O novo Observatório da Sucessão Empresarial vai juntar no seu Conselho de Senadores empresários como Alexandre Soares dos Santos (Jerónimo Martins), Paulo Azevedo (Sonae) e Rui Nabeiro (Delta).
A estrutura, que procura aproveitar a experiência de alguns dos principais empresários portugueses para ajudar a dar vida longa às empresas familiares, reune duas gerações de gestores. André Jordan, Manuel Ramirez, Zaida Barbot, Vasco Teixeira, Carla Rocha e Tiago Neiva de Oliveira são os outros nomes deste grupo que aceitou o desafio da AEP - Associação Empresarial de Portugal.
A criação deste Observatório surge depois de um ano de trabalho dedicado pela AEP ao projeto Sucessão nas Empresas, para identificar dificuldades no processo e sugerir soluções que permitam às empresas familiares sobreviver às gerações.
Sucessão dita encerramentos
O livro Branco da sucessão empresarial, apresentado na semana passada, na Exponor, resulta, também deste estudo, onde se lê que uma parte considerável dos encerramentos entre os 23 milhões de PME existentes na União Europeia se devem a dificuldades em encontrar um sucessor.
Em Portugal, onde as empresas familiares dominam o tecido produtivo, sendo responsáveis por 60% do PIB e 50% do emprego do país, a dimensão do problema da sucessão é também visível em dois números: metade das empresas morre na segunda geração e só 20% chega à terceira.