O líder do PSD recusou hoje que o seu partido venha a dar ao PS a maioria parlamentar que lhe foi negada nas últimas eleições legislativas.
"O PS não tem a maioria absoluta porque os portugueses não lha quiseram dar", afirmou hoje Pedro Passos Coelho, avisando: "Não contem com o PSD para dar ao PS aquilo que os portugueses não quiseram dar nas últimas eleições".
Em resposta aos "analistas políticos" que "descobriram recentemente que vivemos num impasse porque o PS não tem maioria", o presidente dos sociais democratas disse não perceber "qual é o impasse", já que "até hoje o PS não pode aparecer ao país a dizer que está impossibilitado de governar".
"Ninguém até hoje aprovou uma moção de censura"
"Ninguém até hoje aprovou uma moção de censura que atirasse abaixo o Governo, ninguém impediu até hoje que as matérias decisivas e importantes para que um governo governe não tivessem passado na Assembleia", concretizou Passos Coelho.
Se "o PS governa bem ou mal" já é, para Passos Coelho, "outro filme", em que o líder do PSD recusa "responsabilidades".
"A nossa obrigação é construir uma alternativa" afirmou, ressalvando não estar "à procura de uma maioria aritmética para governar o país", mas pronto para "mudar o país se as pessoas se convencerem que a mudança é boa, imprescindível e pode ser bem conduzida pelo PSD".
"Pensar o futuro com ousadia"
Num discurso que assinalou os 36 anos da Juventude Social Democrata, em Torres Vedras, Passos Coelho reafirmou que o PSD "não quer a mudança de qualquer maneira", mas que tem que "pensar o futuro com ousadia e com ambição".
"Não podemos cristalizar no presente nem no passado", disse, defendendo dever "ter a ambição de pensar na constituição do país para os próximos anos".
"Se temos a ambição de pensar a 15 anos de vista, temos obrigação de pensar também numa revisão constitucional que determine a nossa visão para o país para os próximo 15 anos" concluiu.
Na coerência politica está o cimento de uma estratégia de vitória, nas próximas eleições legislativas.
E se ela está tão perto, seria uma asneira e uma irresponsabilidade ceder agora, traindo quem tem esperança e está disposto a lutar por um novo rumo para o País, a sua terra e a sua Pátria.
a falar para um pequeno grupo de jovens à procura de tacho, dadas as dificuldaders em arranjar um emprego...Saberão qual a diferença entre Liberalismo ou Social Democracia? E quais os interesses do país e da sua população?...Aikeunãoaguentotanto...
Toda esta gente deverá pensar que o País se encanta e progride enquanto se degladiam com retóricas e chavões que apenas satisfazem no imediato quem sofre de partidarite...
EhEh..o lider do meu partido deu umas bocas ao dos outros...
Tão entretidos que andam a imputar responsabilidades uns sobre os outros que nem reparam que todos são co-responsaveis e que nessa entretenha quem as paga é o País (todos nós)..
E entreteem-se nesta peça de teatro de mau gosto porque todos já teem o "seu" bem arrecadado..
O País não precisa de discursos..o País precisa de ser governado..
Será que é assim tão dificil saber-se se um governo está a governar bem ou não ?..
Será que é assim tão dificil substituir um mau governo por outro governo ?..
Tantas super-estrelas na retórica e na oratória a fazerem tanta trampa na acção é o que nós temos tido..
E a malta (até hoje) a votar na oratória e na retórica...
Para que conste sou completamente de acordo com a aposição (sugestão minha) de uma regra na Constituição :..
Ao partido ganhador e com poderes de governação atribuidos através de sufrágio que não cumpra (ou não tome medidas para o seu cumprimento) no 1º ano 60% dos objectivos prometidos em campanha eleitoral verá o seu governo automáticamente destituído e ficará impossibilitado de se candidatar durante..no minímo..4 legislaturas..
Os pressupostos de Passos Coelho estão todos correctos na medida em que desde que é líder do PSD ainda não impediu o governo de governar. Falta só dizer que se fosse governo não podia fazer diferente nas actuais circunstâncias pois quem manda são os credores.
Quanto à treta constitucional, é um escape para disfarçar o seu acordo tácito, forçado mas inevitável, com a política do governo e uma forma de queimar tempo.
Parece-me evidente que Passos Coelho tratará de criar uma crise política com novas eleições quando considerar que Sócrates já fez todo o "sangue" que é preciso fazer, não o deixando beneficiar de um eventual período de melhoria económica em 2013.
Acho injusto que Sócrates venha a ser condenado por ter feito quase tudo o que de impopular era necessário fazer, mesmo antes da crise, mas em política há que aceitar que quem faz a cama nela se não deita.
O país precisa de um entendimento entre os dois partidos mais votados e quanto mais cedo esse entendimento for alcançado melhor para todos os portugueses. Os problemas são para ser resolvidos, e não para serem adiados, ou daqui a uns meses ser ministro neste país será equivalente a ser um suícida. Medidas duras e impopulares têem de ser tomadas e esperar por novas eleições é pura perda de tempo, pois os problemas vão continuar a crescer.
Primeiro está a nação velha de mil anos e depois estão as lógicas de cada um dos partidos para chegarem ao poder.
A irresponsabilidade dos portugueses é tão grande que nem são capazes de ver quão imaturo é este jovem, incapaz de governar este país, mesmo que o país não estivesse mal! Ser dirigente de um Partido, ainda vá! Conseguiu o consenso dos seus apoiantes, mas governar um país, requer muito mais, que ele não tem. Ou então, chegámos ao um estado de cegueira, em que qualquer um, serve.