26/05/2012 atualizado às 20:05
Página Inicial » Blogues » Daniel Oliveira: Antes pelo contrário » Parque escolar: uma oportunidade perdida

Parque escolar: uma oportunidade perdida

A recuperação do parque escolar era uma excelente ideia para se dar um empurrão à economia. Mas a falta de transparência mostra que quando saem do papel as boas ideias reforçam a desigualdade em que vivemos.

9:00 Terça feira, 4 de maio de 2010

Um dos bons investimentos públicos para animar a economia foi a ideia de renovar o parque escolar. Não se tratando de criar elefantes brancos e tendo uma utilidade evidente para o nosso desenvolvimento a medida permitia pôr centenas de empresas a trabalhar por esse país fora. Criando emprego de forma transversal - do mais ao menos qualificado - e estando espalhado por todo o País, contrariando assim a concentração dos grandes investimentos no litoral, este é o tipo de investimento público com efeitos reprodutivos imediatos. Um excelente exemplo para outras experiências.

Ao visitar novas escolas percebemos que, independentemente de algumas falhas de construção e planeamento, o salto nas condições de trabalho para estudantes e professores é abissal. É dinheiro bem empregue que ajuda a vencer a crise melhorando consistentemente a qualidade de vida dos cidadãos. Mas se a recuperação das escolas parece estar a correr bem, os seus efeitos económicos adivinham-se pouco relevantes.

Infelizmente, os casos de compadrio na contratação de vários serviços por parte da empresa Parque Escolar têm sido mais do que muitos e têm surgido com frequência na comunicação social. Mesmo o que não corresponde a qualquer suspeita de ilegalidade passou pelo ajuste directo garantindo que o dinheiro vai para os ateliers e construtoras do costume. Como sempre, o País vive entre a burocratização absurda e desnecessária e o atalho do ajuste directo que afecta a transparência do Estado.

Com este exemplo percebemos onde falha o País. Uma boa medida política para a recuperação económica perde grande parte da sua eficácia quando chega ao terreno. Porque das elites políticas (as de topo e as intermédias) às elites económicas e culturais, quase todos parecem viver de uma boa agenda de contactos no Estado, apropriando-se assim dos parcos recursos financeiros públicos. No fim, o dinheiro que se perdeu no caminho, as perversões à concorrência que se reforçaram e os vícios que se confirmam na relação entre os privados e o Estado tornam inúteis todas as boas intenções.

O debate sobre a corrupção, o compadrio ou a simples falta de transparência na utilização dos dinheiros públicos presta-se a todos os populismos. Mas ele é o nó górdio de muitos dos problemas estruturais deste País.

Tudo isto terá origens culturais, mas isso não é o mais relevante. A verdade é que todas as sociedades desiguais têm Estados pouco transparentes. Porque se a desigualdade também se mede no acesso aos recursos públicos, é natural que sejam os mesmos de sempre a garantir para si o que devia ser de nós todos para assim perpetuarem a desigualdade de que se alimentam.

Combater o nosso atraso passa por impor a transparência nos procedimentos. O que tem de ser simples deve ser simples. O que tem de ter regras apertadas deve ser fiscalizado. Em Portugal é ao contrário: qualquer pequeno gesto de um cidadão ou de uma empresa, por mais irrelevante que seja, tem de passar por um labirinto infernal de burocracia. Já os bons negócios com o Estado seguem por atalhos sem controlo de ninguém.

Sem mudar isto, excelentes ideias como a recuperação do parque escolar acabarão sempre por ficar muito longe do que podiam ser. Foi assim com os dinheiros europeus para formação profissional, com os milhões gastos em obras públicas ou com os apoios comunitários à agricultura. E o problema é que se começam a esgotar as oportunidades para quebrar este ciclo vicioso.

Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
Página 1 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
ordenar por:
mais votados ▼
Uma Parque Escolar para os amigos
águiadois (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 10:16 | Terça feira, 4 de maio de 2010
A Europa-atravás do QREN-financia em 70% as obras da CARTA EDUCATIVA.Não é assim uma lembrança de quem está no governo,nas uma área nacional-á semelhança de outras-que tem apoios explicitos da Comunidade.
O problema é que Sócrates e o seu governo viciaram o processo:
criaram a empresa Parque Escolar e entregaram-lhe as obras,os projectos e o dinheiro.
Conclusão:
l-Na Emprea,parque escolar,ficam administradores gente de confiança de Sócrates.
2-Os projectos são entregues a gabinetes amigos da parque escolar e sem concurso.
3-As obras adjudicadas em pacote a Empresas,previamente seleccionadas pela parque escolar-sem qualquere concurso público.
4-As Cãmaras Municipais ficaram autorizadas a adjudicar-sem concurso público-obras a empreiteiro até 5 (cinco)milhões de euros.
5-A fiscalização dos trabalhos-e dos processos-ficaram a cargo de gabinetes ligados a toda esta rede.

