Os votos ainda estão a ser contados, mas a tendência, notória desde o início da noite, já permitiu a Miguel Relvas assumir o que se dizia à boca pequena entre os apoiantes de Passos: "Há uma tendência clara para a vitória de Pedro Passos Coelho, diria que é superior a 50%." O próprio conselho de jurisdição já assumiu que há uma tendência favorável a um dos candidatos.
Tudo indica que a enorme afluência às urnas, nas directas mais concorridas de sempre no PSD, acabou por reforçar a vantagem de Passos, consolidada nalguns dos seus bastiões, como as concelhias de Gaia e Trofa, ou os distritos de Braga, Viseu, Vila Real e Santarém. Mas até em concelhos onde Rangel tinha apoios de peso, como Cascais, onde tinha António Capucho do seu lado, acabou por ser Passos a vencer, e por larga margem.
Por enquanto, a única vitória esmagadora de Rangel veio da Madeira.
Nas suas primeiras declarações, Relvas já virou o discurso para a oposição ao Governo, considerando a dimensão da vitória de Passos como "muito importante para que amanhã possa começar a fazer-se a alternativa a José Sócrates".