a felicidade de reencontrá-los no Mundial-2006 e a oportunidade novamente de fazer o golo da vitória".

"Se fosse contra equipas holandesas, estava garantido que as coisas corriam bem"


"Penso que na Holanda não me podem ver. Depois disso, joguei pelo Atlético de Madrid contra o PSV (equipa holandesa), marquei um golo e ganhámos por 3-0, na Liga dos Campeões. Se fosse contra equipas holandesas, estava garantido que as coisas corriam bem", disse Maniche. 
 
Apesar do protagonismo nos embates recentes frente à seleção laranja, o ex-internacional luso salienta que a sua "prioridade" era sempre "ajudar a equipa" e que, como atuava no meio-campo, conseguia espaços para visar as balizas adversárias e, por vezes, chegar ao golo. 
 
"Na minha posição, tinha mais facilidade em encontrar espaços para rematar e felizmente, nessas poucas oportunidades, rematei com o intuito de fazer golo. Obviamente que as pessoas dizem: 'nunca mais vais fazer um golo igual àquele'. Acredito que podem ter razão, mas quando chutei foi mesmo para fazer golo", frisou. 

"Não estava estudado. São coisas do futebol" 


O golo marcado no Estádio José Alvalade, em Lisboa, a 30 de junho de 2004, está bem presente: "Foi com muita garra, com muita vontade de marcar o golo e ajudar a seleção a passar". 
 
O "tiro" com o pé direito foi indefensável para Edwin van der Sar: "Aquilo saiu. Não estava estudado. São coisas do futebol. É uma fração de segundo em que tomamos decisões e eu tomei a decisão certa. Era uma bola extremamente difícil para os guarda-redes". 
 
Dois anos depois, Maniche voltou a bater Van der Sar e a dar a vitória a Portugal, novamente com um "grande" golo, talvez mais decisivo, mas sem superar a qualidade do primeiro. 
 
"Foram dois golos muito importantes. No Europeu foi o segundo golo, foi o 2-0, é óbvio que foi o mais bonito. Penso que ainda está entre os 10 melhores. Mas. o outro foi o 1-0, num jogo muito intenso, muito complicado e deu os quartos de final. Foram expulsos dois jogadores nossos. O árbitro complicou-nos a vida", referiu Maniche, recordando a "Batalha de Nuremberga" - 16 amarelos e quatro vermelhos mostrados pelo russo Valentin Ivanov. 



Veja ou reveja o golo de Maniche à Holanda no Euro-2004:


Veja ou reveja o golo de Maniche à Holanda no Mundial-2006:

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"não me podem ver"
Nessa figura ninguém te pode ver!
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