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Passos está como Marcelo Caetano: sem Angola Portugal não é viável

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Em um ano de funções, este governo já viajou mais para Angola do que muitos que o antecederam. Passos Coelho, Paulo Portas, Vitor Gaspar, Miguel Relvas, Álvaro Santos Pereira, Assunção Cristas, Nuno Crato, Francisco José Viegas, todos já estiveram em Luanda. Alguns mais do que uma vez, casos de Paulo Portas, Assunção Cristas e Miguel Relvas (este foi mandado para lá segunda vez esta semana para fugir ao caso da Lusófona, como  as boas famílias faziam aos filhos que tinham feito borrasca, pagando-lhes uma viagem ao estrangeiro).  

Os únicos ministros que ainda não foram a Angola são Aguiar Branco, Paulo Macedo, Pedro Mota Soares e Paula Teixeira da Cruz. Esta, como nasceu em Luanda, é como se tivesse caído no caldeirão quando era pequenina, como Obélix, e não precisa da poção mágica...  Certamente que lá irão os quatro brevemente.  

Assistiu-se esta semana à situação quase caricata de o governo ter estado  em peso por África, Paulo Portas chegou terça-feira,  17 de Julho, a Luanda para uma visita de trabalho de poucas horas.  Miguel Relvas aterrou no dia seguinte para representar o Governo na celebração do Dia de Portugal. Passos Coelho chega hoje, 20 de Julho, a Moçambique para a cimeira da CPLP. Paulo Portas vai com ele. O Presidente da República, Cavaco Silva, preside à comitiva portuguesa. No total, são seis políticos portugueses por terras de África. Claro que o que conta é Angola, onde está o mel (pode é não ser para nós) 

Numa situação de aflição financeira, com a Europa onde Portugal  apostou tudo a borregar, o país condenado a ser bom aluno e pau-mandado, e  a perder mais soberania para Berlim-Bruxelas, este governo continua a estender o tapete a Merkel  mas começa a jogar cada vez mais forte em Angola.

Muita coisa mudou em Portugal desde o 25 de Abril mas parece que Passos Coelho pensa o mesmo que Marcelo Caetano pensava: sem Angola Portugal não é viável. Como é sabido, uma das coisas que Marcelo Caetano  perguntou a Salgueiro Maia no 25 de Abril, no Largo do Carmo (para além do destino que lhe iam dar) foi o que iam os militares revolucionários fazer com os territórios ultramarinos.

Salazar também correu para Angola rapidamente e em força, mas numa lógica de glória imperial (como fez em Goa, Damão e Diu) sem ligar à mais valia económica do território. Que, aliás, nunca conheceu..  Quando se descobriu petróleo em Angola nos anos 1960, terá comentado: "Só  me faltava mais esta".   

Para já, o resultado da aposta de Passos em Angola é a venda ao desbarato aos angolanos das empresas portuguesas ao grupo de Isabel dos Santos. Ainda não se viu o El Dorado para as empresas portuguesas.  E assiste-se ao fechar de olhos completo às arbitrariedades de todos os dias em Angola, feitas pelo governo do MPLA.    

Para Marcelo Caetano, o resultado da sua aposta em Angola foi a continuação de uma guerra sem nexo. E a não aceitação de princípios de autodeterminação  reconhecidos pela ONU. No final, com o 25 de Abril, era tarde e a descolonização foi aquilo que se viu.   

Ambos, de diferentes maneiras, podem padecer do mesmo vício histórico (que afectou outros ao longo dos séculos) de só conseguirem pensar Portugal através de uma plataforma exterior, seja a Índia, o Brasil ou África, e esquecerem as melhores estratégias internas para, então, partirem à conquista dos mercados exteriores.     


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Ideias
Basta olhar para o mapa da península para ver que Portugal, sem uma dimensão exterior, não passará nunca de um pequeno naco, capricho de um senhor feudal minhoto.

Ao longo de séculos, sempre houve essa noção e a aventura marítima e colonial, não passam de sinais dessa sensação de aperto.
O grande erro do salazarismo foi não ter essa noção de futuro, que o levasse a fomentar e a apoiar a colonização desses territórios, como era objectivo da 1ªRepública. Mais fez por Angola Alves Reis com as suas notas falsas do que Salazar, que dificultava a ida de portugueses, com um terror qualquer de um novo Brasil.

O equilíbrio nas relações com Angola tem que ser conseguido sem subserviência, perante uma clique de ladrões, que se apoderou do país, vingativa e caloteira, sabendo que os homens passam e os países ficam e sabendo que temos condições de oferecer bons serviços. com benefícios mútuos.

