Unidade, coesão, tolerância, inclusão: foram as ideias mais repetidas por Pedro Passos Coelho na sua primeira declaração como líder eleito do PSD. Uma declaração virada para dentro, para o partido e os militantes, frisando o "resultado muito expressivo" e a "liderança inequívoca" que sai destas eleições. E ficou o pedido para que os candidatos derrotados dêem o seu "contributo para a unidade e coesão do PSD".
A larga vantagem com que venceu as directas (61%) mostra, disse Passos, "que o PSD não está dividido, não está balcanizado nem é um saco de gatos".
Como sinal dessa vontade de unir e pacificar, Passos anunciou que vai convidar Rangel e Aguiar Branco para integrarem os órgãos nacionais no próximo congresso, para que "possam estar na primeira linha afirmação política do PSD". Também Manuela Ferreira Leite "é um activo do PSD que espero que continue na primeira linha intervenção política nacional", disse Passos.
Sem críticas a Sócrates
Num discurso feito de improviso em que não houve críticas a Sócrates, Passos Coelho prometeu "um PSD determinado, apostado em não abrir crises políticas de que o País não precisa, mas que não andará com o Governo ao colo e que não votará nem suportará aquilo em que não concorda."
Muito moderado em comparação com o discurso que teve durante a campanha para as directas, Passos afirmou-se "disponível para ajudar o Governo a superar as dificuldades do País, mas com as nossas ideias e nosso projecto para Portugal".