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Expresso

  • César Mourão: “Não me rio com quase nada”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    A César o que é de César, e ele tem um talento particular a fazer comédia sem rede e sem guião, a que nos faz rir do imprevisto. Por isso mesmo, prepara-se para estrear este domingo, dia 19, na SIC, o programa “D´Improviso”, onde desafiará figuras públicas a improvisar em situações inusitadas. Nesta conversa o ator, que tem andado pelos caminhos da comédia, revela que não é de riso fácil e sabe bem que o sucesso e a popularidade têm um prazo: “Isto não vai durar sempre. Tenho a impressão de que estou em late check out num quarto de hotel maravilhoso, com a senhora da receção sempre a ligar-me: ‘Olhe, está aqui mais gente para ocupar o quarto... Queremos limpá-lo.’ Por isso tenho sempre a mala meio feita.” César revela ainda o seu lado mais tímido e melancólico, a relação com a filha e alguns ‘superpoderes’ que fazem dele um artista virtuoso. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas"

  • Os vizinhos de Siza vão para o CCB

    Sociedade

    Valdemar Cruz

    Durante vários meses de 2016, Álvaro Siza regressou a quatro bairros sociais construídos em diferentes épocas no Porto, Veneza, Haia e Berlim. Da visita resultou uma exposição apresentada na Bienal de Veneza, que agora chega a Lisboa

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Coloco este nome no título, porque se trata de um ex-ministro da Cultura (ainda que episodicamente) e deputado do partido do Governo. Podia pôr outros, por exemplo o do cronista Rui Tavares, no ‘Público’. E faço-o por uma questão concreta, pouco importante mas muito falada: o jantar da Web Summit no Panteão. Uma enorme carneirada, a quem pouca gente escapou, arrastada pela irracionalidade de redes sociais, decidiu que era crime de lesa-pátria. O primeiro-ministro, com a sua habilidadezinha, recordou que a possibilidade de haver um jantar ali se devia a um despacho do anterior Governo. Com isso conseguiu politizar a matilha

  • Serralves propõe uma viagem ao mundo do realizador Jonas Mekas

    Cultura

    André Manuel Correia 

    É uma semana dedicada à cinematografia de um homem com 94 anos de idade, tido como o mais importante realizador de vanguarda norte-americano. Após ter chegado a Nova Iorque em 1949 como um exilado da Segunda Guerra Mundial, iniciou um longo percurso que o levou a trabalhar com artistas como Salvador Dalí, Andy Warhol, John Lennon ou Yoko Ono

  • Eduardo Gageiro: “Tenho pena de não ter fotografado Salazar a cair da cadeira. No caixão ele parecia um abutre”

    Podcasts

    Chamam-lhe o “fotógrafo do povo e da revolução”. Ele confessa-se “um homem de coragem por trás de uma máquina”. Aos 82 anos, Eduardo Gageiro conta a sua história e as histórias do país que documenta desde os 12 anos, quando tomou de empréstimo uma máquina de plástico do irmão. Numa época em que ser fotógrafo de jornais era tantas vezes ser um mero “bate-chapas” do sistema, Gageiro arriscou ir além: revelou o Portugal a preto e branco de Salazar, a tragédia das cheias de 1967 (que aconteceu há 50 anos), esteve na linha da frente do 25 de Abril, registou o atentado nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, ou as glórias de Eusébio e Amália. Nesta conversa, Gageiro faz contas à vida, à doença e à solidão, assume um certo mau feitio, mas assegura que “nunca foi mau para ninguém” e espera “durar mais dois anitos” para ver a inauguração da sua Casa da Imagem. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”