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Expresso

  • Coluna de alterne

    Comendador Marques de Correia

    Coluna fidelíssima e sem dúvidas que não advenham de hesitações, que por sua vez são provocadas por insegurança – coisa que se trata com comprimidos – viveu e vive na esperança do milagre. Pensou que seria possível o Santo Padre ganhar o Festival da Canção, o Benfica presidir às Cerimónias do Centenário de Fátima e Salvador Sobral ganhar o campeonato nacional. Isso sim seria um milagre. De qualquer modo, as coisas correrem muito bem, embora se sinta uma certa desilusão por o céu não se ter rasgado e Marcelo Rebelo de Sousa descer para cima de uma azinheira, mostrando que os seus afetos não são inferiores aos da Mãe de Deus

  • Neste Europeu não se joga à bola, canta-se

    Sociedade

    Marta Gonçalves

    Era espetáculo que movia multidões. Todos os anos, o ritual era quase sempre o mesmo: chegava à hora do Festival da Canção, os mais novos largavam as brincadeiras de rua e corriam para casa. Em frente ao televisor, miúdos e graúdos ouviam com atenção cada uma das músicas e, alguns, desafiavam o sono ao esperar pelos resultados das votações. Nos últimos anos, as audiências do certame caíram. Apesar disso, todos os anos Sérgio, Joana e Jessica não falham a emissão. Todos eles têm 20 e poucos anos e não viveram período áureo do programa, mas isso não os impede de serem fãs. No dia em que arranca mais uma edição da Eurovisão ( e em que Salvador Sobral sobe ao palco dos sonhos), republicamos um texto com a histórias, loucuras, rituais e sofrimento do verdadeiro eurofã

  • O privilégio da tristeza

    Cultura

    Helena Bento

    Isto é difícil mas vale a pena, é intrincado mas delicado: “Arca”, o novo álbum do músico e produtor venezuelano Alejandro Ghersi, é um testemunho poderoso e corajoso sobre o amor, a morte, o desejo, a dor e a sexualidade

  • O privilégio da tristeza

    Diário

    Helena Bento

    Isto é difícil mas vale a pena, é intrincado mas delicado: “Arca”, o novo álbum do músico e produtor venezuelano Alejandro Ghersi, é um testemunho poderoso e corajoso sobre o amor, a morte, o desejo, a dor e a sexualidade

  • Gira o mundo e toca a revolução na Casa da Música

    Cultura

    André Manuel Correia

    “Música & Revolução” é o nome de ciclo de três concertos que, ao longo desta semana, vai agitar a Casa da Música com canções banidas pela BBC e peças que causaram escândalo no festival “Proms”

  • Celeste Rodrigues, aos 94 anos: “A vida todos os dias é uma aventura. Gostava de chegar aos 100 e gravar um último disco”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Celeste Rodrigues, fadista, irmã de Amália, continua a cantar aos 94 anos e a deliciar os que a ouvem com a profundidade da sua voz que tem tudo: sentimento, beleza, emoção e sabedoria. A sua história é maior do que a vida, e é sempre arrepiante assistir à maneira como se entrega de cada vez que sobe ao palco ou atua numa casa de fados. Foi nos anos 50 que Celeste atingiu a notoriedade com o tema ‘Olha a Mala’. “Nessa altura deixei de ser chamada ‘a irmã da Amália’. Passei a ser a ‘olha a mala’.”, brinca. Êxitos à parte, Celeste garante que ‘no fado não há mortos nem caídos’ e quer ser recordada mais como ser humano do que como artista. “Nunca tive ambição. Nem a Amália teve. Nunca pensámos ser artistas. Aconteceu tudo de improviso. Ela porque tinha uma voz fantástica. E a minha não é desagradável. Não acordo ninguém. Embalo. É o segredo.” Um episódio especial para ouvir no podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”