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Passos assume privatização dos Estaleiros de Viana

Pedro Passos Coelho admitiu a futura privatização dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo e o interesse de capitais angolanos neste processo.
Lusa |
Passos Coelho visitou Angola
Passos Coelho visitou Angola / Bruno Fonseca/Lusa

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, admitiu hoje a futura privatização dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) e o interesse de capitais angolanos neste processo.

Numa entrevista à RTP1, a partir de Luanda, no final de uma visita oficial a Angola, o primeiro-ministro foi questionado sobre o interesse de empresas angolanas nos futuros processos de privatizações em Portugal e apontou o caso dos Estaleiros de Viana do Castelo como exemplo.

"Dou-lhe um exemplo claro, que ainda hoje foi aqui focado, dos Estaleiros de Viana do Castelo: nós temos, quer com Angola, quer com o Brasil, uma oportunidade muito grande", disse, apontando necessidades de "empresas com muito relevo no Brasil na área da Defesa" e sublinhando que "Angola precisa nos próximos anos de adquirir um conjunto de navios que hoje os Estaleiros de Viana do Castelo têm toda a capacidade para produzir".

"São essas parcerias que podem ser muito relevantes no futuro próximo"


Considerando que "são essas parcerias que podem ser muito relevantes no futuro próximo", Passos Coelho assumiu um interesse de capitais angolanos num futuro processo de privatização dos Estaleiros.

"É muito possível, por exemplo no âmbito dessa privatização, que capitais angolanos possam estar interessados em intervir nos Estaleiros e em fazer também uma empresa em Angola que possa trazer uma parte desse know how e fazer a transferência dessa tecnologia para Angola", salientou.

O primeiro-ministro sublinhou, contudo, que Angola e Brasil "não são uma tábua de salvação" para Portugal, mas "dois parceiros muito especiais".

No espaço da CPLP, salientou, "há três pontos focais com maior relevância, Portugal na Europa, Brasil na América Latina e Angola em África (...) Entre estes três países nós podemos ganhar muito se conseguirmos ter uma agenda estratégica comum, será muito importante para todos os que estão no espaço da língua portuguesa".


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O que os palhaços neo liberais fizeram e estão a
fqzer deste País. Mas a culpa tambem é da falta de cultura da maioria da população portuguesa...
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Edição Diária 17.Abr.2014

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