18 de abril de 2014 às 22:01
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Paul Krugman defende emissão de Eurobonds

O prémio Nobel da Economia em 2008 considerou que a emissão conjunta de dívida por parte da União Europeia pode reforçar a solidariedade da união monetária.
Krugman considera que a criação do euro tem tanto de económico como tem de político AP Krugman considera que a criação do euro tem tanto de económico como tem de político

O economista Paul Krugman, prémio Nobel da Economia em 2008, defendeu hoje a emissão conjunta de dívida por parte da União Europeia (as chamadas 'Eurobonds') para reforçar a solidariedade da união monetária, apesar de admitir que são um risco.  
 
"De forma crucial, a falta de integração fiscal faz da moeda única uma proposição dúbia, na melhor das hipóteses. E isso é um problema para o projeto europeu, de forma geral", diz Paul Krugman no blogue "A Consciência de Um Liberal", em http://krugman.blogs.nytimes.com .   
 
"A solidariedade faz-se com medidas económicas que funcionam, não com medidas que não funcionam", refere Krugman, que acrescenta que a quebra da zona euro "poria um amortecedor naqueles sentimentos de solidariedade que deveriam levar o continente, passo a passo, a uma verdadeira federação".   

Eurobonds são também um risco


O economista diz, por isso, que "se fosse um líder europeu, estaria muito, muito preocupado, e disposto a aceitar grandes riscos, como a criação de E[uro]-bonds para virar as coisas ao contrário".  
 
Krugman admite ainda que a criação do euro tem tanto de económico como tem de político, num movimento de integração económica que visa ser economicamente produtivo e criar uma "solidariedade de facto", no reforço da união política. 

Comentários 3 Comentar
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Futuro
A UE apenas poderá ter futuro e vingar neste novo século se deixar de ser uma União e caminhar seriamente para uma Federação.
A UE só tem futuro como "espaço económico"
Dada a diversa multiplicidade de culturas, linguas e história, é obvio que a EU não tem futuro como unidade política. O tratado de Lisboa vai ficar para a história como aberrante de estúpido... uma ideologia á Hitler de conquista europeia por finanças e massiva corrupção politíca, mas sem exercitos ou bombas( e tantos morreram para derrotar estes imundos FP e eles estão sempre de volta!!)

A menos que uns estados aceitem em ser "capachos" de outros...

Imponham medidas de austeridade e penalidades á alemanha tal como foi para a Grécia e a Irlanda.. e amanhã temos o "deutchmark" e o fim do Euro...

Mas a Alemanha não precisa.. SERÀ ???.. bem pelo revelado pelo FED americano, a alemanha deve mais de 3 trilliões de Dollars que levou em 2008 para "bailout" os seus bancos e os seus "hedge funds" que foram instrumentais em afundar a Grécia... ironia!

http://www.larouchepac.co...

Estes EUROBONDS é mais um passo na colonização de países terceiros que já têm pouca soberania...

E se o FED "criou" 16triliões de $ do dia para noite porque é que Portugal não pode criar 16 mil milhões(biliões), SEM BONDS e SEM JUROS ABERRANTES como o FMI propõe...

O que suporta os 16 triliões de dollars do FED americano seria o memo que suportaria os 16 biliões que o Banco de Portugal emitiria... NADA substancial ... mas credito SOBERANO...

O que está em jogo é conquista por meios financeiros
Taxem os "parasitas Imundos", abolir "derivativos"
Em vez de mais um instrumento de "DÍVIDA".. porque não taxar as TODAS as transacções financeiras de capitais ?

a famosa "tobin tax" seria uma medida que daria direito a 10 prémios nobeis até ao mais estúpido dos economistas...

Abolir os chamados productos derivativos... SÓ ISTO, chegaria para acabar com a crise.
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