24 de abril de 2014 às 17:08
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Passos reúne-se com Comissão Política para avaliar posição do CDS

Passos Coelho reúne-se hoje com a Comissão Política do PSD para analisar as divergências na coligação do Governo com o CDS-PP.
Lusa
Passos vai debater as "tensões" da coligação Nuno Veiga/Lusa Passos vai debater as "tensões" da coligação

O primeiro-ministro e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, reúne-se hoje à noite com a Comissão Política social-democrata, num momento de divergências na coligação com o CDS-PP e de forte contestação às novas medidas de austeridade.

Antes da reunião, Passos Coelho recebe em São Bento, ao final da manhã, os parceiros sociais que em janeiro assinaram um acordo de concertação com o Governo - UGT e entidades patronais - e que agora contestam a decisão de descer de 23,75 para 18 por cento a Taxa Social Única (TSU) paga pelas empresas à custa do aumento das contribuições dos trabalhadores de 11 para 18%.

Esta medida, anunciada há 12 dias pelo primeiro-ministro, suscitou protestos generalizados, incluindo de personalidades sociais-democratas, levou o PS a ameaçar apresentar uma moção de censura ao Governo e mesmo o CDS-PP se demarcou dela publicamente - o que causou desagrado e irritação dentro do PSD.

Paulo Portas discordou, mas concordou


No domingo, em conferência de imprensa, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros e presidente do CDS-PP, Paulo Portas, relatou que, dentro do Governo, foi informado, mas discordou das alterações à TSU e apontou "outros caminhos".

Na mesma ocasião, depois de ouvir os órgãos do seu partido, Paulo Portas pediu abertura ao executivo para reavaliar essa medida com os parceiros sociais e com as instituições do país.

O PSD reagiu a esta intervenção de Paulo Portas convocando reuniões da Comissão Permanente e da Comissão Política Nacional com o objetivo de "analisar e avaliar de um modo muito detalhado as decisões do CDS-PP", que considerou não serem "indiferentes para a coligação e, porventura, para o próprio Governo".

"Mantemos o nosso sentido de responsabilidade"


A Comissão Permanente do PSD reuniu-se na segunda-feira, sem a presença de Passos Coelho, e, desde então, os dirigentes do PSD têm-se remetido ao silêncio, com exceção de uma curta declaração feita pela vice-presidente do partido Teresa Leal Coelho.

"Mantemos o nosso sentido de responsabilidade e vamos conseguir ultrapassar esta questão política", declarou a dirigente social-democrata às televisões que a interpelaram quando saiu da sede nacional do PSD, em Lisboa.

Desde que anunciou as alterações à TSU, Passos Coelho voltou a falar dessa medida uma única vez, em entrevista à RTP1, não se mostrando disponível para abdicar dela, mas admitindo acordar com os parceiros sociais "uma forma de discriminar positivamente aqueles que têm rendimentos mais baixos", se possível até à entrega do Orçamento do Estado para 2013.

Na altura, Passos Coelho adiantou que isso poderia ser feito "ou através de um crédito fiscal ou, se isso se revelar mais eficiente, através da diferenciação da própria taxa para a Segurança Social".

Comentários 2 Comentar
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Com o Passos a cantar...
Todos os patinhos sabem bem nadar. Sabem bem nadar. Cabeça para baixo, rabinho para o ar. Cabeça para baixo, rabinho para o ar....

refrão: lá, lá, lá, lá...

www.youtube.com/watch?v=t6eXQ9ZsUu4
PSD e CDS devem avaliar o que os separa de Portuga
Importaria discutir hoje, na Comissão Política, o que separa este Governo, da realidade do País. Importaria propôr alguma redução nas taxas de juro a praticar pelas instituições financeiras, nomeadamente a CGD. Importaria pôr dinheiro a circular na economia nacional, de forma a que o mesmo chegasse às famílias portuguesas e às empresas PORTUGUESAS. Talvez não seja tão dramático para a Banca, no seu geral, se as suas margens reduzissem um pouco (afinal, as margens dos cidadão já vêm a reduzir (muito) há muito tempo). Passos Coelho que defenda esta medida junto da Banca Nacional e Paulo Portas junta da Banca Europeia (agora que ficou íntimo do Ministro Alemão que nele deposita as melhores esperanças). A não esquecer que os cidadãos e as empresas suportam taxas de juro, dos bancos, desproporcionadamente acima das taxas suportadas por estes (cerca de 0,75%); alguma desta margem poderia ajudar assim a economia, em vez de servir apenas para "limpar" balanços contabilísticos bancários e servir para os bancos fazerem investimentos com dinheiro "barato" e, no final, a pagar por todos nós cidadãos (não esquecer que os bancos estão a IMPORTAR dinheiro para si, que se transforma em dívida nacional a pagar por todos.
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