18 de maio de 2013 às 2:33
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Parlamento espanhol aprova maior corte da despesa

O Parlamento espanhol aprovou hoje o maior corte da despesa da democracia, com os votos contra da oposição.

O Congresso de Deputados espanhol aprovou hoje, com a maioria do PP e apenas o apoio de um deputado do UPN, o maior corte de despesa da democracia, um plano de ajuste de 65 mil milhões de euros.


As medidas de ajuste, que foram anunciadas na semana passada, contaram com 181 votos a favor e 131 contra, depois de um debate onde o presidente do Governo, Mariano Rajoy, esteve ausente e onde o Executivo e a oposição trocaram críticas.


Nesse plano de ajuste estão incluídas, entre outras medidas, o aumento do IVA, o corte do subsídio de natal aos funcionários públicos e uma redução no subsídio de desemprego a partir do sexto mês.


Durante o debate, Cristóbal Montoro, ministro da Fazenda, que disse que sem as medidas "não haverá dinheiro para pagar aos funcionários" defendeu o pacote de ajuste, afirmando que é necessário "renunciar" aos serviços públicos que não são financiáveis.

Oposição critica medidas de austeridade


"Temos que prescindir do que podemos prescindir e não ao contrário", disse Montoro.


"Convém-nos renunciar ao que não é financiável se queremos conseguir fatores de êxito e explicar, sem subterfúgios, que o que não se pode pagar deve ser retirado, para não lastrar as possibilidades de bem-estar dos cidadãos", disse Montoro.


O líder do PSOE, Alfredo Pérez Rubalcaba, atacou duramente as medidas do Governo, que considerou serem "uma emenda de Rajoy a Rajoy", numa referência às várias promessas deixadas, enquanto líder da oposição e durante a campanha, pelo atual presidente do Governo.


Para o líder socialista, o "maior corte" da história de Espanha é uma emenda ao próprio Orçamento do Estado aprovado há apenas um mês pelo Governo.


As medidas são "más" para a economia e representam a "certificação legal de seis meses de erros de política económica" que serão pagos pelos desempregados, funcionários e trabalhadores independentes.


"Nunca tantos pagaram pelos erros de tão poucos", disse Rubalcaba.

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