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Para ser alternativa, muda de vida!

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Portugal vive um momento único. Daqueles momentos fundadores de um novo tempo. O que ele será, nenhum de nós sabe. O provável é que sejamos surpreendidos e contrariados em todas as nossas previsões. A crise económica, a iminente, mas não certa, saída do euro e a segura degradação social e política produzirão os seus efeitos. Certo é que a minha geração e as gerações que a ela se seguem - as que não viveram ativamente os anos imediatamente posteriores ao nascimento da nossa democracia - estão a viver o período politicamente mais relevante das suas vidas. E é neste cenário que os vários atores políticos e sociais que se opõe ao saque do País vão ter de decidir que papel terão no futuro.

Por enquanto, todos parecem continuar a fazer tudo como antes. Como se nada de novo estivesse a acontecer. Como sempre, em todos os tempos e em todas as Nações, o País político e institucional rege-se pela inércia e pelo hábito. Mas alguma coisa acabará por ter de mudar.

A direita que não se sente representada pelo fanatismo ideológico que nos governa terá de fazer um corte com o deslumbramento de recém-estrangeirado e com uma cultura de subjugação ao poder financeiro, dando lugar a um pragmatismo patriótico que não a leve na enxurrada do descontentamento que virá. Apesar de uma direita mais autoritária não ter, desde o 25 de Abril, tradição no nosso País, não está escrito nas estrelas que sempre assim será. Se a direita conservadora com preocupações sociais e éticas não cumprir o seu papel, gente mais perigosa o fará.

O Partido Socialista, com a provável assinatura de um novo memorando, terá de abandonar a sua estratégia de sempre, quando está na oposição (já para não falar da que usa quando está no governo): a de basear o seu comportamento numa imagem de responsabilidade sem qualquer conteúdo político, que lhe retira qualquer utilidade como verdadeira alternativa. Já não basta arranjar um líder com mais carisma, apresentar-se como um mal menor e sacar à sua direita e à sua esquerda uns nomes que componham o ramalhete e criem uma "dinâmica de vitória". Não é só a esquerda fora do "arco de poder" que não tem sabido apresentar-se como alternativa credível. O PS há muito que não desempenha esse papel.

O PCP terá de compreender que, num tempo absolutamente novo, com uma realidade laboral e social completamente diferente, já não chega preservar uma memória de luta que o honra - e honra. Poderá, por falta de alternativas, manter intacta a sua fortaleza. Mas ela contará cada vez menos na luta social e política. Devemos aos comunistas coisas boas e coisas más. Soube representar um país de excluídos, enquadrado numa mundividência cada vez mais anacrónica. Um país social e uma memória que, se não fosse o PCP, estariam fora da representação institucional e política. Mas um país que conta cada vez menos nos conflitos sociais relevantes. Até porque, enconchado na sua própria autopreservação institucional e ideológica, essa mais-valia vive isolada dos outros, temendo ser contagiada por culturas e modos de agir diferentes.

O Bloco de Esquerda terá de sair da encruzilhada em que se encontra. O estado de graça que a novidade naturalmente lhe garantiu acabou. E construir uma alternativa depende da capacidade de, à esquerda, saber fazer todas as pontes, tendo na recusa do sectarismo a sua principal marca identitária. Aceitando o que muito dificilmente qualquer partido aceita: que, em tempos tão dramáticos, ele é muito curto para a construção de uma alternativa. E que a acumulação de forças, por via do descontentamento crescente, nem é provável, nem, mesmo que acontecesse, seria suficiente para que tivesse um papel útil no cenário que nos espera. Um partido que nasceu para desbloquear a esquerda portuguesa não pode transformar-se em mais um factor de bloqueamento, regressando à velha cultura de seita que condenou a esquerda redical portuguesa. Até porque, tendo em conta a juventude do BE e a natureza da sua base social, dificilmente, ao contrário de outros, sobreviverá ao seu próprio autismo.

