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Expresso

  • Reino Unido perde rating triplo A

    Economia

    Jorge Nascimento Rodrigues

    Ao fim de trinta e oito anos, a agência de notação S&P acaba de cortar o rating da dívida britânica de triplo A para AA e com perspetiva negativa. Esta agência era a única das três grandes que mantinha o Reino Unido no escalão máximo. Fitch corta para AA

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    O sistema de rating permite que cada trabalhador viva debaixo de um despotismo sem limites de um patrão caprichoso, omnipresente e omnipotente. Sobrevalorizando as qualidades sociais dos trabalhadores e subvalorizando as suas qualidades técnicas, o sistema de rating promove uma relação servil entre empregado e cliente. Como cliente, eu ficarei seguramente a ganhar. Poderemos viver numa redoma asséptica onde tudo cumpre a função de nos proteger de qualquer contrariedade. Incluindo a contrariedade de ouvir opiniões que nos desagradam, ver pessoas com um aspecto que nos incomoda, sentir coisas que nos contrariam, num exercício quotidiano e quase infantil de autocentramento e comodismo. Não discuto que, do ponto de vista do mercado, esta forma de nos relacionarmos com os serviços que nos são oferecidos é de uma enorme eficácia. A questão é se queremos viver numa sociedade em que todos somos, à vez, ditadores e servos, senhores absolutos do nosso quotidiano, quando não estamos a trabalhar, e trabalhadores amputados de personalidade quando servimos os outros. O problema dos ratings é que essa avaliação, por ser espontânea, não se rege por princípios técnicos, éticos, legais ou de razoabilidade. Enquanto isso servir para coisas pouco relevantes não me tira o sono. O problema é quando o nosso trabalho e a nossa sobrevivência depende disso