26/05/2012 atualizado às 17:26
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Pedofilia: "Denúncias exigem coragem, justiça, verdade e caridade"

Na abertura da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga reconheceu em Fátima que factos e denúncias de pedofilia "exigem coragem na análise, justiça, verdade e caridade nas palavras e atitudes".

17:40 Segunda feira, 12 de abril de 2010
D. Jorge Ortiga reconhece que o encontro dos bispos portugueses «acontece num ambiente sensível, em que se cruzam perplexidades e aproveitamentos em torno de factos ou denúncias a que os media têm dado ampla cobertura»
D. Jorge Ortiga reconhece que o encontro dos bispos portugueses «acontece num ambiente sensível, em que se cruzam perplexidades e aproveitamentos em torno de factos ou denúncias a que os media têm dado ampla cobertura»
Hugo Delgado/Lusa

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga, disse hoje em Fátima que os factos e as denúncias de casos de pedofilia na Igreja Católica exigem coragem, justiça, verdade e caridade. 

No discurso de abertura de mais uma assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga reconheceu que o encontro dos bispos portugueses "acontece num ambiente sensível, em que se cruzam perplexidades e aproveitamentos em torno de factos ou denúncias a que os media têm dado ampla cobertura". 

"Factos e denúncias que exigem, de todos, coragem na análise, justiça, verdade e caridade nas palavras e atitudes", defendeu o arcebispo de Braga, que se referiu ainda às vítimas da pedofilia e ao compromisso do clero.

Restabelecer a justiça


"Perante a grave lesão da dignidade pessoal das vítimas dos casos de pedofilia, importa restabelecer a justiça, purificar a memória e reafirmar, humildemente, o compromisso da Igreja de fidelidade a Deus e de serviço aos homens", afirmou. 

Em março, face aos escândalos de pedofilia na Igreja Católica, a CEP emitiu um curto comunicado no qual se lê que a instituição vai seguir "na abordagem dos possíveis casos de abusos sexuais por parte de membros do clero", as mesmas recomendações do Papa Bento XVI, que visita Portugal em maio. 

Entre esses princípios estão o reconhecimento da verdade, auxílio às vítimas, reforço da prevenção e colaboração com as autoridades. 

O mesmo comunicado promete "uma reflexão sobre esta temática, numa próxima reunião", sem especificar quando, sendo que, nesta assembleia plenária, a pedofilia não consta na agenda dos bispos. 

A visita do Papa ao país, entre 11 a 14 de maio, foi também tema do discurso que deu início a quatro dias de trabalho dos prelados, com D. Jorge Ortiga a considerar que "esta é uma hora de grande alegria, entusiasmo e esperança". 

Visita papal garante consistência


"Estamos com o Santo Padre", declarou o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, acreditando que a mensagem do Papa vai dar ao projeto pastoral da Igreja Católica, onde se mantém o compromisso de fidelidade e a unidade, "maior consistência e visibilidade". 

"Sentimo-nos comprometidos em dar esperança às nossas comunidades e fazemo-lo a partir de um horizonte marcado pela sabedoria, de modo a oferecer luz às complexas situações hodiernas", declarou. 

O arcebispo de Braga referiu-se ainda ao tema da visita apostólica de Bento XVI, acreditando que esta também "deverá consistir em sublinhar algumas ideias estruturantes da sua sábia maneira de interpretar a experiência humana, a que a última encíclica deu particular relevo". 

"Nesta encontramos um itinerário verdadeiramente programático que ainda não fomos capazes de assumir cabalmente e que, talvez por isso, a sociedade contemporânea não ousa descortinar como novidade para estes novos tempos", referiu. 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***


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Bispos de Portugal
Miranda07 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 18:04 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
Parecem-me justas as palavras do Arcebispo de Braga ao dizer que a presente Assembleia dos Bispos de Portugal «acontece num ambiente sensível, em que se cruzam perplexidades e aproveitamentos em torno de factos ou denúncias a que os media têm dado ampla cobertura». Tem toda a razão! E tem razão também quando diz, e muito bem, a propósito dos casos de Pedofilia e da sua denúncia, que estes são "factos e denúncias que exigem, de todos, coragem na análise, justiça, verdade e caridade nas palavras e atitudes". Eu sei que o Arcebispo de Braga vai já ser aqui acusado de ter dito o que não disse; de ter pensado o que não pensou. As campanhas mediáticas, de resto, funcionam assim, ou seja, segundo aquele velho princípio de que água mole em pedra dura tanto dá até que fura! Mas os inimigos da Igreja têm um problema: a água que acarretam nas suas cantaradas é, no essencial, apenas virtual. Por isso é que ela não fura, como nada que não seja real pode furar o que o seja! Mas sejamos claros: a Igreja em Portugal tem de assumir frontalmente o problema da Protecção das Crianças como problema que deve estar acima de muitos outros; os Bispos de Portugal devem ter todos na mão o que a Congregação p/ a Doutrina da Fé hoje mesmo publicou em Roma, pelo que ouvi dizer; as Instruções do Papa Bento XVI, nomeadamente as emanadas no famosos documento de 2001, têm de ser cumpridas à risca. Evidentemente, como diz. D. Jorge Ortiga, na Caridade e na Verdade. Mas isso quer dizer também: com todo o RIGOR!
 
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Como?
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 18:48 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
"... factos e denúncias de pedofilia exigem coragem na análise, justiça, verdade e caridade nas palavras e atitudes".

