26/05/2012 atualizado às 20:05
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Passos diz que Portugal só pode crescer se poupar

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu, em entrevista ao "Sol", que Portugal só pode crescer se poupar, reiterando que por este caminho "não precisamos de mais dinheiro, nem tempo".

10:45 Sexta feira, 3 de fevereiro de 2012
Passos Coelho garantiu que não há razões para reestruturar a dívida
Passos Coelho garantiu que não há razões para reestruturar a dívida
Alberto Frias

Numa entrevista ao semanário, o primeiro-ministro nega que o empobrecimento seja a receita aplicada por este Governo e realça que quem pede ajuda tem que mostrar o que está a fazer.

"Pobres já nós estamos. Há é pessoas que ainda não se deram conta disso e continuaram a viver como se não fossem pobres. Viveram não daquilo que tinham mas daquilo que lhes emprestaram", refere Pedro Passos Coelho.

Questionado sobre se a receita que pretende aplicar é a de Oliveira Salazar, 'Produzir e Poupar', o primeiro-ministro deu a seguinte resposta: "Não é preciso ir buscar o dr. Salazar para perceber que os países que querem crescer têm de poder financiar esse crescimento; e que só é possível financiar crescimento com poupança".

"A ideia que há de oposição  entre austeridade e crescimento é ociosa", acrescentou. 

Troika apresenta Portugal como exemplo


Passos Coelho sublinhou também que a troika tem apresentado o "exemplo de Portugal lá fora, o que é muito importante porque nos separa da Grécia".
 
Na entrevista, Pedro Passos Coelho admite que nunca pensou ter de cortar em 2011 o equivalente a 50% do subsídio de Natal mas garante que, quando foi eleito, "não tinha a expetativa de aumentar os impostos além daquilo que estava previsto no memorando de entendimento" da troika.

"Não mudei o discurso entre o tempo em que fui líder da oposição e o tempo em que sou primeiro-ministro", garante, dizendo que continua a pensar que Portugal tem uma carga fiscal "extremamente pesada".

Nesse sentido, reiterou que o objetivo do Governo é reduzir, até 2015, o peso da despesa pública para 42 ou 43% do Produto Interno Bruto, o que, considerou, "significaria um alívio fiscal importante".

"É importante que esse alívio fiscal corresponda à possibilidade de poupar para investir e não apenas poupar para depois gastar em consumo", sublinha.

Reestruturar dívida seria "admitir que falhámos"


Numa entrevista de seis páginas centrada sobretudo em questões económicas, o primeiro-ministro reitera que "há razões para acreditar" que Portugal não precisará de novo pacote de ajuda externa e que estará "em condições de regressar ao mercado na altura própria", setembro de 2013, admitindo apenas negociar com a 'troika' alterações relacionadas com as condições de financiamento da economia portuguesa no sector privado.

Questionado sobre a hipótese de reestruturação da dívida,  Passos Coelho garantiu que não há razões para restruturar a dívida. "Isso seria admitir que falhámos", disse.

Sobre o programa de ajuda à Madeira, o primeiro-ministro admite que se tratou de uma negociação "demorada e complexa" mas não "dificílima", salientando que era importante que o país percebesse "que não havia nenhum tratamento de favor" à Região liderada por um Governo Regional do PSD.

Questionado sobre alegadas divergências com o Presidente da República, o primeiro-ministro recusou fazer grandes comentários, deixando apenas uma garantia: "É público e patente que não existe nenhum problema de relacionamento entre mim e o senhor Presidente da República. Tem sido uma cooperação bastante positiva e que eu tenho realçado em termos públicos".

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caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:23 | Sexta feira, 3 de fevereiro
Porque é que o governo não dá o verdadeiro exemplo, pois comete injustiças nos vencimentos ao seu pessoal, em relação à maioria do povo.
Tenham vergonha se souberem o que isso é.
 
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    A austeridade é bom.. mas para os outros!    Ver comentário
Spitzer (seguir utilizador), 2 pontos , 11:36 | Sexta feira, 3 de fevereiro
    Re: A austeridade é bom.. mas para os outros!    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:40 | Sexta feira, 3 de fevereiro
    Re: A austeridade é bom.. mas para os outros!    Ver comentário
Spitzer (seguir utilizador), 2 pontos , 12:19 | Sexta feira, 3 de fevereiro
    Re: A austeridade é bom.. mas para os outros!    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:32 | Sexta feira, 3 de fevereiro
Lembrem-me onde estudou Passos Coelho...
Spitzer (seguir utilizador), 2 pontos , 11:35 | Sexta feira, 3 de fevereiro
Correcto. Portugal só pode crescer se poupar. E para poupar é preciso produzir mais do que se consome: portanto é preciso EXPORTAR. Uma economia que poupa, que acumula Capital, é uma economia que exporta.

