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Expresso

  • O homem que vive à procura do livro certo

    Cultura

    Luciana Leiderfarb

    Um mundo com livros não significa um mundo com leitores. Perderam-se ambos num ponto nebuloso deste nosso tempo. Nunca houve tantos livros escritos, impressos e comprados como hoje e, paradoxalmente, nunca se leu tão pouco. O trabalho de Maurício Leite existe para que se voltem a encontrar. Dele é o projeto Mala de Leitura, já distinguido pela Unesco, criado para que os livros circulem e pelo caminho descubram o seu leitor particular

  • O homem que vive à procura do livro certo

    Diário

    Luciana Leiderfarb

    Um mundo com livros não significa um mundo com leitores. Perderam-se ambos num ponto nebuloso deste nosso tempo. Nunca houve tantos livros escritos, impressos e comprados como hoje e, paradoxalmente, nunca se leu tão pouco. O trabalho de Maurício Leite existe para que se voltem a encontrar. Dele é o projeto Mala de Leitura, já distinguido pela Unesco, criado para que os livros circulem e pelo caminho descubram o seu leitor particular

  • David Lodge: “A vida criativa 
é finita”

    Sociedade

    Luís M. Faria (entrevista), António Bernardo (fotografia)

    O escritor britânico, conhecido pelos seus romances cómicos em ambiente académico, veio a Portugal participar num festival em Cascais. O seu último livro é uma autobiografia. Antes publicara uma história baseada em parte na sua experiência pessoal com uma limitação física bastante comum

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    Em todo o lado há escritores de obras de entretenimento e um dos géneros mais em voga é esta espécie de romances históricos, quase sempre repletos de revelações estapafúrdias e teorias da conspiração, em que autores sem instrumentos de investigação básicos dão abadas a historiadores experimentados. Mas há mundos que não é suposto tocarem-se sem estarem protegidos pelo escudo da ironia. George Steiner não faz críticas a livros de Dan Brown porque George Steiner escreve, entre outras coisas, sobre literatura e Dan Brown apenas escreve livros. Qualquer embate seria um ato de arrogância de um e de atrevimento de outro. Tirem-se os livros que Dan Brown leu e ponham-se no seu lugar as buscas na Internet que José Rodrigues dos Santos fez e temos um bom retrato do jornalista. A razão pela qual conseguiu, com tanta facilidade, ser admitido num debate historiográfico sobre o marxismo feito em jornais de referência, para o qual obviamente lhe falta o equipamento cultural e intelectual, não é a magnânima e descomplexada atitude dos nossos intelectuais. É a nossa elite ser tão frágil que até delírios ligeiros de literatura de aeroporto têm de ser rebatidos para não ganharem estatuto público de verdade científica