Os empresários do sector produtivo têm de perceber que, neste momento específico, o capitalismo financeiro, que vive da especulação à custa da produção, é seu inimigo. E que, por isso, também são diferentes os seus aliados. Aceitarem manter-se reféns de quem nada produz é aceitarem o fim do seu próprio poder. Posso não me rever nas suas aspirações de sempre. Mas também posso aceitar que, vivendo momentos dramáticos, há interesses circunstanciais que nos são comuns. Mas para que isso seja possível é fundamental abandonarem a cultura rentista, que vive do tráfico de influências no Estado. Até porque, neste novo mundo, ela apenas beneficiará os novos senhores do dinheiro. E eles não são os barões da indústria. É a banca que, aos poucos, suga os recursos toda a atividade produtiva das Nações. Entre a ética do capitalista tradicional e a ética do especulador apenas a legitimidade do lucro lhes é comum. Tudo o resto os afasta.

Os sindicatos terão de reaprender quase tudo. Adaptar-se a uma nova realidade laboral, onde a maioria da população ativa ou está desempregada ou tem vínculos laborais ultra-precários. Isto não significa abandonar a defesa dos direitos dos que ainda têm contrato. Cada direito que aí se perde não é um direito que os precários e os desempregados ganham. Pelo contrário, é uma vitória de quem quer que o trabalho volte a ser tratado como uma mera mercadoria. Conseguir representar dois mundos - o das relações laborais que a democracia social nos garantiu e o da semi-escravatura em que a esmagadora maioria dos jovens vive - não é nada fácil. Mas é a única forma de impedir que se alimente um confronto geracional que apenas serve a quem quer dividir para reinar. Em Portugal, o primeiro desafio ao movimento sindical - o único movimento social realmente estruturado no País - é mais prosaico: libertar-se das tutelas partidárias que limitam a sua força e a sua representatividade.

Os pequenos movimentos sociais dispersos têm de ultrapassar a fase mais ou menos espontânea ou de tribo em que vivem e saber dar conteúdo político à manifestação da indignação e frustração das pessoas. Têm de ambicionar ganhar representação maioritária e, para isso, abandonar as tradicionais formas de participação, que apenas podem incluir os mesmos de sempre. Isto, sem embarcar na ingenuidade de pensarem que estão, a cada momento, a inventar a roda. Não desprezado os movimentos sociais e políticos tradicionais, como os sindicatos e os partidos. Na história, nunca se começa do zero.

Termino como acabei: vivemos tempos únicos. Quase tudo tem de ser reaprendido. Mas nada começa sem um passado. Os atores políticos e sociais que existem, e é com o que existe que se faz política, terão de se adaptar para combater o saque deste País. Começando por repensar a sua política de alianças, que podem ter de ser bem mais amplas do que alguma vez imaginaram. Quem não perceba que vivemos um momento de emergência nacional, e continue a tratar de si próprio, estará condenado à inutilidade.

Claro que aqui quase só disse o que não pode continuar a ser. Não sou diferente, nos meus vícios e defeitos, dos que critico. Também eu não sei bem o que nos espera. Também eu aprendi a fazer política num tempo diferente deste. Também estou, como todos os que querem travar a destruição do Estado Social, confuso e a tatear caminhos. Mas saber da urgência é um bom ponto de partida para querer mudar de vida.


Opinião


Multimédia

Dez verdades assustadoras sobre filmes de terror

Este vídeo é como o monstro de "Frankenstein": ganhou vida graças à colagem de partes de alguns dos filmes mais aterrorizantes de sempre. Com uma ratazana mutante e os organizadores do festival de cinema de terror MotelX pelo meio. O Expresso foi à procura das razões que explicam o fascínio pelo terror, com muito sangue (feito de corante alimentar) à mistura. 

A paixão do vinil

Se para muitos o vinil é apenas uma moda que faz parte da cultura do revivalismo vintage, para outros ver o disco girar nunca deixou de ser algo habitual.

Portugal foi herdado, comprado ou conquistado?

Era agosto em Lisboa e, às portas de Alcântara, milhares de homens lutavam por dois reis, participando numa batalha decisiva para os espanhóis e ainda hoje maldita. Aconteceu em agosto de 1580. Mais de 400 anos depois, o Expresso deu-lhe vida, fazendo uma reconstituição do confronto através do recorte e animação digital de uma gravura anónima da época.