Há que manter relações, mas há também que manter a espinha direita e demonstrar-lhes que somos os indicados para muito do que há a fazer em Angola. Podemos concorrer em qualidade, preço e relacionamento. Somos melhores que Chineses,Russos e Cubanos, com más experências e obras miseráveis.
Re: Ideias
PG
Bem ele já se afirmou um bom angolano, será do tipo eduardinho?
Portugal à beira mar plantado
Parte do nosso imenso potencial, desconhecendo-se a existencia, com viabilidade, de eventuais recursos minerais, passa, claramente por apostar na nossa visão centenária ultramarina. A CPLP é claramente uma organização de futuro! Não dispomos dos meios financeiros, para à-americana dominarmos, mas dispomos da nossa imensa versatilidade e diplomacia, isso sim à-portuguesa, que serve para quebrarmos imensas barreiras. Naturalmente que a nossa localização geográfica, periférica para a Europa, é, contrariamente, inexoravelmente super-estratégica para fazermos a ponte Angola-Brasil (sem descurar os outros nossos parceiros historicos da CPLP), e com ela, sim, adquirirmos poder de negociação perante os "chauvinistas"-europeus. A nossa multiculturalidade é um trunfo enorme, que temos de saber usá-lo em nosso favor! Numa economia mundial, cada vez mais liberal, alguns senhores da europa já perceberam a vantagem portuguesa nesta matéria (lembram-se de uns aziados alemães que mostraram "alguma"resiliência com as viagens a Angola, qdo, na mxm altura a sra Merkel viajava para a China para fazer pela vida como nós o faziamos viajando para Angola?? )! Temos é de conseguir combater o poderio financeiro desses srs com a nossa diplomacia economica junto dos nossos verdadeiros parceiros, a CPLP!
O Atlântico, África e o Brasil
Desde sempre Portugal se projetou fora da Europa.
  Só por duas vezes lutámos na Europa fora do nosso espaço geográfico.
Com Nuno Álvares Pereira em Jerumenha e com Afonso IV na batalha do Salado em 1340 (em que ajudámos os nossos fanfarrões vizinhos a libertarem-se finalmente dos muçulmanos).
Ainda hoje somos mais considerados fora do que dentro da Europa.
Sem o eixo Inglaterra-EUA não seríamos a "ilha" independente que somos. Os espanhois fizeram-nos pagar o preço, isolando-nos e concorrendo deslealmente.
Mas hoje, como ontem o papel de Portugal passa pelo Brasil, África, China e Austrália.
Essa é a nossa natureza e a nossa sabedoria.
Quando o euro acabar e a Europa convulsivar, esperemos que o Banco de Portugal tenha acumulado suficientes divisas para emitir moeda própria.
Até lá, vivamos com a Europa como aquele meu amigo que vive com uma loura bonita, trabalha para ela, atura-lhe as críticas e o mau feitio, entrega-lhe dinheiro que ganha com sacrifício, apenas para se poder deitar com ela na cama.
Mesmo sabendo que a tem que partilhar com outros...
Passos está como Marcelo Caetano!
Não é só o Passos, mas a corja que nos governou desde o 25 de Abril. São sucedâneos do Marcelo, pelo que mantêm muitos tiques deste!
Re: Passos está como Marcelo Caetano: sem Angola P
Os nossos Reis, desde Afonso Henriques, conquistaram territórios para garantir a viabilidade do Reino e qualidade de vida dos portugueses e porque sabiam desde o episódio com Afonso Henriques e Cristo, que contavam com o apoio de Deus.

Depois o Império desfez-se graças aos nossos inimigos e para nossa desgraça e porque ainda não era a hora certa.
Estamos pois, nas mãos de Deus!. Podíamos estar melhor entregues?
Mudem o Gov para lá!
Mudem o governo para Luanda! Poupa-se uma pipa de massa em transportes (e ajudas de custo...) e passamos todos a respirar melhor no Continente (e no Jumbo, e no Pingo Doce...).
Re: Mudem o Gov para lá!
Com toda a franqueza....
O Expresso, que conheço desde a sua nascença, sempre, ou melhor, praticamente sempre se regeu pela deontologia jornalística, pela cultura e pela verdade.
Este artigo é vergonhoso. è de tal maneira vergonhoso, que mais parece ser escrito pelo professor primário que lidera o sindicato dos professores e faz parte da liga dos amigos de Estaline. Este artigo envia completos disparates aos leitores demonstra falta de ética, falta de patriotismo, falta de respeito e total ignorancia e desprezo sobre o passado e o presente de Portugal. Sempre condeneia CENSURA, mas este artigo faz-me interrogar sobre o seu valor.
Poder-me-ão perguntar o porque é que não enuncio em particular o que, neste artigo, considero nocivo para os leitotes. Se o fizesse desceria ao nível do autor deste artigo.
Ao EXPRESSO solicito que chame o Chefe de Redacção e o autor deste artigo e lhes dê a Cartilha da Deontologia Jornalistica.
Será que deixarei de comprar o EXPRESSO?
FORREIS
Então e a China ...
Ficamos sem saber o que pensa o comentador sobre as relações com a China a qual padece, em termos de arbitrariedades, dos mesmos vícios de Angola.
Esta gente que se passeia por África ...
... destruiu Portugal, por vingança ao 25 de Abril e é por causa deles que a emigração voltou a atingir níveis iguais ao do Estado Novo. Não perdoarei a esta gente o que fez à minha família.

O meu irmão já emigrou por culpa deles, sim, POR CULPA DESSA GENTE. Jamais os perdoareis por isso!

Por mim, Portugal MORREU!
Porque será
Este é o primeiro governo a seguir ao 25 de Abril, em que a maioria dos governantes são......retornados.
Como o sonho de qualquer retornado que se preze é voltar á terra onde isto e aquilo aconteceu, eles" lá vão cantando e rindo, levados, levados sim".
Para além desta ainda vão cantando" "Angola é nossa, Angola é nossa"
E no regresso todos metidinhos no avião lá vem o "Ó tempo volta p´ra trás".
Sempre a sonhar que um dia quando poisarem os pés na Portela, ela já faz parte dessa nação que eles tanto ajudaram a construir.
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Edição Diária 17.Abr.2014

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