A Fenprof divulgou por e-mail uma imagem em que surge a fotografia dos doze deputados do PS que são professores e que votaram contra as iniciativas do PSD, do BE e do PEV para a suspensão da avaliação dos docentes.
A imagem (veja documento em pdf no fim do texto), que faz lembrar o estilo "procura-se morto ou vivo" do Velho Oeste, tem por baixo a inscrição: "Bastava que dois destes 'colegas' se abstivessem ou não estivessem presentes, para que a suspensão fosse aprovada. Envia-lhes uma mensagem (...)". Os e-mails vêm acompanhados dos endereços electrónicos não só dos doze visados, mas também de muitos outros deputados do PS, e convida os destinatários a pressionar os deputados a aprovar uma iniciativa semelhante do CDS que vai a votos sexta-feira.
Contactado pelo Expresso, João Bernardo, um dos visados, considera que se trata de uma "chantagem inaceitável" sobre os parlamentares. Este socialista, que em Dezembro votou a favor na iniciativa do CDS mas votará contra na próxima sexta-feira, é identificado na "lista negra" da Fenprof como "vice-secretário-geral do SINDEP".
"Trata-se de uma chantagem inaceitável sobre os deputados, com métodos que fazem lembrar o antigo regime", diz o deputado eleito por Aveiro. Em sua opinião, com esta iniciativa o sindicato demonstra que "tem uma concepção de que os deputados não estão na Assembleia da República, mas na Câmara Corporativa, a representar interesses e não a Nação. Um deputado-professor não é representante dos professores na AR, mas de todos os eleitores", sublinha João Bernardo.