O Maradona dos bancos centrais

Dizer que Mario Draghi está a ser uma espécie de Maradona dos bancos centrais pode parecer estranho. Mas não é exagerado. Os jornalistas João Silvestre e Jorge Nascimento Rodrigues explicaram porquê num conjunto de artigos publicado no Expresso em Novembro de 2013 e que venceu em junho deste ano o prémio de jornalismo económico do Santander e da Universidade Nova. O trabalho observa ainda o desempenho de Ben Bernanke no combate à crise, revisita a situação em Portugal e arrisca um ranking dos 25 principais governadores de bancos centrais. Republicamos os artigos num formato especial desenvolvido para a web.

Com Deus na alma e o diabo no corpo

Quem os vê de fora pode pensar que estão possuídos. Eles preferem sublinhar o lado espiritual e terapêutico desta dança - chamam-lhe "krump" e nasceu nos bairros pobres dos Estados Unidos. De Los Angeles para Chelas, em Lisboa, já ajudou a tirar jovens do crime. Ligue o som bem alto e entre com o Expresso no bairro. E faça o teste: veja se consegue ficar quieto.

O Cabo da Roca depois da tragédia que matou casal polaco

Os turistas portugueses e estrangeiros que visitam o Cabo da Roca, em Sintra, continuam a desafiar a vida nas falésias, mesmo depois da tragédia que resultou na morte de um casal polaco, cujos filhos menores estavam também no local. Durante a visita do Expresso, um segurança tentou alertar os turistas para o perigo e refere a morte do casal polaco. O apelo não teve grande efeito. Veja as imagens.

Ó Capitão! meu Capitão! ergue-te e ouve os sinos

Ele foi a nossa ama... desajeitada. Ele foi o professor que nos inspirou no liceu. Ele trouxe alegria, mesmo nas alturas mais difíceis. Ele indicou-nos o caminho na faculdade. Ele ensinou-nos a manter a postura, mas também a quebrar preconceitos. Ele ensinou-nos que a vida é para ser aproveitada a cada instante. Ó capitão, meu capitão, crescemos contigo e vamos ter de envelhecer sem ti. 

Crumble. A sobremesa mais fácil do mundo

Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida, especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Voámos num F-16

Um piloto da Força Aérea voou com uma câmara GoPro do Expresso e temos imagens inéditas e exclusivas para lhe mostrar num trabalho multimédia.

Salada de salmão com sorvete de manga

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Por faróis nunca dantes navegados

São a salvaguarda dos navegantes, a luz que tranquiliza o mar. Há 48 faróis em Portugal continental e nas ilhas. Este é um acontecimento único: todos os faróis e 1830 km de costa disponíveis num mesmo trabalho. Para entendê-los e vê-los, basta navegar neste artigo.

Parecem casulos onde gente hiberna à espera de ver terra

No Porto de Manaus não há barcos, mas autocarros bíblicos que caminham sobre água. Têm vários andares e estão cheios de camas de rede que parecem casulos onde homens, mulheres e crianças aguardam o destino. E há gente a vender o que houver e tiver de ser junto ao Porto. "Como há Copa, tem por aí muito gringo que vem ter com 'nóis'. E então fica mais fácil vender"

O adeus de Lobo Antunes às aulas de medicina

O neurocirurgião deu terça-feira a sua "Última Lição" no auditório do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, na véspera de deixar o seu trabalho no serviço nacional de saúde.

Jaguar volta a fabricar desportivo dos anos 60

Até ao verão será fabricado um número limitado de desportivos Jaguar E-Type Lightweight, seguindo todas as especificações originais, incluindo a continuação do número de série das unidades produzidas em 1963.

"Naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas"

Mais do que uma manifestação, o 'primeiro' 1º de Maio é recordado como a grande festa da Revolução dos Cravos, quando o povo saiu às ruas em massa e a união das esquerdas era um sonho possível. "O 1º de Maio seria mais uma primeira coisa, porque naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas." Foi há 40 anos.


