Para onde vai o aeroporto das companhias low cost?
Governo fala em Alverca, Sintra, Montijo, Monte Real e Beja para complementar a operação do aeroporto de Lisboa, mas Ota e Alcochete podem entrar na equação. A decisão será tomada em abril e, para já, a solução que reúne maior consenso é a do Montijo.
O enfiamento não é um problema, e controladores aéreos dizem que é perfeitamente possível ter dois movimentos em simultâneo, considerando o tipo de naves das low-costs. Obviamente haveria mais problemas se fossem dois A340 ou 747s a fazer a manobra em simultâneo, mas os aviões das low-costs não são esses...
Depois, quem achar que isto não funciona, deveria ver como as pistas de Madrid, só para dar o exemplo mais próximo, estão enfiadas!
Independente das ideologias de cada um e das opiniões de todos, por convicção ou interesses pessoais ou outros, com esta mentalidade o País nunca mais vai em frente e é também uma das razões porque chegamos até aqui. Depois de tanta discussão sobre a Portela, Ota e finalmente Alcochete, onde o consenso por este último era mais ou menos consensual, desde Cavaco a Ferreira Leite, faltava agora vir este governo deitar tudo para o caixote do lixo. A não ser que não passe de uma manobra para distrair como aconteceu com o TGV, que em vez de uma linha tão protestada, Lisboa/Madrid, decidiu-se por duas Aveiro/Vilar Formoso, ou até três Sines/Caia, mas que passou a chamar-lhe um nome diferente. Assim a fazer e a desfazer, sempre vamos tendo que fazer, mas não vamos fazer nada. Temos política a mais e decisões técnicas a menos. A Espanha aqui ao lado fez um plano por dez anos para ser cumprido, independente do governo e da sua cor.
A Ota, Monte Real e Beja são simplesmente demasiado longe de Lisboa para servirem para passageiros. Alcochete não existe. Sintra tem pouca pista (?) e uma serra: não deve dar muito jeito para manobrar aviões. Um dia de nevoeiro e ainda estragam o palácio da pena. As escolhas óbvias são Alverca e Montijo.
Quem tiver o mínimo de idscernimento, percebe que Alverca é a solução para as low-cost: óptima pista, óptima localização em termos de transportes, quer de estrada, quer de comboio, e o que mais perto está da Portela...
a regra de acentuação da contracção do artigo definido "a" e da preposição "a" dá à e nunca á. Muito agradeciam os leitores dos seus artigos de lesse a gramática na parte que diz "regras de acentuação" que o novo acordo não alterou. Desde já muito obrigada.
Aproveitar as infra-estruturas existentes e uma excelente ideia. Muitas das bases da RYANAIR, por essa Europa fora são antigas bases militares desactivadas para esse fim, e agora adaptadas a aeroportos. De que estamos a espera?
Os factos:
1. Pista para qualquer tipo de avião, portanto voos europeus e intercontinentais (só Alverca e Montijo);
2. Possibilidade de aproximação partilhado com a Portela (só Alverca e Montijo);
3. Pista praticamente paralela à Portela (só Alverca) permitindo esquema de aprox./levant./etc. em sintonia com os movimentos da Portela mas sem interferir com a Portela, ao contrário do Montijo;
4. Existência de infra-estruturas de transportes no local, sem ter que recorrer a grandes obras (só Alverca, tem uma estação de comboio ao lado do aeroporto, uma estrada nacional a 400m (com carreiras de autocarro existente) e duas auto-estradas a menos de 1km, a A1 e A9);
5. Ligações ferroviárias sub-urbanas, regionais e de longo curso no local (só Alverca);
6. Ecovia pedestre / ciclável no local (só Alverca - Caminho do Tejo Lisboa-Fátima);
7. Não interferência com operações militares (só Alverca - Sintra é uma base de treino e vigilância importante, e Montijo de transportes e de patrulhamento);
8. Proximidade do centro de Lisboa (Alverca);
9. Proximidade do Aeroporto de Lisboa para ligações entre os dois aeroportos através de autocarro, shuttle, taxi ou comboio + metro (Alverca).
10. Proximidade de locais turísticos importantes para congressos e com acesso em transportes públicos (Expo, Belém, Universidade de Lisboa, Estoril) (Alverca).
etc...
Tanto Alverca como Montijo estão perto do rio, numa zona de maré. O solo tem consistência para aguentar o peso de aviões de grande porte? Qual seria o limite?
