26/05/2012 atualizado às 17:26
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PCP diz que terminar com os chumbos é medida "facilitista"

Os comunistas consideram que acabar com os chumbos na escola "não resolve nenhum problema e que desqualifica completamente o ensino".

20:47 Sábado, 31 de julho de 2010

O PCP considerou hoje que a proposta da ministra da Educação de acabar com os chumbos nas escolas é uma medida "facilitista" e que "desqualifica completamente o ensino", sublinhando que a intenção não resolve nenhum problema.

"O que o nosso sistema de ensino precisa é de aumentar a qualificação, valorizar mais os cursos e não o contrário e, portanto, não estamos de acordo com esta medida, uma medida facilitista que não resolve nenhum problema e que desqualifica completamente o nosso ensino", afirmou hoje o dirigente comunista Jorge Pires.

O responsável reagia assim à entrevista da ministra da Educação, Isabel Alçada, ao Expresso, onde afirma que a fórmula do chumbo "não tem contribuído para a qualidade do sistema".

Outras formas de apoio


Para a governante, "a alternativa é ter outras formas de apoio, que devem ser potenciadas para ajudar os que têm um ritmo diferenciado", acrescentando que pondera alterar as regras de avaliação durante o seu mandato, apesar de pretender um consenso e um debate alargado no setor.

Em conferência de imprensa, na sede nacional do PCP, em Lisboa, Jorge Pires disse ainda que a proposta visa "resolver o problema da estatística".

"Aumenta-se o número de certificações, mas diminui-se simultaneamente a qualificação dos alunos", sustentou.

"Problema grave" no ensino


Para o PCP, o sistema de ensino português constitui um "problema grave" no país e que "a intenção da ministra da Educação é mais um ensaiar de uma fuga para a frente perante uma situação difícil".

O dirigente comunista lembrou ainda as propostas apresentadas pelo seu partido para "aumentar as qualificações, valorizando o sistema de ensino, nomeadamente, com o aumento das equipas multidisciplinares, a diminuição do número de alunos por turma e um conjunto de apoios no ensino especial".

"Essas sim, são medidas que podiam resolver o problema, mas o Partido Socialista não esteve de acordo com elas e chumbou-as na Assembleia da República", recordou Jorge Pires.  
 

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A demagogia é o dia-as dia da politica educativa
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 0:10 | Domingo, 1 de agosto de 2010
Esta medida enquadra-se na estratégia de Sócrates: ganhar as eleiçoes que se aproximam, a qualquer preço.Depois da "balda" em que se transformou o "Novas oportunidades", o Governo Socialista privilegia os resultados eleitorais,em prejuizo da avaliaçao da Escola que é ,no fundo,a superior garantia da qualidade do ensino e um sinal ,ao estudante, da responsabilidade que,quando profissional, terá que assumir perante a Comunidade.
 
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Toda a oposição clama que o ensino...
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 2 pontos , 0:37 | Domingo, 1 de agosto de 2010
... está mal, mas seja aquilo que for que se pretenda fazer para alterar esse rumo é logo chumbado.

Depois, depois é fácil...«o ensino está mal», clamam, mas não dizem como fazer para o melhorar.

Provavelmente começará por não haver avaliação de professores mas, por outro lado, chumbar os alunos sem nada fazer para os recuperar. Assim teremos turmas do 4º ano com alunos com 10, 11, 12, 13 e 14 anos. Só tenho pena daqueles que têm 10 anos "nas mãos" dos mais velhos que ainda por cima estão desinteressados (e cada retenção pior) e ninguém faz nada para que se interessem.

Não será melhor a avaliação contínua para permitir detectar a tempo aqueles que têm problemas e tentar recuperá-los? É claro que dá trabalho e isso ninguém quer... e então não havendo avaliação, melhor.
 
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Com a devida vénia ao autor "jpafonso"
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 2 pontos , 1:08 | Domingo, 1 de agosto de 2010
Seria muito surpreendente se o PSD (e restante oposição - meu) não se revelasse contra esta ideia, à queima-roupa. Há anos que a opinião publica tem sido "educada" na ideia de que o ensino deve ser um sistema de eliminatórias, onde só se passa quando se sabe um mínimo, de acordo com a opinião de certos examinadores. Aos olhos dessa opinião pública, eliminar as eliminatórias seria facilitismo, e logo, essa é a palavra que vão usar, para se realçarem aos olhos dessa mesma opinião. Não interessa que se reconheça que o sistema de ensino está mal (como não se cansam de dizer), e que noutros países, o proposto funcione e os coloca no topo dos "rankings" educativos, cá é para matar à nascença sem discussão... porque é "fashion", e porque isso certamente vai embaraçar o governo. Aprenderam bem: no inicio também apoiavam a avaliação dos professores mas depois lá conseguiram arranjar maneira do governo arcar com as responsabilidades sozinho. E falando de facilitismos, quem ainda se lembra das universidades de vão de escada que permitiram nascer e hoje alvo de duras críticas quanto à sua qualidade? O objectivo era facilitar cursos superiores a quem tivesse dinheiro para os pagar, furando o filtro do numerus clausus.

A minha opinião: avaliem primeiro o que se faz noutros países e considerem bem os prós e os contras, antes de emitirem a vossa. Este tópico é demasiado importante para estar refém de simpatias partidárias. E perguntem-se, será que ultrapassariam hoje essas eliminatórias?
 
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