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Reflexões
Um balanço e uma previsão de autor, com perspectivas sombrias, por onde espreita alguma esperança.Na minha opinião, falta-lhe alargar o ângulo de visão e reconhecer que, cada vez mais, as questões são de âmbito continental ou mesmo universal.

A globalização, as deslocalizações, a livre circulação de capitais, tudo isso teve uma influência fundamental para a alteração das relações capital/trabalho. Foram-se acabando as grandes empresas de raiz local e familiar, que praticavam um capitalismo com preocupações sociais e que , nalguns casos, foram as primeiras, antes do Estado, a ter creches,escolas,dar férias, etc.
Tudo isso desapareceu, por todo o mundo, e hoje as empresas são dirigidas por autómatos especializados em produzir dividendos aos accionistas.

O grande capital começou a investir em políticos, dando-lhes carreiras e lugares na administração, na certeza, de que quando estiverem no poder, farão as normas e as leis necessárias para prosseguir a exploração. Outro fenómeno global.
Basta ver a qualidade do pessoal político, cada vez com menos qualidade, sem craveira intelectual, sem pensamento próprio e definido, meros produtos com a missão de obedecer à voz do dono.

Para que os povos se libertem desta canga, há que confiar na dinâmica das sociedades, as coisas nunca são imutáveis, em democracia continuamos com " um homem um voto " e os "accionistas" são minoritários. É só derrubá-los, nas urnas.......
Re: Reflexões
Sócrates aprendeu com Lula
Re: Reflexões (1/2)
Re: Reflexões (2/2)
Re: Reflexões
Re: Reflexões
'Para ser alternativa, muda de vida!
Obrigado Daniel, texto após texto nos últimos tempos, tem-nos apresentado peças poderosas com mais frequência do que se poderia esperar. Neste, encontro toda uma abrangência sobre a necessidade de mudar que nos deveria fazer refletir. E inteligentemente, critica e sugere a quem estaria mais disposto a ouvi-lo: os partidos de esquerda, os movimentos sociais e sindicais, as vítimas da situação (que também incluem os empresários)

Talvez seja uma consequência dos tempos que o motiva a tais textos a que chamo de recapitulações. Não é o único: tenho visto outros blogistas apostar na mesma senda. Compreendo, quando os tempos são incertos é preciso revisitarmos as nossas bases. Curiosamente, outros reduziram-se a sombras de si próprios.O seu colega Henrique Raposo por exemplo, que me habituei a pensar como seu contra-ponto, parece reduzido nos último tempos à crítica de livros e filmes e à comédia dos pequenos costumes (Portugueses). Onde estão os ataques ad-hominem que faziam a vitalidade dele, crónica atrás de crónica? Se ainda houver dois por semana, já é uma festa.

