Siga-nos

Perfil

Expresso

  • O Mosteiro renascido

    Cultura

    Valdemar Cruz

    Há longos anos afastado do olhar do comum dos mortais, o Mosteiro de Leça do Balio regressa à vida com uma exposição destinada a explorar a sua ligação ao caminho de Santiago e com a proposta de um novo edifício da autoria de Álvaro Siza

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Coloco este nome no título, porque se trata de um ex-ministro da Cultura (ainda que episodicamente) e deputado do partido do Governo. Podia pôr outros, por exemplo o do cronista Rui Tavares, no ‘Público’. E faço-o por uma questão concreta, pouco importante mas muito falada: o jantar da Web Summit no Panteão. Uma enorme carneirada, a quem pouca gente escapou, arrastada pela irracionalidade de redes sociais, decidiu que era crime de lesa-pátria. O primeiro-ministro, com a sua habilidadezinha, recordou que a possibilidade de haver um jantar ali se devia a um despacho do anterior Governo. Com isso conseguiu politizar a matilha

  • Ministro da Cultura sobre Convento de Cristo: “São apenas algumas telhas e uns fragmentos pétreos”

    Cultura

    Alexandra Carita

    Luís Filipe Castro Mendes não quis dar grandes explicações sobre os recentes acontecimentos no monumento Património da Humanidade, em Tomar. Esta terça-feira, na audição na Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, na Assembleia da República, defendeu que só os resultados do inquérito já aberto poderão dizer o que se passou e avaliar os danos alegadamente provocados pela rodagem do filme do Monty Python Terry Gilliam. As respostas serão dadas daqui a 20 dias. Até lá o ministro deixa escapar que a situação não deverá ser tão grave como aparenta

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    O historiador Chris Whitehead refere-se à memória e representação pública do Holocausto como “horror confortável”. A expressão pode ser chocante mais é adequada. É o estatuto de excepcionalidade que permite tornar o Holocausto confortável para todos. As pessoas sabem como se relacionar com o Holocausto.Ele acaba por ser usado como foco de todo o sofrimento e culpa, evitando novos temas (presentes ou passados) que, para um europeu que não seja alemão, podem ser mais embaraçantes. O debate europeu sobre o cosmopolitismo, multicuralismo e nacionalismo é estéril se ignorar a história colonial da Europa. Mesmo que seja incrivelmente confortável não o fazermos e deixarmos todo o fardo da culpa em cima dos ombros alemães. O sentimento de culpa alemã teve a enorme vantagem de os prevenir contra as suas pulsões xenófobas. Teve a enorme desvantagem de dar aos restantes europeus um falso sentimento de superioridade moral, que não os defendeu dos seus próprios fantasmas. Como temos visto