26/05/2012 atualizado às 20:05
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Passos Coelho sonha com o seu PREC

O PSD, que passou décadas a queixar-se de uma Constituição excessivamente programática, quer pôr o limite ao défice na lei fundamental. É um absurdo económico e uma perversão da democracia.

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
9:00 Quarta feira, 23 de junho de 2010

O PSD pretende seguir o exemplo da Alemanha e definir no texto constitucional um limite de três por cento para o défice. Esta é a mesma direita que passou décadas a queixar-se de termos uma Constituição programática e não apenas com princípios gerais. Afinal, o que a incomodava era não concordarem com o programa. Podiam ter avisado.

Acontece que a Constituição de 1976 foi elaborada e aprovada (com os votos favoráveis do então PPD) num período pós-revolucionário. Seria então compreensível que a Constituição definisse um rumo económico. Rumo esse que, pouco a pouco, foi sendo alterado.

Hoje, passados 36 anos, que sentido faz impor ao texto constitucional uma norma orçamental? Norma essa que só pode ser alterada por dois terços do Parlamento. Ou seja, que será imposta a uma maioria parlamentar futura. Nenhum. No fundo, o PSD, que espera vencer as eleições que aí virão, quer aproveitar o momento em que o seu discurso passa bem para constitucionalizar o seu programa económico, impondo às próximas maiorias a sua vontade.

Isto não pode passar. Por três razões:

1 - Não é função de uma Constituição definir políticas financeiras conjunturais. O facto da Alemanha ter optado por esta originalidade não torna a coisa menos absurda.

2 - O défice pode ser um instrumento económico como qualquer outro. Impor esta regra independentemente das circunstâncias é sinal de cegueira. Com esta imposição os EUA nunca teriam saído da depressão dos anos 30. A Alemanha não teria conseguido fazer a sua reunificação e teria, mesmo na última década, violado a sua Constituição. Bem sei que se institui a ideia de que os Estados não podem ter défice. Trata-se de um absurdo económico, sem qualquer base de sustentação técnica, ditado por critérios ideológicos de quem defende o Estado mínimo. Ou seja, um Estado que em momento de crise deixe os seus cidadãos à míngua e a sua economia entregue à desgraça.

3 - Argumentar, como vi o deputado Paulo Mota Pinto fazer, que esta alteração serviria para dar confiança aos mercados é a apenas uma prova do processo de degradação da democracia que estamos a viver. São os cidadãos, e não os mercados, os destinatários da Constituição.

Tudo isto parece apenas um pormenor técnico. Mas é "pormaior" político. A constitucionalização dos limites ao défice significaria a derrota definitiva da soberania popular em favor de uma soberania dos mercados. Rejeitar esta proposta é um imperativo democrático.

Não será fácil, com o massacre ideológico de que temos sido vítimas, chumbar esta ideia. Exige coragem. Nada se muda na Constituição sem o PS. E face ao discurso sacrificial tão em voga temos poucas razões para confiar na sua firmeza política. Seria bom que deixasse já claro que tal coisa nunca passará com o seu voto.

Palavras-chave  Blogues, constituição, Alemanha, PSD, défice
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A crise Portuguesa é antes de tudo de valores
PANTE44 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 12:00 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
Pensar a constituição em função dos investidores é pegar na democracia que o PSD tem no nome, ironicamente pelos vistos e deitá-la para o lixo.
Vamos ser pragmáticos, no fundo o que o PSD preconiza é UM ESTADO QUE PAGUE VENCIMENTOS PARA QUE OS EMPRESÁRIOS TENHAM LUCRO FABULOSOS.
Eu nunca vi acabar uma crise por decreto mas o PSD lá entende que sim e tem as suas razões, só falta explicá-las porque o argumento confiança dos mercados caiu já em desuso. Estes mesmos políticos que hoje tanto querem um país produtivo são os mesmos que o transformaram numa grande feira do relógio onde nada se produz mas tudo se vende. São os mesmos que destruíram a industria, as pescas a agricultura, são os mesmos que não souberam gerir o dinheiro que nos entrou porta dentro para matar a nossa economia, são os mesmos que esquecem que os portugueses ganham mal, produzem mal e têm muito pouca auto-estima e menos motivação. Se eles políticos ganhando fortunas não conseguem ser capazes, eficazes e competentes como pretendem que os que pouco ganham o sejam. Não basta RVCC para assumir que temos capacidades é preciso formação. Mas a maior formação devia de ser dada a quem pomposamente usa a nomenclatura empresário sem saber ao certo para que funções está ele formatado e quais as aptidões para o ser.
Sejam sérios um país não é viável quando a maioria não tem condições para viver nele. É urgente que os políticos comecem a ter valores morais e intelectuais e se deixem de oportunismos passageiros!
 