E isto também é um sinal de encruzilhada em que estamos. Dum lado, reconhecer a necessidade de mudar antes que tudo piore, do outro, o suspense mudo, a respiração sustida, à espera que o milagre prometido ocorra. E no entretanto, tudo o que vier à rede é peixe... para ambos os lados.
Re: 'Para ser alternativa, muda de vida!
Re: 'Para ser alternativa, muda de vida! (1/2)
Re: 'Para ser alternativa, muda de vida!
Re: 'Para ser alternativa, muda de vida!
Re: 'Para ser alternativa, muda de vida!
Alternativa; este não é o momento.
DO, colocando-se no papel de fazedor de opinião e procurando orientar politicamente "os vários atores políticos e sociais", pintou-nos hoje um quadro negro do nosso país, apontando-o como "cenário de saque", onde se torna provável a catastrófica saída do euro e onde "gente perigosa" da direita espreita o poder. Tenta com a sua crónica instrumentalizar os militantes do PS, do PCP, do BE tendo em vista condicionar os respectivos dirigentes partidários no sentido de agirem de forma mais agressiva perante as medidas correctivas que estão sendo aplicadas no nosso país. Porém o cenário real do nosso país é outro; apesar dos confrontos políticos, tem-se verificado em todos os quadrantes partidários um generalizado sentido de responsabilidade, o qual nos vai permitindo sair da crise sem convulsões sociais graves, o que parece não agradar a Daniel. Todos sabemos que as dificuldades do presente são no seu essencial o resultado das opções feitas pelos governos do país no passado. Que me recorde nem DO nem os dirigentes partidários que este pretende condicionar na sua actuação, alguma vez procuraram contrariar as políticas económicas que eram seguidas pelos nossos governos, levantando a sua voz para pedir moderação salarial, menos investimentos públicos, menos crédito à habitação e ao consumo, factores que estão na base do problema que hoje estamos a resolver. Antes pelo contrário, por isso o momento de DO falar com pertinência era ontem e não hoje.
Re: Alternativa; este não é o momento.
Re: Alternativa; este não é o momento.
Re: Alternativa; este não é o momento.
Re: Alternativa; este não é o momento.
Re: Alternativa; este não é o momento.
Bater no mesmo
DO bate no mesmo de 2º a 6ª.Já começa a não haver pachorra para o ler quanto mais para o comentar.Faz lembrar aqueles tempos da UEC aguerrida com o balde da cola em que os jovens militantes comunistas,seguindo ás cegas as ordens de Cunhal, colavam as palavras de ordem do partido em tudo o que era sítio.
Portugal hoje vive um momento único,mas de recuperação da grave situação em que o PS de Sócrates o deixou.Louçã teve culpas nisso,alinhou-se num certo momento com o PS,numa secreta esperança de ver o Bloco no Governo:
Mas o Povo Português está aí a dar resposta á crise e já está farto destas carpideiras que todos os dias no que escrevem ou dizem só sabem dizer mal,deitar abaixo,como se fossem eles os santinhos e imaculados do altar e os outros, os pecadores e condenados ao purgatório
o Povo Português está aí a dar resposta á cris????
Re: o Povo Português está aí a dar resposta á cris
Re: o Povo Português está aí a dar resposta á cris
Re: Bater no mesmo
Re: Bater no mesmo
Re: Bater no mesmo
Re: Bater no mesmo
Gostei
Caro DO

Acho que hoje trouxe-nos uma análise completa e interessante do panorama político português. Não concordo com tudo, mas fico feliz por vê-lo de volta.

Cmps,

António

oreivaivestido.blogspot.com
para-ser-alternativa-muda-de-vida
O outro dia alguém dizia que os tempos são difíceis, mas acima de tudo há que fazer nascer novamente aquele patriotismo que ainda vive em muita gente de idade que teima em andar por aí. A questão do que se está a passar neste momento é de tal maneira grave que não deve ser abafada por idealismos. Pertence à maioria, porque com ela só ganha uma minoria restrita. Depois continuou que vender ou melhor dar um BPN aos amigos por preços de saldo e fazer o mesmo com o Pavilhão Atlântico por 1/3 do custo de construção é algo que não pode deixar indiferente nenhum português independente das suas ideologias. Se a PS anda a fazer diligências devido à privatizações da EDP e REN, já não é só fumo, mas deve andar por lá muito fogo.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/07/genro-de-cavaco-compra-pavilhao.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/03/salarios-milionarios-de-portugal.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/bpn-fraude-sem-castigo.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/07/argentina-memorias-do-saque.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/04/destruicao-da-argentina-o-sonho-de-jose.html
Eu tenho outra teoria.
O conceito direita/esquerda ardeu. O PS tem políticas que antes se consideravam de direita e o CDS está preocupado com o social. A economia domina cada vez mais a vida das pessoas em detrimento das ideologias políticas.
A tendência europeia é de integração da governação económica, reforçando essa tendência.
Assim, as correntes de governação serão com mais ou menos intervenção do Estado. Mais intervenção corresponde a mais apoio social e mais impostos para financiar esse apoio e menos intervenção corresponde a menos apoio.
Os sindicatos vão ter tendência a desaparecer em detrimento dos movimentos de cidadania, à medida que a sua base de apoio vai diminuindo (funcionários públicos e de empresas públicas, basicamente).
Governantes mais responsáveis. Como se tem visto (por exemplo no caso Relvas), os escândalos e trafulhices dos governantes são logo descobertas. Os governantes vão ter de ser mais honestos. Só falta mesmo a justiça funcionar para isso se tornar mesmo real.
Depois do sector terciário dominar a economia portuguesa, assiste-se a uma viragem para o sector primário. Aliás, verifica-se que a nível mundial, os países com um sector primário (especialmente, os ricos em matérias primas do sector energético) têm vindo a resistir à crise. As pesquisas a nível mineiro, petróleo e gás em Portugal revelam essa vontade.
A substantiva força da vacuidade
Muitas vezes me indaguei sobre a razão do protagonismo "oferecido" a DO. Agora entendo: é a substância da vacuidade. O tipo de discurso que, por mais que se esprema, além dos triviais lugares-comuns extraídos do discurso do nada e de uma pseudo-moral patrioteira, nada mais se obtém.

