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Paulo Bento: "Já jogámos em duas cidades da Ucrânia, agora queremos as quatro!"
Portugal jogou fase de grupos em Lviv e em Kharkiv, garantiu meias-finais em Donetsk e quer chegar ao encontro decisivo em Kiev. Selecionador destaca "qualidade, consistência e coesão" dos jogadores e não tem preferência entre Espanha e França.
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"Ronaldo tinha tarefas a cumprir dentro de uma dinâmica coletiva e jogou como tem feito, jogando em zonas interiores nos momentos de finalização. Mas não deveremos reduzir o jogo à análise de um jogador depois dos últimos 70 minutos que fizemos. Dominámos o adversário, tivemos capacidade para parar as transições ofensivas do adversário. O resultado até podia ser mais dilatado porque não me recordo de oportunidades claras de golo do adversário", explicou.
"Não entrámos bem em termos ofensivos, nem quando tínhamos de construir nem quando ganhávamos a bola. Nos últimos 20 minutos já circulámos melhor a bola e a segunda parte foi de grande qualidade: fomos dominadores, colocámos grande intensidade", acrescentou.
Como ganhar e como marcar
"Agora, qualquer que seja o adversário, queremos ganhar, claro! Basta ver o sorteio para ver o que tivemos de ultrapassar para chegar até às meias-finais. Já jogámos em duas cidades da Ucrânia (Lviv e Kharkiv) e agora queremos fazer as quatro (Donetsk e Kiev). Nas meias-finais só estão grandes equipas, com jogadores de qualidade. Mas só o prazer de jogar essa partida depois do trabalho que tivemos para lá chegar faz com que não tenhamos nenhuma preferência", sentenciou, depois de algumas perguntas com mais ou menos fintas para tentar escolher entre Espanha ou França para o próximo encontro.
Antes, Paulo Bento analisou a solução (como parar a Rep. Checa) e um problema (um golo após muitas oportunidades). "Construímos sempre oportunidades e situações para finalizar. Ao intervalo só tocámos em duas ou três situações ofensivas e fizemos acreditar os jogadores que os últimos 25 minutos da primeira parte eram passíveis de ser repetidos. A estratégia da Rep. Checa não surpreendeu, foi o que tínhamos visto e analisado. Tentámos preparar a equipa para isto, para uma defesa com bloco mais baixo, explorando o momento mais forte que tem que são as saídas para contra-ataque e transições rápidas com os dois jogadores bons por fora. Não deixámos nunca deixar sair o adversário", explicou.
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EPA
Festejos de Paulo Bento