Já percebemos:

- Coragem na análise... das falsas notícias que têm sido publicadas;

- Justiça... para as vítimas, isto é, para os padres pedófilos;

- Verdade... para os criminosos, isto é, para as criancinhas que andaram a violar padres;

- E Caridade, muita caridade, para os bispos, cardeais e papas que ocultaram os casos de pedofilia.

Bravo, sr. bispo!
 
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    Re: Como?    Ver comentário
ricardo_seq_coelho (seguir utilizador), 1 ponto , 18:53 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
    Re: pedófilos na política    Ver comentário
DE VINHAIS (seguir utilizador), 1 ponto , 11:43 | Terça feira, 13 de abril de 2010
    Re: pedófilos na política    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:54 | Terça feira, 13 de abril de 2010
Mereçam a oportunidade!!!
lord byron (seguir utilizador), 2 pontos , 20:08 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
Embora sendo palavras que necessitam de aclaramento, são as primeiras que leio atribuídas a alguém da igreja que fazem algum sentido, no sentido certo.
No entanto os detalhes desta frase: "Denúncias exigem coragem, justiça, verdade e caridade" podem fazer muita diferença , pois e como sabemos, é nos detalhes que o diabo se esconde !
 
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Alguém que olha com olhos de ver
Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos , 23:17 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
Pelo menos, no caso desse prelado, parece, há alguma concordância com o adágio "onde há fumaça, há fogo" e, assim, é a primeira tentativa que noto de aceitar como grave, os fatos relatados pela imprensa mundial e, não, uma conspiração daquelas do tipo "os protestantes estão apavorados com a possibilidade de o santo padre tirar-lhes parte dos fiéis". Não há, no presente caso, o desejo de destruir a igreja, mas de clarear o que tanto querem manter no escuro, ao abrigo de Lúcifer, que dizem está à esquerda do Criador.
 
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Coragem, Justiça, Verdade
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 23:40 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
Senhoras e Senhores Católicas e Católicos Romanos obedientes ao papado:

Criem uma linha telefónica para aceitar as denúncias de abusos de crianças em Portugal!

Vá lá, tenham coragem!

Assim como assim tudo vai ser conhecido e melhor seria serem vocês a mostrar arrependimento e verdade!
 
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Exijo o mesmo!
Samm (seguir utilizador), 1 ponto , 18:25 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
"D. Jorge Ortiga, disse hoje em Fátima que os factos e as denúncias de casos de pedofilia na Igreja Católica exigem CORAGEM, JUSTIÇA, VERDADE e CARIDADE."

De facto é preciso CORAGEM para assumir determinadas práticas no seio da IC. Não a tiveram e optaram por esconder e até mesmo regulamentar.

É preciso que se faça JUSTIÇA e que, de maneira alguma se faça distinção entre um padre, um Papa ou um vulgar cidadão. Que se deixe da conversa da cabala, que se apurem os factos e se assim se determinar, julgar os intervenientes.

A VERDADE é o que podemos exigir da IC, mas tal não deverá acontecer. Não aconteceu no passado e não espero que aconteça agora. Vamos continuar a ouvir as mesmas patacoadas vazias e despojadas de verdadeiro interesse.

A CARIDADE é o que espero que falte aos acusados, uma vez que nunca o demonstraram às crianças que abusaram.
 
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O discurso e a prática
clareza (seguir utilizador), 1 ponto , 18:32 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
Absolutamente de acordo! Resta um pequeno problema: que a IC na prática assuma isso. Ora, até agora a tendência é atirar para debaixo do tapete, ziguezaguear, e com isso faz aumentar ainda mais a indignação, a incerteza, etc.
 
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Conversa da treta
agridoce lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 11:34 | Terça feira, 13 de abril de 2010
O senhor Bispo devia dizer isto era ao "N.º 2 do Vaticano" que "liga pedofilia a homossexualidade"...
 
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Coragem, Justiça, Verdade e Caridade
AnaD (seguir utilizador), 1 ponto , 12:58 | Terça feira, 13 de abril de 2010
Tem-se visto, sim.

É preciso Coragem para culpar os homossexuais.

É preciso Justiça para fazer pactos de silêncio com as vítimas.

É preciso Verdade para contar boas mentiras.

É preciso Caridade, claro. Se não existissem crianças que precisam de caridade, não teriam oportunidade para exercê-la tão bem com aulas práticas de sexologia.

 
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"em que se cruzam perplexidades..."
AnaD (seguir utilizador), 1 ponto , 13:00 | Terça feira, 13 de abril de 2010
Perplexidades?????

A lata é tão grande que não haverá estação de reciclagem com capacidade suficiente.
 
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"TAXA CAMARAE"
Jhon Doe (seguir utilizador), 1 ponto , 1:01 | Sábado, 17 de abril de 2010
Bonitas palavras do D. Jorge Ortiga, mas gostava que ele se pronunciasse sobe a "Taxa Camarae", que é um tarifário promulgado, em 1517, pelo papa Leão X (1513-1521) destinado a vender indulgências, ou seja, o perdão dos pecados a todos quantos pudessem pagar umas boas libras ao pontífice. Não havia delito por mais horrível que fosse que não pudesse ser perdoado a troco de dinheiro. Leão X declarou aberto o céu para todos aqueles, fossem clérigos ou leigos, que tivessem violado crianças e adultos, assassinado uma ou várias pessoas, abortado… desde que se manifestassem generosos com os cofres papais.O que a igreja diz sobre o assunto? Será que esta "Taxa Camarae" ainda está em vigência?
 
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Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 1:19 | Sábado, 17 de abril de 2010
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