Os “seguidores” que me apontem uma ideia em concreto.

Sim, reconheço como deslumbra as almas simples. Recorda-me em Angola, escutar Nito Alves com discursos pretensiosos, a misturar citações leninistas, revolução cultural, práticas estalinistas, poder negro e apelos ao pragmatismo com argumentos demagógicos, em que o povo exultava. Não porque tivesse entendido, mas porque nunca tinham ouvido um “falar tão bonito” de um deles.

Basta ler o “naco”: “corte com o deslumbramento de recém-estrangeirado e com uma cultura de subjugação ao poder financeiro, dando lugar a um pragmatismo patriótico que não a leve na enxurrada do descontentamento que virá” -, pedaço para incluir na oração: meu Deus, perdoai-lhe porque não sabe o que diz.

E considerar mais PROSAICO (sabendo o significado, entende-se a presença na frase, por o autor gostar da palavra) libertar o movimento sindical da tutela partidária, como se ele existisse sem tal tutela … ao lancinante apelo contra o saque do País, como se a situação em que o país se encontra, não se devesse a JÁ ter sido saqueado…

… demonstra que, este, continua ser é um espaço a evitar
Re: A substantiva força da vacuidade
Re: A substantiva força da vacuidade
DO
Espero que quando tiver oportunidade de ter a minha alternativa, que seja no Campo Pequeno e na vez de toiros sejam políticos e afins!
Em termos de masturbação mental
prefiro o Marcelo Rebelo de Sousa, pois varia mais.
Peça emprestado e depois pronuncie-se
Sempre gostava de ver, do alto da sua centelha luminosa, como procederia se pedisse emprestado e depois se comportasse,como diz que se comporta...
é que entre a promessa de comportamento(que alimenta alguns sonhos) e a forma de comportamento vai uma grande distância...
Gostava de o ver pedir emprestado (não que queira o seu mal, mas gostava de o testar)...
"eles falam falam falam, mas eu não os vejo a fazerem nada...", ao contrário do governo, que, bem ou mal, alguma coisa tem tentado fazer...
Alguns comentadores só haviam de descansar no dia em que estivessemos como a Grécia...mas,felizmente, ainda há alguém no país que quer contrariar esse cenário...não o BE,nem o PC... temos pena, meu caro DO.
Re: Peça emprestado e depois pronuncie-se
Re: Peça emprestado e depois pronuncie-se
Só falta 1 parágrafo...
...para dizer que afinal tudo isto é um problema no qual não se deve mexer... mas que temos vontade... mas primeiro muda tu... pois assim eu mudo sempre a seguir e melhor que tu...
O boneco esquerdoide DO descobriu finalmente
... que o mundo mudou !!! Ha, Ha, mais vale tarde do qe nunca! Será que vai mudar em conformidade? Esperemos sentados!
Dedicatória
Desejo ao Daniel Oliveira um bom João César das Neves.
Vê-se!
Por enquanto, todos parecem continuar a fazer tudo como antes.

Isso é bastante vísivel nas crónicas do Daniel Oliveira.
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Edição Diária 17.Abr.2014

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