A transparência do processo,como facilmente se conclui ,não existiu.

E é pena porque muita outra gente devia ter sido chamada a dar a sua colaboração em muitas escolas-feitas de raiz ou remodeladas-por forma a evitar desastres arquitetonicos e mamarrachos feitos á pressa e que nada tem a ver com memórias de gerações que por lá andaram-nas velhinhas escolas-e que agora a politica não soube respeitar como mereciam.
 
 Regras da comunidade
    Re: Uma Parque Escolar para os amigos    Ver comentário
tocaafalar (seguir utilizador), 2 pontos , 11:22 | Terça feira, 4 de maio de 2010
    Re: Uma Parque Escolar para os amigos    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 11:49 | Terça feira, 4 de maio de 2010
    Re: Uma Parque Escolar para os amigos    Ver comentário
userEX62035 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:47 | Terça feira, 4 de maio de 2010
    Re: Uma Parque Escolar para os amigos    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 22:47 | Terça feira, 4 de maio de 2010
    Re: Uma Parque Escolar para os amigos    Ver comentário
Maria Portuguesa (seguir utilizador), 1 ponto , 15:46 | Quarta feira, 5 de maio de 2010
Oportunidades perdidas
sara09 (seguir utilizador), 2 pontos , 9:16 | Terça feira, 4 de maio de 2010
Caro Henrique Raposo, bom dia.

Não se apresse a adoptar soluções, não leia as obras de uma só escola e procure conhecer as argumentações de todas.

Não devemos ter... uma "pilha" de conclusões adoptadas, mas sim uma actividade de elucidação dos problemas. É isto que importa,... não propagandear conclusões.

Sara
 
 Regras da comunidade
    Re: Oportunidades perdidas    Ver comentário
sara09 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:45 | Terça feira, 4 de maio de 2010
    Cuidado com os directos    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 11:06 | Terça feira, 4 de maio de 2010
AO DANIEL OLIVEIRA
sara09 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:59 | Terça feira, 4 de maio de 2010
Caro Daniel Oliveira,

Já lhe pedi desculpas, pela troca de nomes. Claro que os seus textos não tem confusão possível com os de Henrique Raposo.

Mas troquei-lhe o nome e já outro comentador o fez.

Públicamente assumo o meu erro e renovo o meu pedido de desculpas.

Em qualquer situação da vida, do trabalho... é assim que eu entendo que devemos ser... assumir os nossos erros, mesmo que irrelevantes e ter a humildade de pedir desculpa.

No fundo faço aquilo que exijo aos outros... e fica o alerta para uma comunidade on-line que como bons colegas deviam alertar os outros comentadores...para os pequenos lapsos que por vezes cometemos.

Creio que essa é também o dever de bons comentadores de painel.

As minhas sinceras desculpas, Daniel Oliveira.

Sara
 
 Regras da comunidade
Parque escolar uma oportunidade
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:33 | Terça feira, 4 de maio de 2010
Alta Velocidade pode ter 85% de produção nacional
O potencial de participação nacional no projecto da alta velocidade em Portugal poderá situar-se entre 80% e 85% do volume de investimento (que é de cerca de nove mil milhões de euros para os três eixos), concluiu um estudo do In Out Global, centro associado do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), elaborado para a Rave - Rede Ferroviária de Alta Velocidade, em 2003.

--------------------------------------------------------------------------------

Maria João Babo
mbabo@negocios.pt
Alexandra Noronha
anoronha@negocios.pt

O potencial de participação nacional no projecto da alta velocidade em Portugal poderá situar-se entre 80% e 85% do volume de investimento (que é de cerca de nove mil milhões de euros para os três eixos), concluiu um estudo do In Out Global, centro associado do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), elaborado para a Rave - Rede Ferroviária de Alta Velocidade, em 2003.

Uma avaliação que excluiria a Alta Velocidade dos investimentos que o Presidente da República considera que devem agora ser reponderados por terem uma grande componente importada, isto é, que utilizem pouca produção nacional e que utilizem pouca mão de obra portuguesa. Relativamente ao emprego, no entanto, os estudos feitos para a Rave concluem apenas que o pico será atingindo em 2013, ano em que o projecto originará cerca de 100 mil empregos directos e indirectos.

