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Perfil

Expresso

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    António Costa percebeu que começávamos a assistir aqui a uma transformação eleitoral semelhante à que está a acontecer em vários países do sul, onde são os partidos mais à esquerda que captam eleitores descontentes. Antecipou-se, apanhando o Bloco e o PCP com força suficiente para terem alguma coisa a perder mas sem força para fazer o que Iglesias fez em Espanha. Entendeu-se com a esquerda a tempo de a liderar. Porque a alternativa seria vir a ser obrigado a fazer o papel que o SPD faz hoje na Alemanha ou que o PSOE pode vir a ser obrigado a fazer em Espanha. Bons amigos de ocasião, sobretudo de direita, apelam à abstenção sistemática para a viabilização de mais um governo de Rajoy, tornando o PSOE numa inexistência política. Depois de anos a pedirem aos socialistas que não o fossem, agora pede-se que não existam. A inteligência de António Costa foi a de mudar a estratégia do PS antes que mudasse o sistema partidário e o PS ficasse numa situação muitíssimo mais frágil, como está a acontecer a muitos partidos socialistas. Tomou a iniciativa antes que o contexto o passasse a ser um beco sem saída em que ficou Sanchez. Quem acusa Costa de estar refém do resto da esquerda devia olhar para Espanha e para a situação do PSOE

  • Mariano Rajoy vai tentar formar Governo com o PSOE após vencer eleições sem maioria

    Internacional

    Joana Azevedo Viana

    Líder do PP marcou para esta segunda-feira uma reunião com o comité executivo do partido para delinear estratégia que o mantenha no poder. “El País” diz que o líder conservador pondera pedir a Pedro Sánchez que se abstenha na votação da sua investidura para poder formar um Executivo minoritário caso o chefe dos socialistas se recuse a integrar a coligação