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Expresso

  • Pré-publicação: Livro de Cavaco revela conversas secretas com Sócrates

    Política

    “As palavras não se conformavam à realidade dos factos e passei a olhar desconfiado para as ‘boas notícias’ de Sócrates”. Reuniões com Soares eram “sonolentas”. Recado para Marcelo? “A política-espetáculo, tão cara a muitos políticos por proporcionar notícias e fotografias, não traz qualquer benefício”

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    Novembro foi o fim necessário da festa. Necessário, porque a revolução se dirigia para um precipício que poria em risco grande parte das suas conquistas. Ou porque os comunistas as tornariam noutra coisa ou porque o revanchismo de direita faria o tempo andar para trás. É absurdo muitos comunistas guardarem rancor por Soares ter contribuído para travar um processo de degenerescência da revolução que seria inevitavelmente derrotada no extremo ocidental da Europa. Na realidade, o PCP pode agradecer o facto daquilo a que chamam contrarrevolução ter sido liderada por Soares e seus aliados e não, como queriam alguns políticos norte-americanos, pela direita autoritária, repetindo uma “pinochada” em Portugal. Foi isso que garantiu o papel que o PCP manteve na democracia portuguesa e que defendeu o fundamental do legado de abril. Mas talvez a minha maior divergência com os comunistas (e não só) em relação a este assunto comece por aqui: eu sou dos que acham que abril se cumpriu

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Fui daqueles que sempre acreditou que António Guterres se candidataria a secretário-geral da ONU. Era, para mim, óbvio. Como era evidente que por isso, e também por outras coisas, não entraria na corrida a Presidente da República, pleito em que era o único que poderia ganhar ao seu amigo Marcelo. Guterres tem um sentido de dever e um sentido de Estado que são raros (algo que descortinamos também em Marcelo e quem sabe se em Amaro da Costa, que completava o trio de jovens amigos católicos, mas este último morreu precocemente em Camarate). E ao contrário do que se diz, sabe tomar decisões e dar murros na mesa, se necessários

  • Portugal já teve 19 Presidentes, 9 viveram em Belém e 5 pagaram renda

    Política

    Manuela Goucha Soares

    Ao longo de 105 anos já houve dois casamentos no Palácio Presidencial, um velório, um batizado, e os cinco Presidentes da I República que moraram em Belém pagaram renda. A Ditadura Militar acabou com esta lei. Dos três PR do Estado Novo, só Craveiro Lopes morou na residência oficial. Na Democracia, Spínola, Costa Gomes e Eanes instalaram-se com as respetivas famílias no palácio, por motivos de segurança. O Expresso pediu para ver imagens da cozinha... mas esta é classificada como zona reservada