26/05/2012 atualizado às 20:05

Passos Coelho critica "excessivas justificações" de Sócrates

O candidato à liderança do PSD considera que no caso PT/TVI, "o Parlamento e o país precisa de esclarecer rapidamente se esta suspeição que existe, tem fundamento ou não". Clique para visitar o dossiê Face Oculta

Lusa
11:38 Sábado, 20 de março de 2010
Passos Coelho: «Se se vier a averiguar que o governo não atuou como deve ser, tem que haver consequência políticas disso»
Passos Coelho: «Se se vier a averiguar que o governo não atuou como deve ser, tem que haver consequência políticas disso»
Alberto Frias

O candidato à liderança do PSD Pedro Passos Coelho considerou hoje que "começa a ser excessiva a forma como o primeiro ministro se tenta justificar sucessivamente perante todas as situações em que o seu nome aparece envolvido".

Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ FACE OCULTA

Questionado pelos jornalistas sobre a entrevista de José Sócrates ao Jornal de Notícias de hoje, onde o primeiro ministro disse que a comissão de inquérito ao caso PT/TVI um ataque contra ele, Passos Coelho disse que aquilo que "o Parlamento e o país precisa de esclarecer rapidamente é se esta suspeição, que existe, tem fundamento ou não".

Encerrar a dúvida


"Quanto mais depressa o Parlamento puder fazer a sua investigação e encerrar essa dúvida, melhor para todos nós e melhor para o primeiro ministro também", realçou o candidato à presidência do PSD.

À margem da apresentação da sua moção global de estratégia, Passos Coelho disse que se José Sócrates "não tem nada a temer, não deve com certeza ter receio que o Parlamento rapidamente, com os poderes de investigação que tem, possa esclarecer o que se passou".

Consequências políticas


"Agora se se vier a averiguar que o governo não atuou como deve ser, também tem que haver consequência políticas disso. Isso é o que aguardaremos no final dos trabalhos da comissão", sustentou.

A comissão de inquérito, criada a requerimento potestativo do PSD e do BE, tem por objeto "apurar se o Governo, direta ou indiretamente, interveio na operação conducente à compra da TVI e, se o fez, de que modo e com que objetivos" e ainda "apurar se o senhor primeiro ministro disse a verdade ao Parlamento, na sessão plenária de 24 de junho de 2009", quando referiu que não tinha sido informado sobre o negócio.

Na entrevista ao JN, o primeiro ministro considera a comissão de inquérito ao caso PT/TVI é "um ato de profunda hipocrisia política, que apenas pretende instrumentalizar a Assembleia da República" para o ataque pessoal.


Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico


Nota da Direcção do Expresso


O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.


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Bom, está bem...
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 2 pontos , 15:42 | Domingo, 21 de março de 2010
... desta vez são as "excessivas justificações" de Sócrates.

Das outras vezes é porque o Sócrates não se justificava.

Para a história ficará:
- Sócrates o único primeiro-ministro que depois de 25 de Abril tentou governar Portugal;
- A pior oposição de sempre e os maiores criadores de intriga política para a conquista do poder, só comparável ao que aconteceu no mundo antes da implantação dos piores regimes ditatoriais.
 
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Justiça tem de ser recíproca
JNv (seguir utilizador), 1 ponto , 12:50 | Sábado, 20 de março de 2010
Tem de haver consequências políticas deste caso, mas para os dois lados!
Mesmo sem se ter ainda provado nada, já estamos a ver resultados contra o Sócrates.
E depois de concluída a nova Comissão de inquérito? Se se continuar sem provas, que consequências devem advir para os actuais e futuros responsáveis do PSD?
Aí iremos ver a sua honestidade posta à prova, mas a sociedade e a Assembleia da República não deveriam deixar impunes todos aqueles que andaram meses e meses a caluniar, a intrigar e a levantar suspeitas antes de serem apresentadas as provas do que quer que seja..
 
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