 
 Regras da comunidade
Mais uma vez: tudo no mesmo saco
CM84 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:38 | Terça feira, 4 de maio de 2010
Só acho piada que, uma pessoa clarividente como DO, tenha um "escrever" espantado pela descoberta da realidade.

Mas continua a incorrer no propositado erro, de colocar os privados ao mesmo nível dos "agentes" do Estado.

Quando escreveu: "os vícios que se confirmam na relação entre os privados e o Estado"

Devia ter escrito: Os vícios que os interlocutores do Estado impõem aos privados.

Indague quantos privados tentaram romper esse ciclo vicioso, e foram "varridos" dos concursos.

E se para sobreviverem, tiverem que "alinhar", não devem ser considerados cúmplices, mas vítimas.

E isto só parará quando o Estado (algo inadmissível para DO) reduzir a sua influência. Há que enfraquecer o "monstro".

Por mais que se sinta agredido na sua ideologia, é a única solução.

 
 Regras da comunidade
Parque escolar uma oportinidade
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:38 | Terça feira, 4 de maio de 2010
Banca internacional vai financiar grande parte da ligação Lisboa-Madrid
O projecto da Alta Velocidade nacional tem uma grande participação da banca internacional, ainda que a parte do financiamento reservada à banca comercial seja pequena.

--------------------------------------------------------------------------------

Maria João Babo
mbabo@negocios.pt
Alexandra Noronha
anoronha@negocios.pt

O projecto da Alta Velocidade nacional tem uma grande participação da banca internacional, ainda que a parte do financiamento reservada à banca comercial seja pequena.

Com a elevada participação de fundos comunitários, do Banco Europeu de Investimento (BEI) e de verbas do Estado português, no caso do troço Poceirão-Caia (eixo Lisboa-Madrid) a banca comercial irá entrar apenas com 190 milhões de euros, de um total de cerca de 1,4 mil milhões de euros.

O consórcio Elos, liderado pela Brisa e Soares da Costa, conta com bancos estrangeiros como o Santander ou o BNP Paribas, além dos portugueses CGD, BCP, BES e BPI. O agrupamento já fechou o contrato financeiro e irá assinar esta semana o contrato com o Estado.

 
 Regras da comunidade
Eu bem quero...
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 11:57 | Terça feira, 4 de maio de 2010
Palavra que quero comentar isto..mas está dificil..
Primeiro tenho que recuperar das gargalhadas que ainda vou dando...
Uns trocam os nomes do autor e depois apresentam desculpas e um volta a trocar......outro aparece com 2 comentários que não teem nada a ver com o assunto e até publica os mails dos autores...
Isto hoje tá lindo...mas o que eu quero mesmo saber..pra já..é que bebida foi distribuida (e eu de fora) pois parece ser coisa da boa...lol...
 
 Regras da comunidade
Boa ideia inquinada...
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 12:10 | Terça feira, 4 de maio de 2010
Claro que a ideia só foi boa até ter sido inquinada pela criação da empresa Parque Escolar (ou lá como se chama aquilo) que na realidade é um biberão pra mamocratas de 2ª classe..os da 1ª mamam num nivel mais alto..

Aqui bem perto existem crianças a frequentar as aulas por baixo duma das bancadas do "estádio algarve"..e a escola primária que está bem perto foi cedida a um grupo desportivo e cultural..engraçado né ?..

Eu entenderia a criação da tal empresa como forma de "fiscalizar" a forma como os fundos estariam a ser utilizados já que a nivel autarquico tambem existe farta mamagem (de 3ª classe)..

No entanto com a crise a afectar os mamocratas de 2ª classe os da 1ª trataram de fazer com que essa empresa os previlegiasse em detrimento dos de 3ª e 4ª classes...

Pronto..abordei as classes todas..os infantários ficam para depois...

 
 Regras da comunidade
Concentremo-nos no que é relevante
jvpaiva (seguir utilizador), 1 ponto , 9:58 | Terça feira, 4 de maio de 2010

....e como começa por afirmar HR,...o que é relevante é que o parque escolar esteja a ser modernizado,...que cumpra o objectivo de criar e/ou manter emprego de forma transversal,...que não haja ilegalidades que sejam cometidas quanto à atribuição da execução das obras onde foram ou irão ser feitas.

Todos estes objectivos estão a ser cumpridos, como confirma HR.