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    Re: A crise Portuguesa é antes de tudo de valores    Ver comentário
Monfurado (seguir utilizador), 1 ponto , 16:45 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
O QUE Vc NÃO CONSEGUE COMPREENDER...
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 10:13 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
Vc não tem emenda porque não consegue entender a realidade.A CRISE d q tanto fala e o tal neoliberalismo só existem na cabeça d quem nada percebe sobre o assunto. Vc fala destes fenómenos ou numa perspectiva ancorada ao passado ou então como q se tratasse d futebol.Errado e totalmente penosos p quem se acha tão culto, moderno, progressista.A crise é essencialmente financeira mas também d credibilidade.Todos p ela contribuíram.Não só em Portugal como por esse mundo fora.Nas últimas décadas o crescimento económico dos países assentou muito no crédito fácil.O consumo era sinónimo d bem-estar, d crescimento e fortalecimento económico.Não me recordo d o ter visto criticar alguma vez a socialização do crédito ou ser contra a filosofia universal do BUY NOW, PAY LATER. (no Brasil foi tb a socialização do credito q permitiu o surgimento d uma classe media crescente)O pior é q este facilitismo chegou aos Estados e os governantes acharam q se podiam endividar indefinidamente em nome d um EstadoSocial mais ou menos universalista em função d quem governava.Foi esta a grande bandeira europeia nas últimas décadas. Entretanto a esquerda a q vc recentemente se incorporou fez da palavra UNIVERSALIDADE sua propriedade e o problema é esse, a universalidade do ESTADO SOCIAL é o q esta a corroer, a ameaçar todo o sistema em q vivemos.As coisas não são d borla, nem o podem ser p todos. Um país não é saudável se todos estiverem d mão estendida.Tudo vai ser repensado porq pelos vistos a BORLA FAZ MAL
 
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    Re: O QUE Vc NÃO CONSEGUE COMPREENDER...    Ver comentário
Spitzer (seguir utilizador), 2 pontos , 12:23 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
    Re: O QUE Vc NÃO CONSEGUE COMPREENDER...    Ver comentário
airtobs (seguir utilizador), 1 ponto , 12:25 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
    Re: O QUE Vc NÃO CONSEGUE COMPREENDER...    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 15:00 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
    Re: Continuando... Só para acabar...    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 15:03 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
    Re: Continuando... Só para acabar...    Ver comentário
airtobs (seguir utilizador), 1 ponto , 15:14 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
    Re: Continuando... Só para acabar...    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 16:34 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
    Re: Continuando... Só para acabar...    Ver comentário
airtobs (seguir utilizador), 1 ponto , 18:27 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
    Re: Continuando... Só para acabar...    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 20:11 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
    Re: O QUE Vc NÃO CONSEGUE COMPREENDER...    Ver comentário
Monfurado (seguir utilizador), 1 ponto , 17:42 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
Passos Coelho sonha com o seu PREC
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:41 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
Passos Coelho pretende fazer a cama para se deitar nela. Foi o que a Ferreira não soube fazer e não deixa de ser estranho quando são precisamente as pessoas mais velhas com estes atributos. Nas SCUTs está a acontecer o mesmo, pois quer impor portagens a todas para depois não ter que o fazer e resolver sempre o que defendeu. Ninguém tenha duvidas que PSD no poder será uma medida que vai ser tomada, dando como desculpa a crise e o défice.
 
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Constituições alemãs?!?
Spitzer (seguir utilizador), 2 pontos , 11:57 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
Portugal deveria deixar de copiar constituições alemãs. Tivemos uma anos a mais e não quero mais disso.
 
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Sacríficios humanos
Spitzer (seguir utilizador), 2 pontos , 12:11 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
A política económica dos últimos anos tem sido infantil. Reina por aí a ideia, aliás muito popular entre quem quer passar por profeta, que a recuperação económica carece de sacrifícios imediatos. É a velha ideia espartana de que o sofrimento presente tratá, logicamente, bem-estar no futuro.

