1 de outubro de 2014
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O que é o mundo

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Dizer que o mundo não existe talvez atenue o sofrimento em algumas ocasiões, mas suscita paradoxos insustentáveis e a incompreensão geral. Gosto de citar Berkeley e de afirmar que "o mundo não existe". Mas é um fraco consolo, e uma provocação gratuita. Até porque Berkeley nunca disse isso.

 

 

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Ter razão

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Depois do massacre de Tiananmen, muita gente disse a Simon Leys que ele afinal "tinha razão". Leys, pseudónimo do belga Pierre Ryckmans, nasceu em 1935, viveu largas temporadas na China e em Hong Kong, e publicou três livros decisivos e destemidos: "Les Habits neufs du président Mao" (1971), "Ombres chinoises" (1974) e "Images brisées" (1976). 

 


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Inglaterra independente

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Daqui a cinco dias decide-se a independência da Inglaterra. Bem sei: o referendo é sobre a Escócia. Mas achei curioso trazer aqui uma inquietante ideia do colunista inglês Simon Heffer. Explico, em síntese, o que Heffer escreveu, num ensaio publicado há década e meia: que a Escócia é uma nação, ou se sente uma nação, o que é o mesmo.

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Paris, Lisboa

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Senti-me vingado com as fulgurantes páginas de Balzac sobre uma cidade sem outras crenças nem sentimentos que não o ouro e o prazer.

 

 

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Um policial

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Havia uma feira do livro inesperadamente boa à entrada da praia. Entre curiosidades e pechinchas, comprei "um policial". Ler "um policial" durante o Verão é um clássico, mas eu julgo que os li sempre noutras estações, e quis experimentar. Encontrei, imaginem, um Chandler, "O Bode Expiatório" (1958), sétimo e último romance que ele completou (deixou um outro inacabado). 

 

 

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Um artista da fuga

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Não entendia bem o meu fascínio por Houdini. Nem em pequeno tive grande interesse por ilusionistas ou prestidigitadores; lembro-me de me oferecerem um "estojo de magia" e de eu não ser capaz de fazer truque nenhum, facto que me parece agora profético. Mas de Houdini gostava, as suas actuações, em documentários televisivos, diziam-me alguma coisa: mas o quê exactamente?

 

 

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Perguntas antigas

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O "jansenismo", facção religiosa seiscentista que teve como edifício emblemático a abadia cisterciense de Port-Royal-des-Champs, a sudoeste de Paris, alcançou uma inesperada posteridade. De tal modo que, dois séculos mais tarde, um crítico tão influente como Sainte-Beuve ainda se afadigava com um estudo em cinco volumes chamado "Port-Royal". Passados mais cem anos, Montherlant escreveu uma peça de teatro com esse mesmo título. 

 

 

 

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Do paraíso

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Podia dizer, se isso fizesse o meu género, que vos escrevo do paraíso: estou de férias, tranquilo, sem ninguém conhecido por perto, e mesmo em frente tenho o desmedido mar da minha infância.

 

 

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Amigo meu

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Toda a gente se sente legitimada, quando sofre, a decretar anátemas sobre um amor que acabou. E ouvimos com tranquilidade as pessoas garantirem que "o amor é uma ficção". Mas ninguém se atreve a dizer isso sobre a amizade.

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Ruínas

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Tudo se transforma e tudo se perde, as coisas também, e as casas. Ninguém sabe o que é o tempo, ou sabemos quando não nos perguntam, mas assim como o vento nas árvores é uma definição de vento, também a decadência das casas é o tempo visível.

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Edição Diária 17.Abr.2014

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