Que o motiva, então, a escrever esta crónica? paradoxalmente,...aquilo que ele parece repudiar: o excesso de burocracia que caracteriza as acções em que a administração pública, central e/ou local, se deixa enlear!

Neste caso concreto da "Parque Escolar",...o que se passa é que a burocracia cedeu lugar à eficácia,...o desperdício cedeu lugar à eficiência e ao controlo de custos!

Quando as mudanças vão no sentido correcto,...porque haveremos de encontrar motivo para desmerecer o que tem sido feito?

Vá lá saber-se,...
 
 Regras da comunidade
    Re: Concentremo-nos no que é relevante    Ver comentário
sara09 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:53 | Terça feira, 4 de maio de 2010
    Re: Concentremo-nos no que é relevante    Ver comentário
jvpaiva (seguir utilizador), 1 ponto , 11:07 | Terça feira, 4 de maio de 2010
    Re: Concentremo-nos no que é relevante    Ver comentário
jvpaiva (seguir utilizador), 1 ponto , 11:10 | Terça feira, 4 de maio de 2010
    Isso parece ser bom...    Ver comentário
Fernando Torres (seguir utilizador), 3 pontos , 11:45 | Terça feira, 4 de maio de 2010
    Re: Isso parece ser bom...    Ver comentário
jvpaiva (seguir utilizador), 1 ponto , 14:17 | Terça feira, 4 de maio de 2010
Corrupção e mais Corrupção
LuisAmado (seguir utilizador), 1 ponto , 10:13 | Terça feira, 4 de maio de 2010
Do parque escolar sobram duas coisas: corrupção e delapidação do património.

Todos os projectos foram "dados" a arquitectos por relação de proximidade... E algumas são mesmo património... Como pode isso acontecer?... Falem com o pai do Paulo Portas e ele explica (a maneira dele)... Analisem as relações de proximidade entre os arquitectos... Gabinetes... Analisem os orçamentos... Até me rio sozinho.

Os tempos de realização dos projectos foram e são muito curtos, conclusão: projectos de pouca qualidade e mal construídos. Muitas escolas, belíssimas obras de arquitectura moderna e antiga, com espaços verdes/livre significativo tornaram-se um amontoado de betão... Com uma taxa de ocupação do solo elevadíssima! Obras menores em que o estado faz o seu melhor! Isto é não cumprir as mais elementares regras de construção impostas pela lei.

Mais jobs for the boys, associada a descredibilização da área da construção.
 
 Regras da comunidade
Esquema
CãodaRosa (seguir utilizador), 1 ponto , 10:15 | Terça feira, 4 de maio de 2010
A questão da Parque escolar foi mais uma urdidura para favorecer as grandes empresas de construção civil e os gabinetes de arquitectura, inseridos no clube de apoiantes do regime. A reconstrução por "pacote" favorece e apenas permite que as empresas de conostrução e obras públicas com álvaras que o permitam podem concorrer, isto quando há concurso e estas por sua vez sub-empreitam a preços baixíssimos aos pequenos empreiteiros que tem de se sujeitar para manter a meia dúzia de empregados que tem de alimentar. Se não se tratasse de uma trama a renovação/recuperação do parque escolar, seria feita escola a escola, o valor das empreitadas seriam mais baixos, as pequenas empresas com álvaras mais baixos e da zona podiam concorrer, mantinham os empregos e ganhavam algum para não irem à falência. Como está feito o esquema quem ganha são as grandes empresas do regime e os gabinetes de arquitectura seleccionados por ajuste directo e com as influências conhecidas. O caso da Parque escolar é mais um exemplo que vivemos no país da pouca sorte.
 
 Regras da comunidade
    Re: Esquema    Ver comentário
tocaafalar (seguir utilizador), 2 pontos , 11:28 | Terça feira, 4 de maio de 2010
Comentadores distraídos ?
alberto64 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:18 | Terça feira, 4 de maio de 2010
Caros Comentadores, já repararam que o artigo é do Daniel Oliveira ??? Estão a chamá-lo de Henrique???

E para finalizar ele tem muita razão, o compadrio é uma das grandes causas do nosso não desenvolvimento...
Ainda se lembram dos dinheiros do FSE ??? Onde é que ele foi parar?? é o mesmo com os dinheiros publicos!!
 
