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Para o ano há mais Alive

Radiohead encerraram ontem o Optimus Alive 2012, perante 55 mil pessoas.
Radiohead encheram o recinto
Radiohead encheram o recinto / Nuno Fox

Pouco saudosistas e sem concessões em relação ao passado foi como os ingleses Radiohead se apresentaram no domingo no festival Optimus Alive, admitindo, perante 55 mil pessoas, que dez anos foi uma longa ausência.

"Dez anos é de facto muito tempo. Obrigada por terem vindo todos", disse o vocalista, Thom Yorke, numa rara ocasião em que se dirigiu diretamente ao público sem ser para interpretar o repertório durante mais de duas horas.

Houve músicas para quase todos os públicos dos Radiohead, do passado e do presente, dos adolescentes que estavam nas primeiras filas e dos adultos das últimas.

Banda que se conhece muito bem em palco, os Radiohead focaram-se nas músicas mais recentes. Assim era esperado, tendo em conta o que têm tocado noutros países. Guardaram para os "encores" uma curta viagem ao passado, com "Paranoid Android" ou "Street Spirit". Quase tudo o resto foi feito com as subtilezas da guitarra de Johnny Greenwood, de ritmos rendilhados das duas baterias, da excelente forma física da voz de Thom Yorke e de canções como "Bloom", "Lotus Flower" e "15 Step".

Nos três dias do festival estiveram cerca de 155 mil pessoas, segundo a organização.

Silêncio para ouvir Radiohead


Durante o concerto dos Radiohead, as alternativas musicais eram nulas, porque fez-se silêncio em todos os outros palcos. Algumas centenas de pessoas aproveitaram para jantar, beber umas cervejas e pôr a conversa em dia, mas sempre ao som do grupo, já que era audível em todo o recinto.

Não foram só os Radiohead a terem a maior enchente de todos os concertos que deram em Portugal. O mesmo aconteceu aos portugueses Paus, os primeiros a entrar em ação no palco maior.

A banda, que tem a bateria siamesa como protagonista, gozou da vantagem de tocar no dia dos Radiohead - que esgotaram o recinto - e tiveram casa cheia para mostrar os temas do EP "É uma Água" e o primeiro álbum, "Paus".

"Mudo e Surdo", "Deixa-me ser", com o guitarrista Makoto Yagyu a mergulhar na audiência, "Mete as mãos à boca" e "Tronco nu" foram quatro dos oito temas que os quatro músicos tocaram.

Seguiram-se os britânicos The Kooks, que apresentaram temas do novo álbum, "Junk of the Heart", editado em setembro, mas não deixaram de fora êxitos mais antigos como "Ooh La" e "Seaside".

Concertos começaram às 17h


No palco Heineken, o dia começou pelas 17h com o soul rock do norte-americano Eli "Paperboy" Reed, que arrancou com a tenda a meio gás, mas foi chamando quem começava a chegar ao festival.

Muitos ficaram depois para assistir à estreia em Portugal do britânico Miles Kane, metade dos The Last Shadow Puppets, que foi recebido pelo público com bastantes aplausos.

O cantor, de camisa preta e calças justas brancas com pintas de leopardo pretas, garantiu estar "muito entusiasmado" e os espectadores responderam à altura com coros e palmas.

O palco manteve-se cheio para receber os norte-americanos Warpaint, com o público sempre a acompanhar a banda, e para os britânicos The Maccabees, também bem recebidos pela plateia e com direito aos Parabéns a um dos músicos.

Música portuguesa no Clubbing


A música eletrónica do palco Clubbing deu hoje lugar, pelo menos nas primeiras horas, à música portuguesa, abrindo com os Laia, que provaram que o rock mais experimental também combina com guitarras portuguesas e adufes. Entre os originais da banda houve tempo para uma versão de "Lembra-me um sonho lindo", de Fausto Bordalo Dias.

Depois dos Best Youth e de Márcia, surpreendida por ver o público a entoar as canções do disco "Dá", entrou em cena B Fachada, munido de um par de teclados e ritmos eletrónicos. "Eu sei que há músicas pedidas, eu adorava, mas infelizmente o meu karaoke não está preparado para todo o repertório", disse o músico, que fez a festa em torno do novo álbum, "Criôlo", a editar no fim do mês.

Estava B. Fachada a terminar de tocar uma canção nova, "Carlos Tê", quando os Mazzy Star atuavam no palco paralelo a uns metros de distância, com a voz de Hope Sandoval embalada pela guitarra de Josh Yenne como se o tempo não tivesse passado por ela e pelas canções antigas, já que o grupo não edita disco novo desde 1996.

A noite terminou com atuações dos SBTRKT, The Kills e Metronomy no palco Heineken, e com Carbon Airways, Moulinex + Xinobi e Seth Troxler, no palco Optimus Clubbing.



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Esperamos.....
Esperemos que também haja mais dinheiro.....

Mas duvido.
...
Eu não fui ver nenhum concerto ... mas pelo que vi na SIC... as pessoas estavam alegres ... dançaram toda a noite ... e a música como forma de alta filosofia fez viver e absorver todos os momentos ... E isto é Viver! ... homenageando assim o termo Alive!

Para o Ano que faça Viver de novo e muito as pessoas!
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