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Expresso

  • “Tino de Rans” quer formar partido PA

    Política

    Lusa

    A sigla será PA, relativa a “Povo Acordado” ou a “Partido ânimo”. Vitorino Silva, o ex-candidato às eleições presidenciais, quer formar um partido e vai efetuar uma viagem de 24 horas pelo país, no próximo dia 10 de junho, para referendar o seu nome

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    Esta campanha começou com quatro divisões. A primeira só para Marcelo, a segunda para Nóvoa e Belém, a terceira para Marisa e Edgar e a quarta para os outros. E, digo-o mais por instinto político do que com base em sondagens, acaba com tudo um pouco mudado. Na primeira, continua Marcelo, mas menos forte do que há dois meses. Na segunda ficou Sampaio da Nóvoa sozinho. Na terceira passou a estar Marisa Matias e, se o desastre não foi maior, Maria de Belém. Na quarta, está Edgar Silva, Paulo Morais e, quase a ser desclassificado, Henrique Neto. Veremos se Belém não cai para este grupo. Os outros foram para as distritais, com Tino de Rans a tentar subir. Isto aconteceu porque Marcelo abusou na dose da desdramatização, do afastamento táctico em relação ao PSD e ao CDS e da despolitização da campanha, desmobilizando um pouco mais o seu eleitorado natural. A questão é só esta: saber se Marcelo tem, como julga ter, garantido o voto da direita ou se, com a campanha que fez, o desmobilizou. E essa pode ser a diferença de haver ou não haver segunda volta. Nóvoa arrancou bem, com as vitórias claras nos debates, o que lhe deu credibilidade e afastou um pouco a ideia de ser uma “amador”. Talvez excessivamente cauteloso, por se ter que preocupar em simultâneo com vários perigos: à esquerda Marisa Matias, à direita Maria de Belém e em baixo Paulo Morais. Belém afundou-se no choradinho contra o PS e no caso das subvenções. Marisa brilhou nas subvenções e aproveitou bem o trambolhão da adversária. Edgar safou-se tão mal na rua como nos debates. Paulo Morais tem um discurso mais fácil do que Henrique Neto e aproveita o voto antissistémico. E o Tino é um gajo porreiro

  • Encaramos tudo com um sorriso?

    Presidenciais 2016

    Liliana Coelho e Expresso

    Há 40 anos, os debates televisivos assumiam-se como verdadeiros duelos, alguns comícios eram violentos e os candidatos andavam de megafone na mão, arrastando multidões nas ruas. “Não eram os comícios que convenciam as pessoas, mas as qualidades aleatórias dos candidatos”, lembra Joaquim Letria. Agora, com candidatos e eleitores separados pelo ecrã de um smartphone e computador, um like e uma partilha têm poderes inesperados, “mas não fazem ganhar ou perder eleições”. “Felizmente já estamos crescidos e percebemos que as redes sociais não elegem presidentes. Hoje em dia não somos tão instrumentalizados e não recebemos propaganda como antigamente. Encaramos tudo com um sorriso”, defende João Adelino Maltez. Viagem pelo que mudou em 40 anos de estratégias para ganhar campanhas presidenciais, que é também uma viagem pelo que mudou no país. “Hoje, os candidatos estão mais educados, não há quase nada para comentar”