O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que "Portugal não pedirá mais tempo nem mais dinheiro" para concretizar o Programa de Assistência Económica e Financeira acordado com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Em resposta a uma questão da comunicação social, na residência oficial de São Bento, em Lisboa, Passos Coelho afirmou que "Portugal não pedirá a renegociação do programa que está a executar" no âmbito do acordo com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional.
"Disse-o com clareza no Parlamento e volto a reafirmá-lo: Não pediremos mais tempo nem mais dinheiro para concretizar o programa", acrescentou Passos Coelho, que falava numa conferência de imprensa conjunta com o presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, com quem esteve reunido. O primeiro-ministro reforçou que o Governo PSD/CDS-PP "está muito empenhado em que este programa seja executado de forma exemplar", cumprindo as metas estabelecidas nos prazos fixados.
Razões internas não podem ser obstáculo
"O nosso programa não pode falhar por razões internas. E é isso que me interessa enquanto chefe do Governo. Não pode ser Portugal a falhar o seu programa, e não falhará. E quem quer cumprir não começa a dizer que quer renegociar, e que quer mais dinheiro, e que quer mais tempo. Quem quer cumprir, cumpre", considerou.
Segundo Passos Coelho, se Portugal cumprir as metas do seu programa, conseguirá recuperar a confiança externa e regressar aos mercados "em condições de confiança".
No entanto, o primeiro-ministro fez questão de referir que "a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional disseram com toda a clareza" que "não deixariam de prestar todo o auxílio que fosse necessário" aos países submetidos a programas de assistência económica e financeira como Portugal e a Irlanda se estes "cumprirem de forma bem sucedida as metas contidas nos seus programas", mas não conseguirem regressar aos mercados.
"Enfatizo isso, porque isso é muito importante e creio que é uma condição de confiança muito relevante para o mercado: se, por razões externas que não tenham que ver com o cumprimento do programa, Portugal ou a Irlanda, não estiverem em condições de regressar ao mercado na data que está fixada, o Fundo Monetário Internacional e a União Europeia manterão a ajuda a estes dois países", assinalou.