Passos Coelho, como é evidente, não leu Duesenberry. Duesenberry estudou «isso» da poupança e concluiu que não depende tanto da taxa de juro como do crescimento económico. Duesenberry modeliza a poupança não em funcção do rendimento do próprio ano mas em função do rendimento dos anos anteriores. Aparentemente, as pessoas «habituam-se» a gastar o rendimento que tinham há uns anos atrás. Quando o rendimento disponível aumenta, sobra dinheiro, porque as pessoas ainda não se habituaram a gastar o dinheiro extra dos últimos anos. É por isso que os imigrantes poupam muito; é por isso que em Portugal se poupava muito até aos anos 70. Depois com «a crise» as pessoas foram poupando menos porque lhes sobrava menos.

Para quem leu Duesenberry, é claro que uma política de austeridade é incompatível com a poupança privada. A braços com perda de poder de compra, as famílias vão poupar MENOS, não mais.
 
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Crescer...
Franco5612 (seguir utilizador), 2 pontos , 0:44 | Sábado, 4 de fevereiro
nas mentiras..

no nariz dum mentiroso...

nas falências...

no desemprego...

nas dívidas individuais e familiares...

nos sem abrigo....

na repressão policial...

nos abstencionistas....
 
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Nem 8 nem 80
ContribuintePortugal (seguir utilizador), 1 ponto , 12:27 | Sexta feira, 3 de fevereiro
O Sr. PM vê-se que aprendeu pouco de economia.
A poupança não só diminui o consumo, mas também um factor muito importante para o crescimento... o investimento.

A continuar este discurso excessivo da poupança, estamos a passar a ideia aos privados que é preferível ter o dinheiro a render a 1% do que criar empresas que tem o potencial de criar taxas de retorno de investimento muitíssimo maiores.
Considerando no entanto o risco da perda total do capital investido.

O que se está a dizer aos privados é que neste momento é demasiado arriscado apostar no investimento da economia Portuguesa.
O discurso é deveras motivante.

Aliás moderação no discurso é algo que tem faltado dramaticamente a este governo e a este senhor.
Ora vejamos, este governo já teve o dom de incentivar a emigração laboral, e o que é que está a acontecer, os outros Estados, como Angola, dizem que andamos a exportar o nosso desemprego, e toca de limitar a emissão de vistos aos portugueses. Com a agravante do preço da mão de obra portuguesa descer a pique.
Aliás com este discurso não só estão os particulares a emigrar, bem como empresas inteirinhas com funcionários e tudo a preço de saldo.
O governo diz "Exportar, exportar, exportar" e o que é que os outros países fazem? Atenção redobrada às importações de produtos portugueses.

Moderação é o que se pede do Estado. Moderação nas palavras, na despesa e nos impostos. Cadê?
 
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PASSOS COELHO NA LUA!!!!
asantos2545 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:28 | Sexta feira, 3 de fevereiro
Será que Passos Coelho é primeiro minsitro de Portugal??!!!
Com estas declarações, parece que não.
Pois quem mais esbanja dinheiro a pessear é ele mais o seu governo, o Pressidente de República e os nosso "queridos" deputados.
Já não falando nas empresas e organismos do estado.
 
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Poupar..., para quem?
jocota (seguir utilizador), 1 ponto , 19:50 | Sexta feira, 3 de fevereiro
Eu gostava de saber se o(s) Valentim(s) Loureiro(s) poupam?! Eu gostava de saber se o(s) Isaltino(s) de Morais(s) poupam?! Eu gostava de saber se o(s) Oliveira(s) e Costa(s) poupam?! Eu gostava de saber se o(s) Cavaco(s) Silva(s) poupam?! Eu gostava de saber se o(s) Jerónimo(s) Martins(s) poupam?! ... e é só...
 
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Opinião
Almendras (seguir utilizador), 1 ponto , 9:13 | Sábado, 4 de fevereiro
O Dr. Passos Coelho cada está mais completo como 1º Ministro, Parabêns!!!

Ainda bem que o temos a liderar este governo, vejo que temos alguém que sabe o que a dificuldade da vida e por isso lidera pelo exemplo.

A forma como transmite as suas mensagens é muito boa porque é objectiva e com conteúdo que toda a agente percebe.

Dr. Passos Coelho, conte comigo para o eleger numa futura eleição.
 
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