Mas porque é que o sofrimento presente trará bem-estar no futuro? Por vezes, é inteligível que acções pouco agradáveis possam ter benefícios futuros.. mas deduzir daí que TODO o sofrimento presente terá seguramente compensações futuras é «culto da carga». Ora é exactamente isso que muitos economistas andam por aí a dizer.

Andam por aí muitos economistas a dizer que a consolidação orçamental no presente trará benefícios no longo prazo.. mas não explicam como. E quando tentam explicar não rebatem os contra-argumentos que evidenciam as suas falhas lógicas premissas irrealistas.

A economia que se faz hoje é a «economia do que arde cura». Trata-se de uma ciência do culto da carga de que não compreende a macroeconomia e sobrepõe a sua fé ideológica à lógica e á história com provas dadas.

Nesta lógica, em vez de esperarmos que a consolidação orçamental resolvesse a crise, não seria mais proveitoso oferecer uma virgem ao vulcão ou fazer uns sacrifícios humanos para conseguir os favores do deus-mercado?
 
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Apenas para refletir...
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 15:36 | Quarta feira, 23 de junho de 2010

Deixemos de lado o Marx político, o comunista, e falemos de suas ideias como filósofo...

Para Marx, as condições materiais "sustentam", por assim dizer, todos os pensamentos e idéias de uma sociedade.

Isso significa dizer que o modo de pensar de uma sociedade, suas instituições políticas, suas leis e também sua religião, moral, arte, filosofia e ciência são o reflexo de sua base material.

Se a base está mal... Por ter sido mal construída, toda a estrutura está em risco de desmoronar. Parece-me que é isto que está acontecer em Portugal, onde as pessoas julgam ser possível construir uma casa a começar do telhado.
 
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Erro ortográfico
userEX62035 (seguir utilizador), 1 ponto , 9:31 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
"Alamanha"??? - Emende lá isso s.f.f.!!
 
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O que é então a democracia?
rumoaofuturo (seguir utilizador), 1 ponto , 10:39 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
Gastar o que é nosso (contribuintes) e o que é dos outros (divida) até Portugal ir à falência e inviabilizar o futuro dos nossos filhos e nossos netos? Deixem-se de conversa fiada e de argumentos ocos. Desde o 25A até agora a trajectoria da divida em % do PIB foi sempre ascendente (em 1973 era cerca de 20%) e ainda não sabemos onde irá parar. Esta medida é imprescindivel, vem é com 36 anos de atraso.
 
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A ilusão de Esquerda!
Nuno.Miguel (seguir utilizador), 1 ponto , 10:52 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
Acho muita piada ao Sr. Daniel Oliveira, um homem de esquerda, que luta pela igualdade de direitos, pelos mais pobres,pelo tal idolatrado Estado Social e pelo papel central do Estado em todas vertentes económicas e sociais.
Tem uma visão do mundo diferente da minha, respeito inteiramente as suas convicções e reconheço que normalmente é coerente com as mesmas.

O que Daniel Oliveira se esquece é que com as profundas mudanças que aconteceram no mundo nas últimas décadas, o comercio livre e a entrada dos países emergentes na cena mundial, todo o paradigma económico e social terá que mudar.

A Europa com o seu Estado Social e com um grave problema demográfico está a perder para esta nova realidade, a população Europeia está muito envelhecida e começa a ser insustentável manter as pensões e todas as regalias que os Estados asseguram. O modelo actual de Estado Social está em decadência, é preciso racionalizar os escassos recursos e ajudar quem realmente precise.

Este ataque ao neoliberalismo de Passos Coelho é profundamente demagógico , deveria existir na constituição um limite para o défice e para o endividamento do Estado para acabar com as tontarias de quem governe ou possa governar o país.

Hoje se estamos neste estado lastimável é por não haver uma responsabilização dos políticos pelos disparates cometidos nos últimos 20 anos.
 
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    Re: A ilusão de Esquerda!    Ver comentário
sardinha assada (seguir utilizador), 1 ponto , 16:23 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
Reminiscências do Salazarismo
JPCA (seguir utilizador), 1 ponto , 10:54 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
Vamos ter de conviver sempre com o fantasma do Salazar e a questão do deficit.