Algum engenheiro por ali para ajudar-me?
Cumps.
Para curto prazo ALVERCA seria o melhor . A longo prazo e é a minha escolha preferida seria Beja . Tem tudo para ser 1 grande aeroporto desde condições climatéricas, grandes espaços de manobra de aviões , plataforma de grandes reparações de manutênção da industria aeronáutica , perto de Sines , praias ( Algarve e Sudoeste Alentejano).Deixaria Lisboa desafogada em trânsito , teria maior desenvolvimento ao interior , mais populações e maior riqueza . Claro que seria obrigatório fazer melhorias de acessos e de rapidez ( Linha férrea de alta velocidade par Lisboa e Albufeira). Lisboa ficaria a 1hora e Albufeira a 1/2 hora ,o que não era muito tempo pois hoje já se demora do aeroporto á baixa ( hora de ponta).A decisão vai ser a mesma de sempre , vão pôr á porta de alguêm que têm interesse, depois pagamos todos por burrice de alguns. Quem escreve tem 40 anos de aviação !
Para quê inventar? TEMOS O AEROPORTO DE BEJA - que até já passou para a A.N.A. - CONSTRUÍDO RECENTEMENTE E COM TODAS AS VALÊNCIAS NECESSÁRIAS.
Tem as maiores pistas do país onde aterra qualquer avião.
Para quê ir construir outra infraestrutura se já temos uma?!
Nem posso acreditar que ainda existem dúvidas.
Distâncias
O Aeroporto de Beja fica a:
1H30 do centro de Lisboa (sempre em auto-estrada),
1H00 da Costa Alentejana,
1H15 de Albufeira (em IP e AE)
e perto da Barragem de Alqueva, Évora, Beja, etc.
Nada complicado para os normais transfers de autocarro, diretamente ao hóteis.
Como se vê em muitos comentários (uns mais validos que outros) e nos videos, esta escolha não é tão facil como parece.
Para mim a escolha de beja está fora de questão. É demasiado longe, na minha opinião. Alverca como foi dito tem boas infra estruturas, mas tem uma capacidade de operação\expansão limitada, montijo tem boas condiçoes aéreas, mas condições de transportes menores.
Para isso é que se fazem estudos, e deve-se estudar estas condições todas.
Espero que para bem de todos nós, esta escolha seja apenas e só técnico\economica e nunca politica\dar jeito ao amigo que tem la uns terrenos
É a melhor expressão que encontro para esta dúvida.
Antes de 74, foi feito um plano para uma plataforma na peninsula Ibérica que pudesse dar resposta a um volume de tráfego aéreo intenso. Muito assertivo e visionário para a época. Não se concretizou talvez devido a divergências políticas e daí apareceu a opção portuguesa, que ainda hoje se continua a discutir.
Não faz qualquer sentido edificar novas estações aeroportuárias (seja de raiz ou aproveitamentos), o que faz sentido é melhorar as ligações terrestres entre as que estão no activo, que funcionam, que dão perfeita resposta à demanda, que estão àquem das suas capacidades máximas (Porto, Lisboa e Faro, falando apenas do continente), tecinamente falando e que têm awareness nos emissores..
Para os leigos (escreve um ignorante), os aviões servem pessoas que viajam por motivações diversas, essas motivações devem encaixar-se na oferta instalada de um destino ou de um país. Alinhar o desenvolvimento pela demanda derivada do crescimento de companhias aéreas, é um erro estratégico crasso e muito volátil.
Para quem compara os nossos possíveis aeroportos com outros europeus como Stanstead, deve primeiro perceber porque eles cresceram e como se organizaram os outros ditos primários.
Falar de Beja como aeroporto só faz sentido caso exista um plano de longo prazo para o desenvolvimento de duas regiões, Alentejo e Extremadura espanhola, ao nível da indústria transformadora, de serviços e de turismo.
Iria desentupir a Portela e na medida em que descentralizava, serviria melhor as zonas interiores.
A ideia de um aeroporto em Alcochete para substituir a Portela tecnicamente é boa, mas economicamente uma utopia, porque o país não tem dinheiro para isso.
Note-se que a Portela nem é dos piores aeroportos do mundo, por sobrevoar Lisboa.
Bem pior está São Paulo com Congonhas e Guarulhos, para não falar do Rio de Janeiro com o Santos-Dumont
Resta saber se os militares vão na conversa.