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Expresso

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Os principais atores de uma campanha para as autarquias locais deviam ser os candidatos às respetivas câmaras. Todos o sabem, mas também todos perceberam que não o são. Em Portugal, os partidos aproveitam qualquer campanha para fazer política nacional – fazer política talvez seja exagerado, é mais para arremessar acusações que, nas respetivas cabeças, são a parte substancial da política, sem se dignarem, na maioria, em esclarecer o que quer que seja

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    As confusões catalãs quase nos fazem esquecer que as eleições gerais na Alemanha são já no próximo domingo. O facto de não lhes ligarmos assim tanto deve-se, sobretudo, à prevista quarta vitória consecutiva da líder da CDU. Deve-se, ainda, ao facto de Martin Schulz, o novo líder do SPD e que tanto prometera eleitoralmente, chegando ao ponto de se pensar na sua vitória, acabar com a mesma percentagem, ou menor, do que o seu antecessor, Sigmar Gabriel

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Na sexta-feira passada escrevi um texto aqui no Expresso Diário que eu próprio considerei muito irritantemente otimista. Nele afirmava que Macron ia vencer a primeira volta e que Fillon ultrapassaria Le Pen. Esta última parte foi mesmo excessivamente otimista, embora o candidato dos Les Republicains ficasse a escassos 1,5% da líder da Frente Nacional. Recordo, que há uns tempos, há dias, Marine Le Pen era, para quase todos os analistas portugueses, a vencedora da primeira volta. E isso é uma tragédia. Porém, se hoje eu acreditasse na maioria dos comentadores que escrevem na nossa imprensa, foi, de qualquer modo uma tragédia

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    Esperava-se um balanço do seu mandato, uma reflexão sobre o passado recente do País, um testamento político. Qualquer coisa com a grandeza que se pede a um antigo chefe de Estado. Mas se assim fosse, Cavaco não seria Cavaco: um homem que sempre reduziu o País à sua própria pequenez. Ao revelar, tão pouco tempo depois de abandonar a Presidência e quando ainda não pode estar a fazer história, conversas que a tradição sempre manteve reservadas, quebra uma regra de confiança institucional. As conversas de quinta-feira foram entre o Presidente e o primeiro-ministro, não entre Cavaco e Sócrates. A partir de agora, o primeiro-ministro, seja ele qual for, sabe que o que diz ali pode vir a ser publicado pelo Presidente, seja ele quem for. E vice-versa. E isso afeta a informação que um passará a outro, reduzindo os mecanismos de coordenação de que o sistema semipresidencialista depende. Mais uma vez, Cavaco demonstra não compreender que o cargo está acima do homem e que os interesses do País estão acima do seu ressentimento. Que não é, nunca foi, um homem de Estado

  • Há um mês enredados na “prisão do absurdo”

    Diário

    Joana Azevedo Viana

    O Presidente dos EUA voltou à sua bolha de “oxigénio”, enquanto crescem as cisões internas na Casa Branca e as suspeitas de que não vai aguentar nem sequer um ano no cargo para o qual foi eleito. A partir de alguns dos momentos mais importantes das últimas quatro semanas, tentamos antever o que aí vem — quatro mistérios pelos olhos de cinco personagens do show Trump

  • Trump. A vitória mais imprevisível de sempre

    Internacional

    Joana Azevedo Viana

    Provavelmente contam-se pelos dedos das mãos as sondagens que, de entre as centenas divulgadas ao longo da campanha eleitoral, previram a vitória de Donald Trump. Candidatou-se contra o sistema, contra os políticos, contra os "politicamente corretos" e os "liberais de esquerda", até contra o próprio Partido Republicano, que nunca o quis a disputar a Casa Branca. Contra tudo o que era esperado, a contagem dos votos ao longo desta madrugada aponta para a sua vitória incontestável. Será a ele, o líder da campanha mais racista, sexista e imprópria de que há memória nos EUA, que Barack Obama passará o testemunho em janeiro. Ninguém sabe realmente o que esperar a partir daí