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Expresso

  • A tempestade holandesa

    Internacional

    Simon Kuin, em Amesterdão

    Os holandeses vão às urnas a 15 de março e a extrema-direita de Geert Wilders lidera as sondagens. Será o próximo Governo holandês anti-Islão e anti-Europa?

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    Repete-se na Holanda o que se está a ver em França: a extrema-direita cresce juntando à agenda xenófoba que lhe é tradicional as bandeiras da esquerda. No dia da vitória de Geert Wilders, todos se vão concentrar no racismo e na xenofobia, como reação à imigração, ao Islão e ao “politicamente correto”. Ignorando que essa não é a novidade. Essa é a velha cantiga da extrema-direita holandesa e europeia. A novidade é um governo com a participação de trabalhistas ter decretado oficialmente o fim do Estado Social e ter imposto uma política de austeridade. A novidade é os dois partidos do centro correrem o risco de passarem de mais metade do Parlamento para menos de um terço. A novidade é os trabalhistas ficarem reduzidos a metade, a um terço ou a um quarto da bancada parlamentar que hoje têm. A novidade não tem novidade nenhuma: a extrema-direita está a chegar ao poder por culpa de uma esquerda que quis ser do centro e acabou na direita, traindo todos os seus valores