 Regras da comunidade
    Re: Comentadores distraídos ?    Ver comentário
sara09 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:03 | Terça feira, 4 de maio de 2010
    Re: Comentadores distraídos ?    Ver comentário
alberto64 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:17 | Terça feira, 4 de maio de 2010
    Re: Obrigado    Ver comentário
sara09 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:27 | Terça feira, 4 de maio de 2010
Planeamento de Estado Versus Mercado
jazão (seguir utilizador), 1 ponto , 14:12 | Terça feira, 4 de maio de 2010
Até estou surpreendido com o DO. Ele, a dizer mal do planeamento quinquenal! Do centralismo económico! da Bondade do capitalismo de Estado, último estádio do neo-fascismo estadual de esquerda serôdia!
Preferia o mercado! a livre concurrência, a competição aberta e franca, a mão invísível! O Adam Smith melhor que o inefável Marx!
A «Parques Escolares» é um tão bom exemplo de planeamento proletário, feito em nome das vanguardas do proletariado, pô-la em causa é atentar contra o bom nome da revolução socialista. Afinal, é uma ideia chavista e bolivariana, inspirada no melhor do alter-mundismo, oh DO! Mais respeito...
 
 Regras da comunidade
Falta de transparência
Rogneto (seguir utilizador), 1 ponto , 14:33 | Terça feira, 4 de maio de 2010
A solução de um problema passa por variáveis correctas. Ou seja, sem um diagnóstico exacto não há terapia que resulte, agudizam ainda mais o problema. Ontem neste jornal o PR referia que há 7 anos escreveu exactamente num artigo o que agora acontece com Portugal.
  http://www.jornaldenegoci...

O certo é que passados 4 anos na Presidência não viu, não quis, não tentou ou não teve a capacidade e o poder para parar o curso da agudização do problema. No que me toca, como cidadão e um voto apenas, é muito pouco para a dimensão do problema. O artigo de hoje de Daniel Oliveira dá um enfoque da falta de transparência na gestão dos dinheiros públicos e tal como outros artigos anteriores aprecio a sua leitura e os muitos comentários que reúne. Certamente não subscrevo tudo quanto leio, mas o exercício intelectual da leitura é gratificante e cativa interesse, daí o atrevimento de comentar.
Quanto ao problema versus/solução, diria que a sociedade portuguesa terá de criar organismos capazes e eficazes de fiscalização e controle de toda a vida económica. Estes não poderão ser correia de transmissão do poder em exercício.
Alguns Links esclarecedores:
http://cleptocraciaportug...
http://www.mundoeducacao....
http://www.scribd.com/doc...
http://forumpatria.com/po...
Cumps virtuais ao forum.
 
 Regras da comunidade
Mais uma vez o "titalo" e a mensagem falham
ora-ai-vai (seguir utilizador), 1 ponto , 15:11 | Terça feira, 4 de maio de 2010
Uma coisa é corrupção!
Outra é a construção
Se foi ocnstruido o que tinha de ser construido, o dinheiro que havia a gastar foi gasto, a injecção na economia foi feita, os empregos criados, os materiais foram comprados!

Outra coisa é corrupção e compadrio que "apenas" consome mais dinheiro ao contribuinte e que na practica é ainda mais capital injectado na economia.

Resumindo - mensagem completamente ao lado! (três pontos para o País de Gales)
 
 Regras da comunidade
    Re: Mais uma vez o    Ver comentário
Rogneto (seguir utilizador), 1 ponto , 18:07 | Terça feira, 4 de maio de 2010
Página 1 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
PUB
 
Email
O Expresso no
Arquivo
PUB




Falem muito. Sempre
8:00 Sexta feira, 25 de maio de 2012, 58
Para acabar de vez com a cultura
8:00 Quinta feira, 24 de maio de 2012, 48
Tribunal censura denúncias de ilegalidades
8:00 Quarta feira, 23 de maio de 2012, 41
Miguel Relvas: obviamente, demita-se
8:00 Terça feira, 22 de maio de 2012, 102
Relvas, as pressões aos jornalistas e os silêncios
9:47 Segunda feira, 21 de maio de 2012, 77
Catastroika
8:00 Sexta feira, 18 de maio de 2012, 50
Tribunais aliados da corrupção
8:00 Quinta feira, 17 de maio de 2012, 32
Austeridade? Nem muita, nem pouca.
8:00 Quarta feira, 16 de maio de 2012, 59
Os sermões de Pedro e a realidade
8:00 Terça feira, 15 de maio de 2012, 81
Um rapazola a quem calhou ser primeiro-ministro
8:00 Segunda feira, 14 de maio de 2012, 227
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
MBA
IAB