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Expresso

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    O primeiro-ministro, que aproveitou o 1º de Maio para escrever (no ‘DN’) sobre alguns temas laborais quentes sem o ardor dos manifestantes da CGTP ou da UGT, disse diversas coisas acertadas, nomeadamente – e talvez a mais importante – que “a competitividade da nossa economia não pode assentar em salários baixos e na limitação dos direitos dos trabalhadores”. O problema é quando, ou por convicção ou para agradar aos parceiros, coloca “o combate à precariedade como prioridade absoluta”

  • O ano em que o Sol vai girar em torno da Terra

    Sociedade

    Ricardo Costa

    Eis o resumo do futuro do mundo: terrorismo, crise dos refugiados, ressurgimento da xenofobia, protecionismo comercial, aparente escalada nuclear e implosão dos sistemas partidários. E algo de bom? Sim, claro. Vamos estar longe de tudo isto. Como sempre estivemos

  • “No mundo dos robôs, há espaço para os humanos”

    Economia

    Joana Madeira Pereira

    A afirmação do título também pode mudar de sujeitos: no mundo dos humanos, há lugar para os robôs. Para Manuela Veloso, que há 30 anos investiga e dá aulas em Pittsburgh, nos Estados Unidos, o futuro está longe dos filmes catastrofistas em que a inteligência artificial (IA) toma conta da humanidade. Os robôs ainda sabem fazer “poucas coisas” e “terão sempre limitações”, pelo que a colaboração entre homem e máquina será obrigatória. É este conceito de “automação simbiótica”, entre a IA e a humanidade, que está na base do trabalho da equipa de Veloso, a portuguesa que está a revolucionar a robótica no mundo, que fundou o campeonato de futebol mundial entre robôs (o RoboCup) e que já recebeu o prémio de carreira atribuído pela Fundação Nacional de Ciências norte-americana. Esteve de visita a Portugal, como oradora no encontro anual do Conselho da Diáspora, que junta portugueses de renome espalhados pelos cinco continentes (a 22 de dezembro) e que, nesta edição, discutiu o tema “Gerir na Era Digital”. Em Portugal, Manuela Veloso está longe do seu assistente pessoal. Um robô, claro. Os “cobots” (collaborative robots), que navegam pela Faculdade de Ciências Computacionais da Carnegie Mellon e executam tarefas: libertam os humanos das funções mais rotineiras e, quando precisam, pedem ajuda. “Estão cá para nos ajudar. Nós é que os inventámos”, diz.

  • “A Europa vive uma crise existencial”

    Política

    Ângela Silva e Luís Barra

    Arrumou “com muito orgulho” o trabalho que fez com Passos Coelho sob a batuta da troika. E é com indisfarçável brio que hoje ajuda António Costa a puxar por Portugal na Europa. “Peixe na água” lá fora, Carlos Moedas anda cá dentro a desafiar empresas e universidades a candidatarem-se à “pipa de massa” do Plano Juncker para investigação e inovação. A divisão do futuro “não é entre esquerda e direita”, diz. “É entre mundo aberto e mundo fechado”

  • Temos de falar sobre 
a Uber

    Sociedade

    Nelson Marques

    Depois dos taxistas, a próxima grande ameaça da multinacional poderá vir de dentro, dos seus motoristas. Está a maior startup do mundo a fomentar uma cultura onde o trabalho independente é a norma? Ou a criar oportunidades num mercado de trabalho em crise? O debate sobre a “uberização” da economia está aceso e promete durar