Pedro Passos Coelho afirmou que a escolha de Fernando Nobre
para integrar as listas do PSD à Assembleia da República deve-se a ser uma "voz respeitada" e a "expressão do espaço da cidadania". Depois de ter anunciado, na sua página do Facebook, a escolha do ex-candidato presidencial, para integrar as listas do partido, considerou no Funchal que está "muito satisfeito em saber" que Fernando Nobre aceitou o convite.
De acordo com o líder do PSD, que falava após ter participado na sessão de encerramento do XIII congresso do PSD da Madeira, Nobre "representou nas últimas eleições presidenciais uma expressão muito significativa de cidadania que os partidos foram perdendo".
"Ele assumiu uma candidatura que não era contra os partidos, mas que conseguiu congregar um apoio de muitas pessoas que se têm vindo a afastar da participação política", esclareceu.
Na opinião de Pedro Passos Coelho, é importante que os partidos que "falam sempre tanto em abrir à sociedade civil e em trazer vozes mais independentes" o pudessem fazer ao "mais alto nível".
Relembrou que o PSD não apoiou a candidatura presidencial de Fernando Nobre, alertando que "é muito importante que uma voz tão respeitada, como é a do doutor Fernando Nobre, no país e no espaço da cidadania, pudesse ser conduzida ao lugar mais prestigiado da democracia portuguesa que é a Assembleia da República e à Presiência da Assembleia da República".
Nobre quer manter "autonomia e independência"
Fernando Nobre considerou que aceitar o convite do PSD para ser candidato independente do partido a presidente da Assembleia da República foi uma decisão muito difícil de tomar porque pode ser uma decisão incompreendida.
"Foi uma decisão muito difícil. O país vive uma situação dramática, os tempos que nos aguardam são espinhosos e duros, estamos carecidos de rumo e é preciso encontrar plataformas de entendimento que nos permitam abrir os caminhos do futuro", refere o cabeça de lista por Lisboa do PSD na sua página da rede social.
Fernando Nobre considera que o facto de se manter como independente não o "livra da responsabilidade de contribuir para o futuro coletivo", adiantando que poderá ser alvo de "muitas incompreensões", de críticas "e até de desprezo de muitos".
No entanto o antigo candidato independente à Presidência da República, que recolheu cerca de meio milhão de votos, adianta que vai manter a sua "autonomia e independência".