Obviamente uma norma orçamental não tem cabimento na constituição, O PSD se assim o desejar pode introduzir os 3% no seu programa de governo e nos estatutos do partido.

Faria sentido a obrigatoriedade constitucional do país honrar a sua divida soberana.
 
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Só posso chegar a uma conclusão....
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 11:01 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
Ainda bem (para eles) que não tenho filhos.... se o meu futuro é negro então o deles seria mesmo um buraco negro...
 
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    Re: Só posso chegar a uma conclusão....    Ver comentário
Spitzer (seguir utilizador), 2 pontos , 12:24 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
    Re: Só posso chegar a uma conclusão....    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 13:01 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
Prec de Passos Coelho
vera borges (seguir utilizador), 1 ponto , 11:16 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
Será que agora a crise justifica tudo?

A Constituição Portuguesa não é um livro de economia de mercado... ou de défices.

As políticas financeiras que possam ser tomadas, como medidas para reduzir o défice e honrar os compromissos de Portugal, não precisam estar na Constituição... ou será que a palavra dos homens não vale de nada?
 
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    Re: Prec de Passos Coelho    Ver comentário
Spitzer (seguir utilizador), 2 pontos , 12:13 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
    Re: Prec de Passos Coelho    Ver comentário
vera borges (seguir utilizador), 1 ponto , 18:36 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
Xicos Espertos
anticorporativo (seguir utilizador), 1 ponto , 12:47 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
PP Coelhone, ou é sacana ou não entende nada de economia.
Digo e repito o que o António Peres Metello tb diz:as empresas precisam de ser competitivas e para isso necessitam de quadros competentes e com Know-How.
Num contexto de lucro rápido e fácil ninguém quer nada disso. Apenas serviçais.
Deste modo, não vamos despedir selvaticamente, pq como sabemos, essa apenas serve para colocar os amigos ,muitas vezes despedindo gente competentíssima.
E isto todos sabemos....
 
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Demonstrativo...
kepéla (seguir utilizador), 1 ponto , 12:49 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
...daquilo que será o PSD,se chegar ao governo e se lá estiver muito tempo.
No entanto tenho de reconhecer que o PSD,consegue,sair rapidamente, de uma situação,para outra,quase sem se dar por isso.
É um partido incompleto,com dirigentes pouco claros naquilo que querem para o País.
É bom que sejam denunciadas as intenções do PSD,questionadas até às ultimas consequências,porque com o PSD no poder os portugueses,vão finalmente perceber o que é um partido de direita,a fugir em muitos casos para a extrema direita.E aí não vamos ficar melhores,bem pelo contrário....
É bom lembrar,para fazer mexer as memórias, o que pretendia a AD...basta ler o seu programa de governo...
 
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A Direita anti-PS prepara-se para governar...
jvlv (seguir utilizador), 1 ponto , 13:31 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
Quanto maior é a nave, maior é a tormenta... Sobretudo se a nave não se preparou para a crise nova e súbita que a vem atingindo fortemente, obrigando-a a navegar à vista. De quem é a responsabilidade, que problemas e soluções?
1) De quem é a responsabilidade? Duas hipóteses:
1.1) O povo, desde o 25Abril74, pelas escolhas, certas ou erradas que fez;
1.2) Os politicos, seus representantes, pelo uso, justo e adequado ou injusto e perverso que fizeram do poder.
  Uma esperança: a de que a democracia, mantida todo este tempo (36 anos) contra ventos e marés, reforça a ideia de que o povo quer manter o rumo democrático, rumo esse, diga-se, "aparentemente inibidor" de soluções mais duras, mesmo drásticas, preconizadas por alguns "economistas e consultores ilustres" da nossa praça já "passados, em fogo lento, pelo poder".
2)Que problemas? Os mesmos de sempre, ainda não resolvidos e que exigem resolução prioritária e sábia. Contudo, atenção ao seguinte:
2.1) Parte muito substancial da população portuguesa viveu demasiado tempo afastada do progresso e desenvolvimento inovadores e da inerente qualidade de vida, sentindo-se traída pelo facto de o pós 25Abril/74 não lhe ter proporcionado rapidamente esse acesso.
2.2) Com efeito, o poder politico sucessivamente instalado, cuidou mais dos seus interesses estratégicos, pessoais, familiares e de grupo do que dos interesses do país e das populações mais desfavorecidas e alienadas de direitos e deveres. ...
 
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