O parlamento grego aprovou hoje por maioria o pacote de medidas de austeridade elaborado pelo governo, sob pressão dos mercados e da UE, para superar a grave crise financeira, anunciou o presidente daquele órgão, Philippos Petsalnikos.
Intitulado "medidas de urgência para fazer face à crise financeira", o projeto de lei inclui 20 artigos e foi aprovado no quadro de um procedimento parlamentar de urgência.
Os deputados do partido socialista (PASOK) no poder, que ocupam a maioria dos lugares na assembleia (160 em 300), votaram a favor do plano de austeridade, enquanto o partido comunista ultraortodoxo (KKE) abandonou a sala criticando as novas medidas de rigor.
"Luta contrarrelógio"
O ministro das Finanças, Georges Papaconstantino, reafirmou durante o debate parlamentar que a Grécia "conduz uma luta contrarrelógio para recuperar a credibilidade dos mercados num momento crítico para o país".
As novas medidas de rigor, que visam poupar 4.800 milhões de euros, incluem cortes salariais para os funcionários públicos, o congelamento das reformas e uma subida de dois pontos percentuais do IVA para 21 por cento.
Enquanto eram debatidas as medidas de austeridade, ocorreram incidentes curtos mas violentos entre manifestantes e polícia nas ruas de Atenas durante uma concentração em frente do parlamento organizada pelas confederações sindicais do sector privado (GSEE) e do público (ADEDY).
Esta manhã, a Grécia
estava quase paralisada pela greve dos transportes públicos.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
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